Versos de Medo

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Se a sua moralidade depende do medo de um inferno ou da promessa de um céu, você não é ético; você é apenas um mercenário emocional.

O individualismo moderno é o medo de se perder no outro, disfarçado de autonomia, quando na verdade é apenas solidão com nome de grife.

Desejamos o que o outro deseja porque temos medo de descobrir que, no fundo, o nosso desejo original é um abismo sem fundo.

O maior medo humano não é morrer, é viver sem significado e descobrir isso tarde demais.

O medo pode impor regras, mas só o amor transforma regras em valores.

A moral não nasce do medo de ser punido, mas da consciência de que o outro importa.

Se a moral fosse filha do medo, ela desapareceria na ausência de vigilância; mas o amor a mantém mesmo no silêncio.

Religião é ética para covardes: faz o bem por medo, não por razão.

Religião transforma amor em medo e medo em obediência.

Ateus que acreditam em espíritos são religiosos enrustidos com medo do rótulo.

Conservadorismo é medo do novo disfarçado de tradição.

Religião transforma medo da morte em medo da vida.

Conservadorismo é o fetiche de quem sente saudade de uma coleira que nunca tirou; é o medo de que, se o mundo mudar, eles finalmente descubram que nunca tiveram personalidade, apenas um manual de instruções mofado.

Deus é apenas o nome que o medo dá para a ignorância sobre o funcionamento do universo.

A verdadeira moralidade começa exatamente no ponto onde a esperança do céu e o medo do inferno terminam.

Quando a fé precisa de censura, violência e medo para sobreviver, ela já morreu por dentro.

A crença em deus não eleva o homem, apenas o acorrenta ao medo eterno, transformando a liberdade em escravidão voluntária.

Se eu fosse crente, meu maior medo não seria o diabo, mas um dia descobrir que rezei a vida inteira para o deus errado!

⁠Com tantos Vendendo Certezas por aí, suponho que muitos têm medo de tentar ser fortes e descobrirem-se Feitos de Dúvidas.

⁠⁠E se o medo de tentar ser forte para não nos descobrir Feitos de Dúvidas, fomentar a comercialização das certezas por aí?