Versos de Silêncio

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Silêncio...
Saberás um dia que lutei muito por nós dois.
O silêncio da casa vazia,
a solidão das noites em claro,
Ah! Tantas noites sozinha, olhando o vazio...


Silêncios longos,
madrugadas infinitas,
vazios que gritavam bem alto dentro de mim.

Paixão em Silêncio

Eu te amei no instante em que te vi,
naquela sala cheia, só você existia pra mim.
Entre mil vozes, só teu olhar me falou,
me estendeu a mão, e o meu coração se entregou.

A vida — essa vilã — nos fez desencontro,
te segui de longe, num silêncio tonto.
Te vi em segredo, num amor proibido,
gritei por dentro, mas sorri contido.

Julgam meu querer como se fosse pecado,
mas é só amor — cru, ardente, calado.
E a cada versão tua que o tempo me traz,
mais eu te quero, mais arde a paz.

Sou eu, a incompreendida da história,
amando um homem que vive outra memória.
Você, com outro amor, buscando esquecer
aquilo que em mim, ainda te faz viver.

Quando o barulho do mundo for ensurdecedor, escolha o silêncio. É nele que Deus fala.


Trecho do livro Lá em casa – uma contemplação da família perfeita SQN

Há dores que não gritam. Elas se curam em silêncio, quando o coração é rasgado diante de Deus.


Trecho do livro Lá em casa – uma contemplação da família perfeita SQN

Reflexão do Silêncio
Às vezes, tudo o que nos cabe é o silêncio.
Não por fraqueza, mas por sabedoria.
O silêncio é cúmplice da reflexão e guardião da serenidade.
Há momentos em que não há o que fazer, nem o que sentir.
E isso não é vazio, tampouco solidão.
É apenas um intervalo sagrado,
um tempo de recolhimento em que a alma se encontra consigo mesma.
É o espírito voltando, momentaneamente, para casa.

Ninguém vê o grito de quem sangra por dentro.
Porque o silêncio da dor não sai na tomografia.
Não faz barulho.
Não pede socorro.
Só vai…


E quando vai,
a gente chama de surpresa.


Mas não era surpresa.
Era descuido.

No Abismo do Silêncio


Num canto escuro da alma caída, Ecoa a dor que não foi compreendida.


A tristeza sussurra em cada vão, E aperta o peito, sem dar perdão.


A depressão chega sem avisar, Como um vento frio a soprar devagar.


Rouba o riso, esvazia a cor, Transforma o amor em cinza e dor.


Um coração partido, sem direção, Sangra memórias em cada pulsação.


Entre os escombros da destruição, Perde-se a fé, perde-se a razão.


O medo se arrasta, sorrateiro e lento, Molda o silêncio, distorce o pensamento.


E a covardia, vestida de calma, Envenena os sonhos e cala a alma.


Surge a tragédia em forma de adeus, Rasgando os céus com gritos seus.


E resta o vazio, frio e calado, Onde antes um ser inteiro tinha habitado.

Às vezes, tudo o que nos cabe é o silêncio.

Não por fraqueza, mas por sabedoria.

O silêncio é cúmplice da reflexão e guardião da serenidade.




Há momentos em que não há o que fazer, nem o que sentir.

E isso não é vazio, tampouco solidão.

É apenas um intervalo sagrado,




Um tempo de recolhimento em que a alma se encontra consigo mesma.

É o espírito voltando, momentaneamente, para casa.

Quando Penso em Ti


Às vezes,
em meu silêncio,
penso em ti.


Não como quem busca uma lembrança perdida,
mas como a terra pensa na semente:
com quieta certeza de que a vida
já floresce em segredo.


Penso em ti
e meu peito se enche
de uma alegria antiga e nova,
como o vento que reconhece
a canção da árvore
antes mesmo de tocá-la.


Sim, penso em ti
com todo o amor
que o tempo não mede:
um rio que não seca,
uma luz que não treme,
um abraço sem braços.


E saiba, profundamente saiba:
você é amada.
Não por dever ou destino,
mas como o céu ama o voo,
como a raiz ama a terra,
como a noite ama
o seu próprio silêncio estrelado.


Você é amada
porque o amor
é o nome secreto
de tudo o que é verdadeiro em mim.
E quando penso em ti,
é ele que respira.


E você minha amada pensa em mim? 💞

“O silêncio
as vezes assustador
as vezes acalentador.
Silêncios frios.
Silêncios quentes.
Possível ouvir o silêncio?
Possível o silêncio gritar?
Ah, vai saber.
Nos intervalos cálidos que se seguem
faz-se notar os seus gritos.
Gritos que só ele entende.
Só ele.
O silêncio.”

