Versos de Amor de Família
Piúva eflorescida
no Mato Grosso do Sul
do meu bonito amor,
Moda de viola
encantada para me levar
onde você for,
Versos Intimistas
para celebrar o andor
de amar imensamente
a cada instante da gente.
Carta sem endereço
Escrevi em linhas abertas o meu sentimento. Mostrei em palavras o amor que sinto. Escolhi um papel delicado, adornado com borboletas – símbolo de despertar, de alma e de espírito. Minhas mãos tremiam enquanto eu derramava sobre a folha todo meu afeto, meu carinho, minhas intenções.
A carta ficou pronta.
O problema é o endereço.
Não sei onde ele mora.
Talvez more nas lacunas escondidas do tempo, em algum canto perdido entre o momento e espera. Talvez viva dentro do meu peito, oculto nas entrelinhas do que ainda não foi dito.
Dobrei o papel com cuidado, coloquei-o em um envelope e guardei. Quem sabe, um dia, ele entre em contato – e eu possa entregar pessoalmente. Cartas assim, sem data, podem esperar em uma gaveta. E, se não chegar ao destinatário, ao menos aliviam o peso da alma que ama silenciosamente.
Rita Padoin
Escritora
Há um amor
Há um amor dentro de mim
Dentro de mim há um amor
Ele grita querendo sair
Eu o alimento para não morrer
As cortinas do tempo abriram-se
E o palco da vida se iluminou
Transformando o espaço
Em um grande cenário mágico.
Fechei os olhos para te imaginar
E trazer-te para junto de mim;
Vieste, trouxeste teu sorriso maroto.
Meu coração dedicou-te todo meu sentimento.
A bruma da manhã divide seu aroma,
A cortina se fecha guarnecendo a cena
Deste amor que guardei
Esperando-te chegar.
O céu vestido de aquarela
do Médio Vale do Itajaí,
O Pico do Montanhão
com todo o amor beija,
Com poesia o coração
tamanha beleza corteja.
Tronco de Solidariedade
Da pedra bruta ao bloco bem talhado,
Erguemos templos de amor, de lei e de verdade.
Mas no mais puro rito, no ato alado,
Nasce a essência: o Tronco da Solidariedade.
Não é só o metal, o que se deposita,
É um gesto mudo, de alma rara
Na mão que acredita,
Uma estendida e a outra ampara.
O tronco que gira, na penumbra branda,
Não busca aplausos, nem vaidade vã,
Mas o sustento a quem mais demanda,
O alívio a quem geme, ao cair da manhã.
É a viúva em luto,
O órfão sem norte,
O irmão que tropeça,
O fardo que oprime
Neste ato que se espressa
É a chance de vida, de sorte, em sorte,
O preceito que a cada um exprime.
Que a mão que recebe, ao abrir o obstáculo,
Não veja só o ouro, a moeda que cai,
No ato que faz sem báculo,
Do amor que une, que nunca retrai.
A leitura lida com amor, é a semente da sabedoria; ler no faz de conta é desprezar a sua propria inteligência. A interpretação cria sábios e a preguiça cria homens fracos e manipulados.
Otavio Mariano.
feliz dia das Mães
O Valor do Seu Amor
Mãe, hoje o dia amanheceu com um brilho diferente,
Um sol que busca o sorriso que sempre me abraçou.
Mãe, hoje é o seu dia, e aqui, tão presente,
Quero dizer o quanto seu amor me transformou.
Sei que a vida nem sempre foi fácil caminhada,
Mas você, com doçura, contornou cada espinho.
Sua força de guerreira, por mim foi guardada,
Como o tesouro mais raro que encontrei no caminho.
O seu valor não se mede, nem cabe em frase,
É no detalhe do gesto, no cuidado que vem de você.
Minha bússola, meu porto, minha própria base,
A luz mais bonita que eu já pude conhecer.
Obrigada por ser esse exemplo de vida e luz,
Por ter me ensinado a ter alma, a ter fé.
Mãe, que o tempo retribua a paz que me conduz,
Te amo hoje, e estarei sempre ao seu lado, de pé.
--------------------------------- Eliana Angel Wolf
Santo Espírito, eu me rendo ao Teu Agir.
Meu Anseio é permanecer em Teu Amor...
Em Tua presença, Senhor...
Eu não entendo que Amor é esse
O que viu em mim
Pra me amar assim?
Não entendo... Rapha Brito / Maurício Paes.
Eu não entendo que Amor é esse
O que viu em mim
Pra me amar assim?
Não entendo... Rapha Brito / Maurício Paes.
Tô com Ele não importa o que acontecer
Só Ele me enche de amor e paz
Só Ele me satisfaz Pedro Victor Stecca/ Estevao Lino / Ivair
Ó meu ex-amor, o eco doce de um adeus.
Ainda sinto o frio em certas manhãs vazias,
Um véu de fumaça que paira entre os meus
Pensamentos, tecendo as velhas melancolias.
