Versos de Amor entre Primos

Cerca de 225474 versos de Amor entre Primos

Deitada na cama, quietinha feito criado mudo.
Fico em silêncio, converso com a paz.
Dai sinto um alivio, como aquele vento leve que balança a cortina pela janela.
Olho pro teto, me vejo tão completo.
Me cubro com o cobertor, me dispo, me encho de Amor.
Minha companhia é uma delicia,saboreio.
E sinto a tranquilidade dos meus barulhos agarrada ao travesseiro, me escuto.
E descanso, minha alma, calma.
As forças são sempre renovadas.
Eu me reparo, me cuido, me amparo.
Fecho a porta, apago as luzes, ascendo meus sonhos.
Sou meu próprio lar.


Joyce Amanajás

As vezes, deixar ir é difícil, mas, necessário.
As vezes, entender que chegou a hora de alguém e que cada um de nós, um dia, retornará pra casa, é doloroso, mas a única coisa a ser feita.
As vezes, olhar nos olhos, segurar as mãos, fazer um carinho, uma prece, demonstrar amor, é a melhor forma de dizer que "tudo ficará bem". As vezes, muitas vezes, não teremos nada a fazer, a dizer, mas, podendo estar presentes, dar um longo e forte abraço seguido de um pensamento de: até logo.
As vezes, é só de amor, afago e da nossa libertação que uma alma cansada precisa para, enfim, descansar.
Talvez faltem palavras, atitudes, mas jamais faltarão pensamentos. Use-os! Mentalize todo amor que puder, toda paz que desejar e emane por aí, tudo o que de melhor em você há.

Eu acho que ninguém nunca compreenderá
o que eu via quando te olhava

Eu acho que ninguém nunca compreenderá
como meu coração disparava quando tu chegava

Eu acho que ninguém nunca compreenderá
porque eu te amei tanto e tão intensamente

Eu acho que ninguém nunca compreenderá
que mesmo depois de tudo isso, você nunca conseguiu confiar em mim...

Tua sorte está do teu lado e você não consegue ver... !

Flávia Abib

És:
A vida da minha vida.
O oxigênio do meu oxigênio.
O sustento das minhas pernas.
O relógio do meu tempo.
O ar da minha atmosfera.
A rosa mais singular do meu jardim.
O meu amor, a minha vida, a minha moça!

Meia-noite

Às meia-noite eu sou teu
Às uma és minha
Às duas somos um do outro
Às três somos do mundo
Às quatro somos das estrelas
Às cinco somos da lua que está por ir
Às seis somos do sol que está por vir
Às sete somos ar fresco da manhã
Às oito somos das rotinas do mundo massante
Às nove somos entregues ao estudos
Às dez continuamos nos estudos
Às onze o cansaço dos estudos surge, e com ele,
o pensamento nos "amanhãs" que se tornarão "hojes" ao seu lado!

Luto,
Faço de mim vestimentas de silêncio,
Enterro meu velho eu,
Poupo à mim e a ti,
Não queria estar aqui,
Sobrevivo,
As margens de um eu falido,
Cigarro aceso,
Queimando a brasa,
Fazendo fumaça,
Câncer.

É bem mais vantajoso ter por perto quem realmente gosta de você.
Cative.
Cultive.

quando o tempo
já não for presente, não haverá razão.

Prefiro abster-me em tocar-te
Para tê-la como a mais bela Arte,
Contempla-la com os olhos,
Guardar-te em meu peito,
Acariciar-te fazendo sorrir,
E contentar-me ao teu toque,
Suave e lúcido,
Mãos quentes,
Pintando-te em meus versos,
Fazendo-te Amor em palavras,
Que como oceano,
Intrinsico,
Se propaga do interior à esferográfica,
Em cores,
Sabores,
Desejo.

O mal Existe,
Assim como o Bem,
Somente no caminho do Bem,
E que encontraremos a Verdade, A Paz e o Amor,
Que tanto Almejamos.

As pessoas são Livres para se Sentirem Bem!
Mas algumas Insistem,
Em lhe Tirar isso!

Leve com você um pedacinho meu,
pois eu já tenho o seu.

A vida só tem sentido quando sonhamos,
E meu sonho é estar com você,
Mulher de meus sonhos,
Dona de meu coração,

A razão fala,
O coração também fala,
A quem devo escutar,
Ser romântico tem destas coisas!

Eu gostaria que,
O formato não fizesse diferença na Alma,
Mas,
Faz.
Aqui faz,
Ainda que mudanças aconteçam,
De dentro pra fora,
De fora pra dentro,
O que é mais importante pra você?
O copo?
Ou o interior dele?

Não te julgo,
Não te conheço,
Tampouco,
Levo em conta julgamentos sem conhecimento,
Julgamento sem conhecimento tem um nome,
E esse nome é,
Preconceito.
E isso,
Não aceito,
Não é questão de gênero,
Sim,
É questão de conhecimento.

Se arrependimento matasse, apesar da exTENSA ficha,
estaria solto.

LIVRAMENTO (soneto)

Leia-me! O meu verso árido e nefando
Que queima o meu peito, e dá arrepio
De quando teu paleio vem me cevando
Nos embustes sorrateiros, vis e tão frio

Olha-me! Não temas, pois, sou brando
Já não busco o poetar num belo feitio
O meu ser ainda permanece, radiando
Já o senso, é tal qual um céu sombrio

Fala-me! Verdades, não simule pranto
Pois, as flores do cerrado têm candura
As agruras, não vão ser, minhas pupilas

E se escrevo este soneto, enquanto
Escorre nos versos a minha tristura
O meu amor, desobriguei das quizilas...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25/01/2020, 17’33” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

"Da mesma forma que é preciso dois para dançar o tango...
Também é preciso dois para fazer o amor acontecer..."