Há sempre uma doce luz no silêncio.....
e na dor da morte....
A maior perda da vida não é a morte...
é o que morre dentro de nos,é quando não vivemos.
para vencer a morte deve ter um sorriso...
quando a sua alma partir.!
Ninguém pode fugir da morte...
ela é o começo do caminho para a eternidade.

Teu olhar em silêncio sempre diz o que pensa e deseja de mim,
tua boca sem palavras, fala da vontade de sermos nós
tuas mãos frias, suadas revelam o que te causo
tua voz cala sempre que nos encontramos,
teu corpo se entrega, não nega a vontade do meu
o meu não esconde a ânsia de colar no teu,
queremos sentir, se envolver, se permitir...
quem sabe um dia, por um instante, por um momento
consigamos transpor barreiras, enfrentar o medo
Quem sabe nos pertenceremos, nos permitiremos,
sem lei, sem pudor, sem culpa !

"Quantos gritos cabem em um silêncio?"
Um, Somente um grito! Um grito de frequência tão alta, que ninguém é capaz de ouvir... O silêncio, é um grito sufocado, um grito de socorro, um grito apavorado, um grito jamais escutado... Quando ouvires um silêncio, olhe dentro dos olhos da pessoa silenciosa, os olhos transpassam o que ocorre dentro do coração de quem os possui... Olhe para os olhos dessa pessoa em silêncio, muda, estagnada... Tenho certeza, que se enxergares os olhos dela com o coração, verá um grito ao fundo... Um grito tão alto e tão dolorido que te fará chorar e se arrepiar... Chorar por finalmente ter conseguido o dom mais precioso do universo: o dom de amar o mundo e ser incondicionalmente livre como um pássaro, chorará de emoção ao constatar que tudo que você plantou na sua vida, pode ser colhido em apenas um olhar, um grito sufocado... UM SILÊNCIO...

Sou Teu.

Não digas nada por favor,
que o silêncio e minhas mãos caminham juntas,
que minha boca ao te beijar não faz perguntas,
beije-me forte e com ternura,
e grite, grite a toda altura que me ama.
E se o amanhã o futuro tão incerto vier a nos separar,
lembre-se de tudo com ternura,
pois minha alma será tua,
e para sempre irei lhe amar.

O silêncio que é quebrado com um sussurro, entre beijos, mãos suadas e o corpo em chamas.
Marcelo Labonia.

Fica aqui comigo meu amor,
....no silêncio desta noite,
Não fales nada agora,que me faz doer..
olha-me nos olhos....
.... e dá-me um simples abraço,
Ouve o som do meu coração.... da minha alma,
que chora que ama-te em silêncio,
de tantas saudades que chega a sangrar,
Sente o meu silêncio ele vale mais que mil,
palavras ditas ao vento ,a chuva,
mostra-me a tempestade que eu não tenho medo,
agita o meu corpo ..faz-me vibrar....
faz-me sentir como as ondas do mar.!

A sala vazia
Ecoa a agonia,
Reflexo do silêncio
Que falou alto demais.
Para tantas palavras
Não ditas, não escritas,
Faltaram pedaços de vida
Momentos de ironia.
Faltou preencher
Com suor, lágrimas e alegrias,
O quebra-cabeça chamado vida.

Gosto da minha quietude
Numa ausência de pensamentos
Tendo a consciência apenas o silêncio
Unicamente para apanhar doçuras
Recolher-se...
...é receber respostas!
Sou quase feliz
No abandono da existência...
Que me habita!
Que me cerca!
E me encurrala.

Há pessoas que não entendem a profundidade da lucidez do meu silêncio.
Não reconhecem a intensidade da liberdade
No momento em que sou ave calada no ninho.
São instantes em que navego na imensidão
Do oceano que me habita
E nestas águas dormiram-se as palavras.
Para muitos, esta seria apenas uma difícil jornada.
Porém, para mim é o encontro com o melhor e o pior de mim.
É neste silêncio denso que a boca cala-me e alma fala-me.
Quando lado a lado sou corpo e alma
E não estou só...
Sou eu e tantas outras de mim.
Companheiras de silêncio
Juntas, somos o poema por mim nunca escrito.
Para muitos o poema insondável.
E de tempos em tempos o silêncio me visita
Para lembrar-me quem eu sou.
(É dentro do mais profundo em que a memória grava a história).

O Silencio - João Paulo Borges

A chuva cai lá fora.
Aqui dentro sempre parece mais quente
Mais quieto, mais vazio.

O silêncio toma conta,
separa a consciência da realidade,
encosto minha cabeça no travesseiro másio.

Procuro não pensar em nada,
não lembrar de nada.
Principalmente em minha amada.

Misterioso esse silencio.
Que bebi as horas tão tardio.

Alguém abre a porta,
a enfermeira entra no quarto,
tentando me dar um remédio
que eu adio.

Tomo-o sem coragem, sem vontade.
A farmeira sai do quarto
e eu volto ao silencio amigo.