Versos de Amor Engraçados
Quando Você Chegou
Quando você chegou, o passado perdeu o peso,
As histórias antigas ficaram para trás, sem importância.
Tudo renasceu, tão novo, tão belo, tão leve,
E até minha casa, que andava quieta, sorriu para você.
Do seu lado oposto, essa conversa sutil,
Silenciosa, mas cheia de intenções, me prende, me fascina.
Seu rosto é um universo onde me perco sem querer,
E quando você sorri, é como se o ar sumisse por um instante.
Quero te ver amanhã e depois, e mais um mês inteiro,
Sem pressa, sem fim, só pelo prazer de estar ao seu lado.
Porque cada momento contigo é um presente sem promessa,
E tudo o que eu quero é continuar recebendo esses dias.
Ninguém prometeu o amanhã, mas hoje, se eu pudesse, te guardaria ao meu lado, como se o tempo fosse apenas um sussurro.
Se o nosso fim na Terra chegasse, eu te abraçaria um pouco mais, como se o toque pudesse eternizar o que as palavras não conseguem dizer.
E, se fosse o último suspiro, eu desejaria morrer num instante onde o teu sorriso brilhasse, porque, se você sorrir, eu vou brilhar.
O teu sorriso é uma porta aberta, um caminho para o paraíso, me levando pelas estrelas, até alcançar as constelações.
Mesmo no fim, ou talvez especialmente nele, seria o teu sorriso a última luz que guiaria meu coração.
Versos da Despedida
Agora eu tenho que aceitar,
ver ele se afastar,
carregando o brilho do olhar
que um dia acendeu em mim.
Engano a paixão, minto ao coração,
digo a mim mesma que é melhor assim –
calar o desejo, fechar a memória,
esquecer a história, até que ela tenha fim.
Mas toda despedida traz uma cicatriz,
um lugar vazio, o eco de um riso,
e por mais que eu tente deixar para trás,
sua ausência me segue, no silêncio preciso.
E, enfim, entre a paz e a dor,
deixo que o tempo cure a ferida,
compondo versos em segredo,
para guardar seu rosto,
em uma rima esquecida.
Para Todos Que Sentem Como Eu
Se você já quis alguém que não te viu,
já gritou em silêncio num mundo vazio,
sabe que amar é um ato solitário,
uma dança na chuva, um mergulho no rio.
Sente o que eu sinto ao transmitir,
um amor que dói, mas não se apaga.
É a chama que arde e não pede nada,
só existir, mesmo quando se cala.
Não é fraqueza querer sem ter,
nem erro insistir em doar-se inteiro.
Amar é ser rio, é ser passageiro,
é abraçar o vento e deixar-se perder.
Se suas palavras caíram no abismo,
seu olhar encontrou apenas desvio,
entenda: amar não é egoísmo,
é ser livre na prisão do vazio.
Para todos que amam, mesmo sem retorno,
que doam o coração sem cobrar destino,
sintam que somos vastos como o mar,
e o amor, ainda que não retribuído,
é o maior gesto que podemos deixar.
Inspiração para Sentir
Se a inspiração é farol no breu,
sinto-a surgir dos ventos que me atravessam.
Vem do não-dito, do que me perdeu,
e das histórias que os olhos confessam.
Inspiro-me no amor que não se firma,
nos passos incertos que dançam no chão.
No eco vazio de palavras infindas,
e no pulsar de uma saudade sem razão.
Minha escrita nasce de despedidas,
do brilho tímido de um último olhar,
de abraçar o vento e ouvir, em suas idas,
a promessa que nunca vai chegar.
Se há uma fonte que me guia,
são as mágoas e esperanças que guardei.
Cada "se", cada "talvez", cada "um dia"
é o fio com que os versos tecei.
Que outros sintam o que aqui me move,
que sejam tocados por esse querer.
Pois na dor e no amor que o poema envolve,
há sempre um pedaço de viver.
Na Simplicidade
É na simplicidade que a vida floresce,
onde o brilho do sol toca o amanhecer,
nos gestos pequenos que ninguém esquece,
e no silêncio que nos deixa entender.
Não é na grandeza que mora a verdade,
mas no instante breve que passa e fica:
o vento dançando na tarde,
o riso espontâneo que não se explica.
É na folha caída, no voo do pássaro,
no cheiro da chuva que toca o chão,
na criança que ri de um mundo raso,
e no calor sutil de um aperto de mão.
Essência não é ter, mas sentir,
é viver sem peso, é olhar com o coração.
Quem busca o simples aprende a existir,
e encontra o infinito na palma da mão.
Entre gestos e encantos
Há um sorriso, e nele me desfaço.
Um lume breve, cálido, vasto,
como quem derrete o gelo das horas.
No charme, me perco, sou chão deserto
onde a paixão brota, inesperada flor.
O olhar, um farol que risca a noite,
e nele, meu mundo se refaz em cor.
A fala, tão mansa, afaga o silêncio,
despindo a alma do peso do dia.
Deliro, sou barco sem porto,
à deriva na música dessa harmonia.
A razão do meu encantamento
Eu conto os dias pra vê-lo, mas o meu relógio mostra o tempo errado.
Eu busco uma estrela tão bela, que uma noite me conquistou, fascínio.
Raridade, tem amor no mundo pra quem souber olhar, minha novidade.
Chamo-te em transmissão de pensamento, a Lua que eu te dei num encantamento.
