Versos de Flor
As horas vão passando e eu aqui a pensa...
Penso se estou fazendo certo ou tenho que mudar
Mudar? Já mudei tanto que agora nem sei
Será que sou eu mesma ou alguém que inventei?
Encontrei o amor, que me faz amar
Amo o amor que me ama
Amar o amor me faz acreditar
Só quem ama o amor...
Sabe verdadeiramente amar
Quem és tu que chega do nada como uma brisa leve?
Sussurrando baixinho, provocando arrepios
Será que tu és o meu amor, que haverias de chegar?
Ou apenas um sonho lindo na esperança de amar?
Encontrei o amor, que me faz amar
Amo o amor que me ama
Amar o amor me faz acreditar
Só quem ama o amor, sabe verdadeiramente amar
O amor que me ama, é o amor que me faz amar
Amar como o amor ama, me faz acreditar
Só o amor é capaz de amar
Há quem diz que gosta das obedientes e submissas, que mentira deslavada!
Com essas sentem a segurança necessária!
Porém as mesmas não terão o seu Amor!
Serão as servas, jamais o seu amor!
Assim é vida, no seu tempo e espaço!
Há quem se valoriza em cada pedaço.
E não está nem aí, pra fracasso,
Da a vota por cima, e se necessário,
com sorriso e dá um abraço.
Quando tá tudo no esquema, tu fica louco, tu corre, tu foge da cena!
Depois diz, que tudo foi um equívoco, um mal entendido!
Corta a emoção e implode o sentimento dentro do coração.
Só Deus sabe o que tem por trás das cortinas de uma mente criativa!
A curiosidade que não se aquieta, adentrando o terreno do desconhecido, na busca de respostas, o buscador está em constante movimento, através das considerações, refletem uma melhor compreensão dos fatos, se adaptando as mudanças se equilibrando entre arranha céus, os mantêm vivos.
A acomodação que não basta, quebrando as resistências, assim conduzem a sua vida produzindo sua própria história.
R.P.
Quando criança me diziam como eu devia me comportar!
Resumindo...
Meninas não podiam fazer isso ou aquilo!
Quebrei as regras e usei o bom senso, hoje percebo que não estava equivocada!
As reflexões, considerações e desdobramentos, surgem a partir de um sujeito que anseia por ressignificação interior.
É preciso insistir, ter o comprometimento com a qualidade e o conteúdo absorvido, ser seletivo do que será internalizado ou descartado.
Se aquilo faz sentido ou não para sua vida!
Você faz parte de um todo e contribui para o todo, positivamente ou negativamente..
Vigiai e orai, pelo bom senso e de suas práticas diárias.
O mar crespo de ondas,
Traz o cheiro de saudade
Na areia muitas conchas
Jogadas sem destino pelas ondas
Rasgando o céu em azul brilhante
O sol brinca de esconde-esconde entre as nuvens
Gaivotas em voam sem destino
E passarinhos esquisitos bicam a areia a comer não sei o que
Eu sinto- me leve queria voar
Como meus pensamentos que em mim são risos
A lembrar de ti te querendo aqui
Alguns Versos Esparsos
No meu peito chocalham
Cem alfabetos completos.
São maiúsculas e minúsculas
Com os sinais de pontuação
E os marcantes diacríticos.
Todos numa mistura infernal.
Letras, símbolos, fonemas,
Grafemas e silabários;
Logogramas, palavras,
Signos, significantes,
Frases, períodos e parágrafos
Gritam por ordenamento
Mas como ejetá-las em ordem,
Se foge-me a inspiração,
Se falta-me o motivo?
Então socorre-me o coração
E da minha pena brotam
Alguns versos esparsos.
(Versos Livres de Luiz Vila Flor)
Certas manhãs
Certas manhãs
Há certas manhãs
Em que a vida transcende,
Eleva-se a planos inimagináveis,
E uma luz, toda especial nos envolve.
.
Nessas manhãs
Surge uma energia nova,
Essencial como o ar, como o sol,
E o mundo circundante, todo, se ilumina.
(Versos Livres de Luiz A Vila Flor)
No meu canto, no meu quarto, penso: "Será que vale a pena sofrer tanto? Será que todo esse pensamento negativo não tem fim? E eu, com meu velho pessimismo, respondo-me: não!"
Falta de vontade? Falta de vergonha? Ah! É o que, aqueles que estão ao meu redor pensam, mal sabendo eles dá minha mente perturbada. Mistura de uma luz no fim do túnel almejando sempre à escuridão.
E às críticas?
- Ora! Deixe-as de lado. Nem todo achismo alheio, e todo veneno destilado devem ser absorvidos.
Afrenia
Não sei se era dia ou noite,
Não havia consciência temporal.
Só depois percebi; muito depois.
Mas aí tudo já se perdera.
Primeiro desceram de mim
Os noventa e seis rios soberbos
Das doze geleiras capitais,
Fundidas sob um fulgor magnífico.
Depois, multiplicaram-se, estes rios,
Em centenas de capilares azuis,
Nervosos e densos (pulsantes),
Rugindo no tapete de finas listras.
Agora é o caos; uma convergência vã,
Incerta, desprovida das certezas eternas.
Perderam-se os pontos cardeais, todos,
Inútil pensar; nada mais importa.
(Versos Livres de Luiz A Vila Flor)
Lamento
Eu que versejo sem rima,
Ah, pobre de mim!
Sem métrica e sem ritmo
Minha estrofe fica pobre
E pobres dos meus versos,
Que sem rima se perdem
Nas ricas rimas de tantos.
(Versos Livres de Luiz A Vila Flor)
Se existe um céu divino, está faltando lá uma pessoa muito importante...
Mas ainda estou na metade do caminho.
