Versos de Silêncio
Há janelas que não obedecem ao vidro.
Às vezes deixam o mundo entrar em silêncio, como quem abre cortinas para um sol tímido que ainda não sabe se é manhã ou memória. Outras vezes, sem aviso, devolvem o olhar com força: viram espelho e mostram aquilo que a gente tenta fingir que não vê.
E há dias piores, em que a mesma abertura se desfaz em abismo — não por maldade, mas por profundidade. Como se a paisagem tivesse desistido de ser paisagem e resolvesse encarar de volta.
Talvez não seja a janela que muda. Talvez seja o olhar que aprende, ou se perde, no que ela decide refletir.
Você é o silêncio,
o silêncio que eu insisto em preencher,
A vírgula esquecida em tudo o que eu quis dizer.
É estranho como quem nada me entrega,
acaba sendo o meu lugar de descanso.
Você não se vê nos livros que sublinhei,
nem ouve seu nome nas canções que decorei.
Não que você seja o centro do universo,
mas, quando se trata de você, tudo foi sentido ao extremo,
tornando-se assim a minha maior fonte de inspiração.
Obrigado por ser, mesmo sem pretender,
A beleza do que eu não pude ter.
¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤ curvas de um sentimento.¤¤¤¤¤¤¤
O silencio sufocou as palavras,
O sentimento foi quase um instante.
A vida ensinou o que precisava,
E assim como uma nada, nada bastou.
Sentimento perdido esqueceu do que foi.
Caminhos de beijo, jornada sem paixão,
atalhos que contornam o coração.
Que chegue no silêncio...
e sufoca o instante,
para deixar a saudade na saudade e embriagar o instante...
Não sou aquilo que não quero,
nem a dose do seu desejo
Sou o instante que venero na vontade que anseio.
No silêncio, a mente se enche de ecos, memórias e sentimentos. . .
. . no silêncio nunca houve tantas palavras . . .
Brutus carrega no brilho do pelo a energia solar, a alegria e a paixão; e, no silêncio profundo do olhar, a certeza de que o tempo não passa, apenas deita ao meu lado.
Reno Fioraso
Por sentimento equivocado, nos recusamos a ouvir o silêncio do outro.
Silêncio ensurdecedor mas fazemos dos ouvidos de mercador, até receber em palavras o tiro certeiro, no coração.
O tempo tem o seu próprio tempo!
E para a ocasião o tempo se aconchega em silêncio
Na quietude suspira a minha alma,
Como terra seca observa as rachaduras profundas que anseia por chuvas para irrigar e renovar a relva da alma, conforme a estação do tempo.
A minha alma tem sede de ti SENHOR.
MEU SILÊNCIO GRITA
Oh silêncio ensurdecedor!
Oh burburinhos que vem da alma!
Quando os pensamentos ardem dentro crânio;
Quando os verbos são alfinetes na boca;
E as palavras ferem mesmo sem serem ditas.
Quando se entra falando, mas mudo;
Quando se sai mudo, mas se sai gritando;
Quando os passos criam
O som de um exército.
Quando os olhos discursam,
Elaboram sermões
E lança m rajadas de verbos.
Quando minha inteligência dar conselhos
Conselhos de vida abundantemente.
E a felicidade não vem com regras
Mas na cautela de ser.
Quando os conselhos são rejeitados
Como se fossem insultos...
O meu silêncio grita...
Grita os gritos dos acertos
Nas experiências vivenciadas.
É o barulho que sei fazer
Diante da insanidade de gente
Que quer ser feliz na dependência do outro.
Silêncio... silêncio
Um coração amante, com o seu amor distante,
Numa escuridão de noite, silêncio da madrugada,
Um coração abrasante, ferve uma alma apaixonada,
Eu queria ter asa de pássaro para eu voar na imensidão,
Encontrar a minha doce amada e viver nossa eterna paixão.
O corpo despenca,
Exaurido de forças,
No silêncio do tempo,
Que arrasta os dias
Sem promessa de alívio.
O amanhã já não importa,
Apenas o fim do hoje,
Enquanto a frustração
Se enrosca na alma
Como sombra que não parte.
Já perdi tanto por medo,
sem segredo.
O silêncio me deixou longe de tudo,
e hoje o arrependimento é profundo.
É hora de alçar a voz e ir pra luta,
sem falhar na conduta.
O exílio molda a solidez do visível no silêncio do espaço. A voz da liberdade é a arquitetura invisível que nos ensina a habitar a própria ausência; ambos provam que a mágoa não preenche o vazio, mas transforma a saudade em uma pátria onde a alma finalmente descansa.
Reno Fioraso
Vem, meu anjo. Eu chamo no silêncio que me veste,
Não com a voz, mas com a dor que me consome.
Sou um naufrágio à espera da maré celeste,
E em cada lágrima, sussurro o teu nome.
O amor que arde em mim não é brasa, é ruína;
Um fogo que devora, mas não aquece.
Se és a salvação, por que a sorte é tão mesquinha
E me oferece o céu apenas quando anoitece?
Eu te construí no altar da minha insônia,
Um relicário de promessas e prantos,
E agora, sem teu toque, sou só a autonomia
De um coração quebrado em mil recantos.
Vem, meu anjo, venha me salvar da queda
Que me separa do calor do teu abraço.
Sou o drama vivo, a tela despedida,
Que implora pelo brilho do teu traço.
Chega de manso e rasga esta mortalha de saudade.
Pois sem o teu olhar, sou apenas sombra fria;
A melancolia veste o manto da verdade:
Viver é te esperar em eterna agonia.
O silêncio
O silêncio que invade minha alma,
A tranquilidade da casa,
Em um instante que parece eterno,
Um único som vindo da sala de estar,
O tiktak do relógio,,,
A mesa vazia, o vento a soprar a poeira sobre os móveis,
O violão no canto da parede,
Os raios de sol ultrapassam a janela,
Insistindo em iluminar o meu silêncio.
23/07/2026
