Versos de Medo
Sinto saudades de ser irresponsável, inconsequente, de não ter medo, de mentir descaradamente, falar bobagens e sentir aquela paixão que dói...
Sempre tive medo de perder pessoas que amo. Às vezes me pergunto se há alguém com medo de me perder?
Não podemos ter medo do que fazemos, temos que ser seguros daquilo que queremos... quem fala isso é porque jamais viveu a desilusão de um amor.
E numa folha de papel eu escrevo “euteamo”. Assim mesmo, tudo junto. Por que? Simplesmente por medo de deixar que espaços, mesmo tão bobos, destruam o sentido real da frase.
Não desista do que é seu. Não tenha medo do que poderá acontecer. Tenta, é assim que nascem vencedores. Através da persistência.
Temos tanto medo de algo chegue ao seu fim, mas esquecemos que é preciso dos finais para ter novos começos.
Abdico desse medo como de tantos outros. Dessa coisa que aprisiona sorrisos, vontades, ar em qualquer lugar de mim mesma. Abdico desse meu medo recente, imponente, persistente, inconveniente. Abdico do pacote do qual ele faz parte. Abdico de todas as coisas que ele me causa, de todas as horas que parecem perdidas, que parecem em vão, que me consomem sem que eu possa ver. Abdico desse medo de te perder, quando na verdade nem meu você é.
Quando fico no escuro lembro que a vida começou assim, eu estava de olhos fechados e não tive medo de abri-los algum tempo depois, da mesma forma é agora, posso me esconder por uma noite, mas não por um dia inteiro.
Porque eu tenho medo de ser verdade o que os seus olhos me contam: de que eu estou destinado a lhe amar perdidamente. Eu tenho medo de um dia me enroscar nos seus braços e não conseguir achar o caminho de volta, de nem sequer querer encontrá-lo. Eu tenho medo de que essa represa que eu sustento com dificuldade um dia se rompa e inunde o seu mundo, e você nem fuja e, em vez disso, fique para limpar a bagunça, fique para entender as minhas agonias, fique para sempre, para mim.
