Versos de Flor
Eu não sei escrever tão bonito, mas eu sei te escutar lindamente.
Eu não sei fazer o estilo profunda, mas eu sei mergulhar nas suas escolhas.
Eu não sei muitas coisas, mas eu sei que minha natureza rebelde autoboicota minha meiguice.
Eu não sei fazer poema, mas eu sei rimar o seu amor com minha flor.
Eu não sei ser sofisticada, mas eu sei te presentear com minha herança genética de sentimentalidade barata.
Eu não sei ser diferente, mas eu sei ser o fora do comum sem ser cansativa.
Eu não sei o que acontece quando você diz que me ama e o corpo treme...
... eu só sei que me salva!
~*Rebeca*~
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Imaginar o momento, menos agitado, sempre causa aquele medo por causa do silêncio de brigas. Mesmo na pior desgraça de palavras desajeitadas, mas bem surradas, não quero que esqueça nunca do que reina. Nada interferiu nesse nosso amor, nem mesmo tantas interrogações consideradas enciumadas. Respiro fundo e tento deixar pra trás uma cegueira que nem combina com os olhos abertos de uma alucinação que tem o dom da caligrafia. Nunca, mas nunca mesmo, vou te deixar escrever tristeza, mesmo que venha de palavras aconselhadas. É amor que sente a força do hábito, que se enxerga nas dificuldades e que franze a testa esperando as pazes.
Eu te amo nervosamente, eu te amo absolutamente, eu te amo agarrada no cós da calça…
… de todos os seus oitos deitados.
[EVIDENTEMENTE SUA]
~*Rebeca*~
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Eu acho que o mundo deveria dar lugar às letras e deixar os olhos com mais histórias.
Eu acho que os distraídos só perdem o melhor, porque sempre contemplam somente as linhas retas.
Eu acho que escrever é pra sensibilizar, até mesmo, a raiva das palavras, ou o desdém das vírgulas, porque o amor dos sentidos constrói lindos textos.
Eu acho que a música cabe dentro de uma dança, ao ponto de explodir, e suas notas gordas sempre têm sustância quando é comida com alegria.
Eu acho que o caos de emoções é o fluxo de uma jornada bem vivida.
~*Rebeca*~
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É impossível não encarar esse amor e todas as suas faces. Confrontar os sentimentos, com raça, é saber que nossas lembranças são agarradas a várias histórias sequenciadas de paixão. Estruturar tanta felicidade é dar embalo a um bando de dengo e ”I love you”.
Logo no começo, mandei essa cantiga que o Wando canta. E quer saber? Desobstruimos nossos tímpanos com breguices de ritmos apaixonados.
Deixa dizer que te amo?
Sei que deixa…
~*Rebeca*~
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Antes de dormir, olhei para minha estante, peguei um livro e li esse trecho:
“O fato é que, de qualquer maneira, nunca senti de modo tão intenso que você sou eu.”
Mesmo não sendo simpatizante desse amor livre, de Beauvoir e Sartre, devo dizer que amor é amor seja ele qual for.
Mais na frente ele continua:
”[…]Meu amor, você não é ‘uma coisa em minha vida’ - nem mesmo a mais importante -, porque minha vida já não me pertence, porque(…) você é sempre eu.”
O maravilhoso é que sempre sentimos essa unidade…
…nesse nosso amor.
Amo.
~*Rebeca*~
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Tenho o dom de formar imagens na cabeça dele e, naturalmente, o resto da história é fixada no coração.
P.s.: Ô saudade do seu dengo, meu bichin…
~*Rebeca*~
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Não concordo com amor livre. Quem ama assim, não sabe amar. Quem ama assim, ama sofrido. Quem ama assim, quer escrever história e não sente o amor sem autocontrole invadindo, pedindo mais amor pra ser alimentado. Creio em alma liberta, na paquera aberta e na sensação de descaramento livre, mas não aceito o amor liberto. O meu amor é amarrado, esse negócio de viver solto é pra passarinho. Eu sou gente, gosto de ser de alguém. Não brinco de escrever, eu sinto tudo o que escrevo e escrevo pra te conquistar.
Amor fadado e condenado ao intenso!
Aguenta?
~*Rebeca*~
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Lá na casa do Jota Cê tem:
Rede minha jogada por lá.
Gato que gosta de esparramar.
Coração quente acostumado com o bronze de amar.
Nordestina quando ama é assim...
... amanceba o amor fogoso, só pra emprenhar a saudade com gosto.
~*Rebeca*~
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O galo canta e ainda puxa a saudade pelo esporão. Silêncio num céu cinzento. Madrugada que raia o dia. Escuto um amor convencido, e nem sou pretensiosa. O bocejo de uma saudade escapa queixosamente. Sou o espelho da coragem na simplicidade de uma revelação. Escrevo o desenrolar de um fascínio e seus detalhes rabiscados. Boquiaberta com a esperteza de um caminho e seus quarteirões abarrotados de caprichos. É uma mastigação de lembranças violentas e impacientes. Que vontade de dar uma surra nessa insônia.
São três horas da manhã... vou usar minhas reticências...
... atende esse telefone...
...é sua voz que embala o transe do meu amor...
~*Rebeca*~
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Carimbei esse homem com o batido das minhas coxas no entreperna dele. Peguei o doce, que só existe no sabor romântico, e transformei em diversos sabores esfregados em acordes.
~*Rebeca*~
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Todas as cifras espertas se apaixonaram pelos nossos resultados. Amor denunciado com carinho e a letra nunca foi proibida na hora de ser tocada. Arrepio nos hits vulcânicos, onde o estado de espírito, de uma canção, sempre foi motivada pela batida de um amor pauleira. É muito punk esse vai e vem de pensamentos apaixonados.
~*Rebeca*~
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Estou escrevendo e lembrando da sensação sonora que o afeto fazia quando se sentia espantado com tanto sentimento novo surgindo. Estou dedilhando lembranças e vestindo devagar o comando da nossa história. Somos a luminosidade de um futuro que deu certo, somos o quadril perfeito para o hoje que sabe fazer nosso melhor requebrado, somos o conjunto de vibrações melodiosas e que nunca foram desconcertadas.
O meu concerto é uma orquestra sinfônica...
... que não cansa de tocar no coreto que ele delicia.
~*Rebeca*~
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Tem gente que faz do amor, um recipiente fechado. Outras já guardam na geladeira com medo de não estragar. Eu não, ó! Eu como esse sentimento, deixo com o vidro aberto e ainda coloco pra quarar naquele sol de escaldar.
Rebeca
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Jota Cê nunca enfiou no bolso os papéis dos meus elogios. Sempre leu atentamente a bagunça dos meus exageros, quando arregalo para o mundo todas as suas qualidades. Popularizo palavras, mas não sei disfarçar o que me contagia. Esse amor espevitado é meu. Esse sentimento conhecedor é meu.
Esse amontoado de sensualidade e paquera descarada, que só existe nele... é MEU!
Tudo é MEU, inclusive:
ELE!
Rebeca
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O impacto das nossas palavras é muito forte, até mesmo pra nós dois. Porque além de escrever o que espalha, sentimos o sacolejo todos os santos dias.
Rebeca
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