Atenção nos cruzamentos, a luz na escuridão, um turbilhão de sentimentos.
Penso em ti andando pela praia, as ondas vão bater em mim, foi que nem maré.
A razão do meu existir e essa saudade eu queria não sentir.
Eu pedi um arco-íris, desde os momentos de risos, até para transformar os meus sorrisos.
Me fascina e me cura, você une o mar, com o meu olhar, a luz pura.
Invocarei o nome dele, qual se fosse prece, para dar voz ao amor que me habita.
Nessa canção, o coração localizou o endereço do amor?
Canções ao vento do tempo
Escrevi canções com o coração sangrando,
num tempo em que ele era sol nos meus dias.
Agora leio versos que o tempo desfez,
e me pergunto por que a estrada virou bruma.
Ficaram as notas, os ecos, os refrões,
mas ele...
foi embora como poeira no horizonte.
Talvez nem saiba que vive em cada estrofe.
Choro sozinho, como a chuva na varanda,
mas lembro do riso, do jeito de amar o mundo.
Ele era lindo —
não só no rosto, mas na alma que dançava.
Essa canção é confissão e altar,
é onda do mar que quebrou em mim.
Homem feito de céu e sal,
de estrela-do-mar e alvorada.
Ele era arte sem moldura,
jazz tocado por deuses errantes,
riqueza rara colhida em jardins de sonho.
E eu?
Fiquei com a beleza que restou:
a lembrança, o verso,
e o dom de ter amado alguém assim.
Livro da Vida
Imagine ler um livro sem páginas de volta,
onde cada linha é única,
cada escolha — tinta sem correção.
Com quanta atenção você o leria?
Com que cuidado deixaria seus traços,
sabendo que o ontem não se relê
e o agora é o único capítulo em aberto?
Isso é a vida:
um livro que só se escreve para frente,
onde o ponto final não avisa que está chegando,
e o sentido está entre as entrelinhas que você ousa viver.
Coitado é quem não usa da razão
E é escravo da emoção
Que usa a boca para o mal
E não para a edificação
Coitado de quem só sabe usar da violência
Pra resolver um problema
Que não tem autodomínio sobre si
E só sabe usar as mãos para agredir
Coitado de quem só sabe usar da maledicência
Criando assim só problemas
Causando sofrimento também para si
E não sabe usar as mãos para medir
Medir as consequências de um ato
Violência só te leva ao fracasso
Pra quê sujar minhas mãos?
Uso elas para escrever sobre o amor
E coisas que para mim tem o real valor
O que pensam o que digam eu não ligo
Quero mesmo é agradar a quem merece
E fazer da minha história um abrigo
Abrigo de tudo que é bom e feliz
De coisas que enriquecem um aprendiz
E não do que contradiz!
Eu gosto de escrever
Isso me dá alegria
Sei lá o porquê
Mas é pura euforia
Acho que é porquê me despido
Me sinto inteira comigo
E abro o meu coração
Mostrando assim, para os outros
Minha maneira de ver, a minha percepção
O que tem valor para mim?
O simples e verdadeiro
Sim, e ser assim o tempo inteiro
Sem falsidades, mentiras
Plantar o amor todo dia
Sem inventar, sem intrigas
Com humildade e perdão
Fazendo sempre o possível
Para mostrar ao meu filho
Como ser um campeão
Vô
me acolheu como filha
E se tornou o meu pai.
E que pai!!!
O melhor papai que eu poderia ter.
Um pai companheiro e bondoso
Um homem forte e guerreiro
Um pai que esquece de si
Um que pensa em mim
Alguém preocupado com a gente
Que fez e faz de tudo para sempre nos ver contente
Meu pai parece durão
Mas teu um grande coração
Sei que quando briga comigo
É por puro cuidado e amor
Ele nos dá seu abrigo
Nos oferece o ensino
De um homem de valor
Quero que saiba papai que te amo de montão
E por toda a minha vida estará em meu coração!
Eles ficam a me julgar
Ficam a se questionar
O porquê de tanta dor
Pra quê sofrer desse jeito
Se tem as pessoas que ama
E delas tem o amor
Não sabem o que se passa aqui
E nunca irão saber
Pois cada um traz consigo
Uma marca, ou cicatriz
De algo bom ou ruim
São as memórias, lembranças
Da juventude, da infância
Que ficam, jamais morrem
Traz uma história consigo
Que não se pode apagar
Mas independente da história
A vida tem que continuar
E novas linhas serão escritas
Experiências vividas
Muitas lições aprendidas
Para amanhã se lembrar
Moça olha pro alto
É lá que mora a tua confiança
Moça não olhes mas pra baixo
Não te deixes naufragar
Jeová o teu Deus
Aquém tu dedicastes a tua vida
É pra quem tu deves olhar
Esquece a ansiedade
Do mundo esquece a maldade
Foca no criador e Jesus o teu senhor
Não dê atenção pra intrigas,
inveja ou qualquer coisa
que desvie o teu amor
Não permita que te julguem
Não aceite o desamor
Continue a caminhar
Na estrada que escolhestes
Quando fraca se sentires
Lembra de Jeová
Pois dele tu tem o amor
E a força para remar...
Não tiro você do meu pensamento
Não tiro você da minha emoção
Não tiro você da minha vida
E muito menos do meu coração
Seus olhos são lindo
São cheios de esplendor
Eles me trouxeram a luz
E o verdadeiro sentimento do amor
