Versos de Amor Autor Desconhecido
(O Tempo por você)
Passe um tempo com você.
Para saber quem são os outros.
Passe um tempo com você.
Para saber quem é no espelho.
Passe um tempo com você.
Coma sozinho(a). Durma Sozinho(a).
Passe um tempo com você.
Para dar valor a companhia.
Passe um tempo com você.
Para entender o amor próprio.
Passe um tempo com você.
Para saber amar o(a) outro(a).
Passe um tempo com você.
Para ver o que você não vê!
Este tempo é por você!
Será que eu te amo?
Porquanto senti dentro do peito
alguma coisa assim roendo
que os meus olhos paralisaram
a uma distância de quilômetros
E o coração esmaeceu triste
por medo de te perder...
Porque procurei entender sobre a dor
Descobri, que para cada pergunta,
a resposta seria amor...
Porquanto, depois de perceber:
o Amor é belo para com ele viver
Fruto inesquecível que não apodrece
Porque me calo se você erra comigo?
Teus insultos me pisam em meus ciúmes
Mas te perdoo e te aceito,
Meu grande Amor,
Meu melhor amigo!
Sim, eu te amo!
Só agora descobri o que é amor
Que nem o ar, jamais quero te perder
Nosso amor é como flores
que desabrocharam dentro de mim
Eu só preciso cultivá-las
para renovar os frutos de você em mim
(MONTEIRO, A. L. Eu te amo?. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 29).
Estamos sempre pagando o preço.
O preço da afã.
O preço da morosidade.
O preço do orgulho.
O preço do amor-próprio.
O preço por deixar pra amanhã o que poderia ter feito hoje.
O preço por falar... é até o preço por ficar calado.
Sempre há um preço a pagar, e a vida sempre vai cobrar; mais cedo ou mais tarde a conta vai chegar...
Então, já que é pra pagar, pague por algo que valha a pena, algo que deixe mais brilhante a sua existência.
Depois de cada beijo
Teu cheiro ficava no meu cabelo
A cada olhar, a formosura de tua boca fazia eu me encantar.
Então vamos atrás do farol.
Chame a minha cabeça de louca.
Mas é no formoso àpice de teu corpo, que me entrego no profano sexo da alma.
BORBULHAS DA PAIXÃO
O que pensar quando nem sentes o teu pobre calor,
pulsa, arde intensamente, culmina em palavras, asila dentro, prende,
rasga como folha...
Quando se tem um propósito,
o corpo vibra, perde a razão
Não aguenta, gira, ecoa por dentro,
palavras saltam em meu rosto, como
é belo falar de arte,
ela é viva...
Quando acordo pra vida,
é como um estalo de prazer,
ramifica o meu corpo em labaredas sem dizer
Eu quero te amar,
Te encantar, mostrar que a vida é bela pra se amar.
SÓ UM INSTANTE
O que pensar quando nem sentes
o teu pobre calor,
corre, arde intensamente, culmina
em palavras, asila dentro, prende,
rasga como folha...
Quando se tem um propósito,
o corpo vibra, perde a razão...
Não aguenta, gira, ecoa por dentro,
palavras saltam em meu rosto, como
é belo falar de arte, ela é viva...
Em meu rosto um peso de amor,
meus olhos úmidos, me lembram a
certeza dessa dor,
eu não consigo mais te enganar...
Desajeitadamente eu deito e rolo!
Um dog doido dentro desse bardo.
Ah! Sabes que te tomo como musa
a cada linha, verso, pé composto
que posto para a ti dizer: te amo?
Será que foi tudo imaginação ?
As palavras foram apenas jogas ?
Talvez tudo tenha sido um sonho
E assim como Alice estou acordando
O país das maravilhas não parece tão maravilhoso assim
Achei que seríamos como Jack e Rose
Sei que é clichê
Mas o motivo para ser um clássico
É porque sempre funciona
Sempre toca o coração
O amor proibido
Como a Dama e o vagabundo
Mas o meu não é uma fantasia ou um filme de 1997
O meu é só a realidade nua e crua
Assim como no conto francês
Não seja minha mentira que vaga com as vestes da verdade
Será que foi tudo em vão?
Eu acreditei em você
Mas você não me deixa ao menos dizer que te amo
Me deixa com um pé atrás
Me achando tão louca como o chapeleiro
Tão atrasada como o coelho
Quando eu só queria que você subisse na porta
Não teremos um final feliz comendo espaguete no mesmo prato
Muito menos dançando juntos
Mas você sabe que no fundo sou eu
Sempre sou eu que você procura
“A escuridão traz com ela a luz que precisamos para darmos o próximo passo com segurança. Rubenita Simey”
Eu escrevo textos enrolados
Dou voltas e mais voltas, igual meu sentimento, que foi, está sendo, mas não sei como será.
Escrevo textos enrolados, e com finais confusos, na real nem eu sei o final, esse é o grande motivo de nunca ser um texto claro.
Eu escrevo pensamentos, descrevo sentimentos, o que sinto de você, talvez esse seja o motivo de você nunca gostar e não entender, eu também não entendo, e como todo texto esse não vai ter fim, só algo que vou enrolar e dar voltas, igual a tudo isso que nós vivemos.
Coleciono sonhos, amores, cicatrizes.
Toda e qualquer variação do que fui ainda reside em mim.
As decepções e dores passadas, não foram compensadas pelas alegrias de agora. Talvez, nunca serão.
Entretanto, sinto que as primeiras vão perdendo sua força, pouco a pouco, e já não incomodam tanto.
Já as alegrias, essas parecem iluminar mais forte a minha alma, como se eu pudesse percebê-las com novos sentidos.
Descubro em cada caminho novidades e destinos. Existem coleções inéditas a serem formadas.
Hoje senti uma vontade
Imensa de chorar
Me deu saudade do mar
Necessidade de desaguar.
Ir ao seu encontro,
Me misturar, salgar, descarregar...
O mar e eu, amor de longa data,
de outras vidas.
O mundo inteiro hoje me grita um silêncio mesquinho e monstruoso.
Por que isso, gente?
Por que há tanta saudade?
Acho que é no estômago que a saudade acontece em mim.
Nada preenche, e no entanto tudo estufa.
É a presença atrofiada de ti, no passado e no agora que durará para sempre.
Mas de repente tive uma ideia toda sem sentido:
Tudo sempre fez sentido, e este é mesmo o meu caminho.
O que eu verdadeiramente falo apenas se pode sentir, não ouvir.
É necessário estar dentro de alguém para ouvi-lo bem.
