Versos de Declarações de Amor
Em acordes de sol e sal
cantam as ondas no oceano
enquanto o meu coração
derrama lágrimas te chamando
A saudade dói no peito
diante da imensidão do mar
nele mergulho e sem jeito
quero ir ao fundo te buscar
mas sereia eu não sou
e volto ao meu devaneio
na praia onde a alma esperou
o amor que tanto anseio
Acordes de sal e sol - Metáfora criada pela autora e registrada
Gosto de letras simples e ingênuas
formando versos que mandem flores
para que a vida de todos seja um jardim
repleto de paz, amor e muitas cores
Deixe para trás quem te despreza,
siga teu caminho em alegria,
outras pessoas existem e dentre elas
haverá alguma que será tua poesia.
Solte o laço que prende teu pensamento,
deixe a lua entrar pelas frestas de tu'alma
vem comigo- vamos sonhar magias
entre as estrelas do firmamento
Irei ouvir teus devaneios e aplaudir
o dueto que juntos afinaremos
tudo nos será permitido sentir
na melodia do amor- um direito que temos
Sou estrela já sem brilho
muito longe sempre estou
sou trem saído do trilho
que há muito descarrilou
Veja o relógio, não tem piedade,
marca as horas com precisão,
vai rodando ponteiros em sobriedade
arrastando consigo o meu coração
Tempo malvado, que tão célere corre !
empurrando a vida para depois,
atropelando momentos, induzindo à saudade
do que nem ainda vivemos, nós dois
Neusa Marilda Mucci
Um beija flor, sabe,não pode
separar-se de sua flor,
é um pássaro que se prendeu
pelo resto da vida a êsse amor
Tal qual uma flor embotão,
transmuto-me em primavera,
se houver beija flor que me agrade,
fico de um beijo, à espera!
Sou arquiteta de versos
e assim dentro de minha poesia
posso colher mil estrelas
que iluminam o caminho
dos que comigo vão,
vem, junte-se a mim,
toque meu rosto
como a brisa de verão,
fazendo isso, quero que saibas,
que tocarás meu coração...
As estrelas vão piscando e desenhando o céu no infinito que é um mistério...
A noite é plena e doa o repouso, preparando o instante da aurora dourada onde acordaremos nos braços do amanhã...
A vida que floresce em poesia,
perfumando a alma de todos,
os poetas traduzem em harmonia,
a cada dia um verso novo
Gosto de ser livre e solta,
como passarinho num voo,
mas sempre levo sob as asas
meus versos, entrelinhas
onde há um canto,
um "quê" de mistério,
é ali que em sentimentos
me doo...
E, de repente, você me apareceu sem avisar. Eu pensei que você só era … não tive tempo nem pra pensar, quando percebi já havia me entregado. Você é louco!
Com esse jeito sério só quem não te conhece … sisudo simpático? Sei não. Eu tenho medo, estou com medo. Não adianta … mas é só até você tentar, você me vence pelo cansaço.
O teu jeito educado não me engana, me encanta. O teu amor é verdadeiro, por isso me enveredo, me deixo levar; não quero te perder, não quero te deixar. Mas não posso me enganar.
Não quero mais você, mas não posso te deixar. E agora o que fazer? Ai você vem me dizer: “deixa acontecer”.
Eu realmente não sei o que fazer.
Num dia de verão, com o sol a brilhar, à beira da lagoa juntos aproveitar.
No calor intenso, o amor floresceu, entre risos, suspiros e o azul do céu, a paixão aconteceu.
Na estação certa, as pétalas, ansiosas por luz, desabrocham, desvelando a verdadeira beleza oculta, que apenas no ato de coragem de florescer acontece.
Raízes firmes na terra, contra o vento a lutar, o inverno rigoroso, o desafio a enfrentar, mas na primavera, voltam a se levantar.
O orvalho da manhã, lágrimas de alegria, reflete o brilho da nova luz do dia.
As flores, resilientes, não temem a dor, pois cada cicatriz é um traço de amor.
E assim, entre espinhos e suaves fragrâncias, elas nos ensinam com suas elegâncias, que a beleza da vida está em continuar.
Foi como se cada pétala fosse um poema escrito pelo vento, contando a história de resiliência no tempo.
Dizia-se amar as flores, mas esquecia de regá-las e cultivá-las.
Amar é mais do que o plantio de uma semente, é mais do que mostrar que tens um jardim e regá-las apenas na primavera.
Amar é proteger sem pose, é cultivar sem medo de perdê-las.
Amar é oferecer aos outros o jardim que gostaria de receber delas.
Agradeço a noite de descanso que tive
Agradeço um novo dia que se inicia
Agradeço pelo ar que respiro e que me põe na cadência Universal
Agradeço cada pessoa que passa em minha vida .
Pois elas são instrumentos do meu crescimento
Agradeço por cada desentendimento pois eles foram professores do meu caminho de evolução .
Agradeço toda abundância que verte em minha vida
A energia de gratidão permeia a minha Mente, meu coração e minhas ações .
E é nessa frequência que eu manifesto amor nesse dia.
Não possuíam riquezas. Pensando bem, possuíam sim. Dentro de quatro paredes singelas e de mobília simples, porém bem ajeitada, tinham algo que reis, faraós, marajás e nobres não poderiam comprar. Em sua intimidade, sorrisos expressavam o quanto eram felizes de viver naquele paraíso particular.
"Se você fizer a pipoca, lavo toda a louça depois", dizia ele. Com um sorriso ela foi fazer esse agrado. Particularmente, ela preferia evitar a água da torneira nos dias frios que se seguiam. Porém o preço da pipoca, além de louça lavada, seria uma troca por beijos. Castigo esse que o rapaz teria o prazer de aceitar.
A beleza da Lua passa despercebida por nós depois de algum tempo. Solitária e fria, como a imagino, algumas lendas dizem que seu amante, o sol, foi separado de sua amada por desejos dos astros. Seu toque eram os raios que refletiam nela e nos atingia na Terra. Então seríamos nós agraciados pelo amor do Sol pela Lua, quando nos banhamos com sua luz? Seríamos testemunhas do amor infinito e distante entre os dois?
Solitária e fria, é assim que sempre imaginei a Lua. Já seu amado sol, humildemente se cala, nos permite sentir a luz de sua amada, sem ciúmes, sem arrependimentos. Testemunhamos sem perceber, o amor dos longínquos.
Bom, assim reza a lenda...
Atreveu-se a arriscar,
Sobre o desejo incessante
Foi de mais um a amante
Frente ao reflexo de amar.
Foi de passinho em passinho,
Mas foi gravando o caminho
Quem sai no mundo sozinho
Tem que aprender a voltar.
Fez do amor o seu ninho.
Pouso de um passarinho
Voando devagarinho,
Do seu jeitinho alcançou.
Teceu na prosa e no verso
Juras de um ato confesso,
Bendigo os sonhos expressos
Nos versos que o vento levou.