Tu foste a forja cruel que me moldou, é certo.
Em cada cicatriz, levo um pouco do que fui.
Transformaste-me em alguém que hoje me é incerto,
Um novo ser nascido da dor que me construiu.
Agradeço, sim, a pessoa que agora sou,
Mais forte, mais ciente, mas também mais calada.
Em cada passo novo, a ausência que restou,
Uma canção de ninar que a alma tem guardada.
Obrigado por ter me transformado, mas a que custo?
Nesta jornada fria, onde o brilho se apagou.
Sou a estrela que renasceu, porém, com certo susto,
Pois a chama que tu foste jamais me abandonou.
Eu sou o paradoxo do teu partir e do meu vir,
Uma obra de arte triste, pintada em tons pastéis.
Eu sou agora o silêncio que aprendi a seguir,
Um jardim de lembranças sob chuvas e sob céus.
Ó meu ex-amor, a sombra que já não me alcança,
Hoje a brisa que sopra é de um novo amanhã.
Houve dor, sim, mas nela encontrei a esperança,
A força que brotou de uma antiga manhã vã.
Fui teu espelho quebrado, tua voz que silenciou,
Mas a poeira baixou, e a vista ficou clara.
Obrigado por ter me transformado, o que restou
Não é mágoa, é a coragem que em mim se declarou.
Nesta pessoa que eu sou agora, não há vestígio
Daquelas amarras que um dia me prenderam.
O medo se foi, e cada antigo vestígio
De um tempo de trevas, meus olhos já não viram.
Fui casulo em choro, hoje borboleta em voo,
Cruzando horizontes que jamais sonhei tocar.
A tua ausência, enfim, foi o vento que me impulsionou,
E o passado distante não mais me pode assombrar.
Que a vida te siga e que o teu caminho seja,
Eu sigo o meu, com um brilho que só se acendeu.
Agradeço a lição que o teu adeus me legou e teja
A paz em meu peito, um amor que me renasceu.
Declaração de amor e desejo!
Eu vim para roubar seus beijos
Quero te dar todo meu prazer
Realizar todos os seus desejos
Darei o amor que mereces ter!
De suor inundar cada poro seu
e sugá-los para saciar essa sede
Da sua pele vestir o corpo meu
Te possuir com muita vontade!
E daremos voltas pelo universo
do prazer, conheceremos todos
os lugares que nosso amor nos
levar, até o êxtase mais intenso!
Declaro que te amo e te desejo
Vem, amor, te quero para ontem!
Você ficou aqui
sempre comigo,
sofreu do meu
lado, mais que
tudo, eu te amo.
O seu amor é
verdadeiro,nele
não há engano!!
Você é demais...
Com você é sempre mais,
Mais amor, mais paixão...
Contigo o céu é mais azul
É mais amor no coração...
Com você é sempre mais,
Mais brilho nos meus olhos
Mais sorriso em meus lábios
Meu amor... Você é demais!
Marta Gouvêa
Esse "amor ao próximo" torna-se ainda mais suspeito em épocas festivas, como o Natal, ou durante campanhas políticas. Nestes momentos, a caridade ganha data marcada e interesses ocultos. O fiel deixa de ser uma alma a ser cuidada para se tornar um número em um curral eleitoral. O líder negocia a influência do cajado por verbas e cargos, enquanto a ajuda social vira moeda de troca para angariar votos.
Amor, volta para mim? Sem você, eu confesso que perdi o meu chão e já não sei mais como é viver. Eu te quero aqui, do meu lado, preenchendo cada espaço vazio que você deixou.
Eu te amo com uma intensidade que as palavras mal conseguem explicar, mas quero passar o resto da vida te provando isso em cada gesto, em cada abraço e em cada detalhe. Você é o meu mundo, e a minha única certeza é que a vida só faz sentido se for com você. Volta para os meus braços?
Dois corações partidos, no silêncio de quem não sabe o que dizer.
Somos dois loucos de amor, presos a um passado que insistimos em reviver.
Olhe para nós agora: nos perguntando se ainda há lugar para nós,
depois de tudo o que eu disse, depois de tanto adeus.
A verdade é que não posso mais viver sem você,
e sem o teu abraço, tudo o que me resta é o eco de um sonho.
Quando o Amor Carrega o Crepúsculo da Culpa.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
“Não há culpa em amar-te, mesmo quando esse amor me devora em mortes sucessivas. E, quando de ti necessito, aceito que venha envolto no presságio funesto que já habitava a primícia do próprio sentir.”
Nesta formulação, o amor surge como sacramento e sentença, um movimento que exime de culpa porque nasce inevitável, anterior à vontade. A “primícia funesta” torna-se o anúncio silencioso de que todo afeto profundo carrega sua sombra desde o primeiro gesto, e que ainda assim escolhemos permanecer.
Que o peso e a luz dessas palavras se tornem um caminho onde a dor e o desejo se reconciliam na busca pela imortalidade.
