Versos de Amor Autor Desconhecido

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⁠Tantas vezes as nossas lágrimas caindo em solo estéril,
fazem depois brotar flores de encantar.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

Não sei o que sou.
Só sei quem são os que gostavam de ser o que sou.⁠

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Uns, triunfam na vida, a pulso.
Outros, dando o salto.
Tantos, só de assalto.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Se as bocas comessem tanto como comem os olhos, este mundo afundar-se-ia com o peso dos obesos.

(Carlos De Castro)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠O PRESÉPIO

Este presépio, saibam todos, é meu!
Ergui-o dos alicerces ao telhado,
Talhado em casca de sobreiro enrugado
Tal como este rosto que Deus me deu…

Já mo quiseram comprar, confesso eu:
Mas não cedo nem que castrado!
Ia lá vender um tesouro amado
Que é um bocado do corpo meu!?...

Que diria S. José, ali mesmo ao pé
Virado para Nossa Senhora, até !?...
E os animais e a estrela que reluz!?..

Meu presépio, obra minha, filho meu!
Não vendo o lar onde alguém nasceu
Com o nome de Menino Jesus!

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

Aproveito ao máximo as fases da lua da minha vida para retribuir aos que me fazem bem.
Aos demais, ignoro-os, esqueço-os tão fácil, pura e simplesmente.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Filhos...
Serão sarilhos
Cadilhos!?…
Eu sei que não!
São apenas estribilhos
Dos coros afinadinhos
Inspirados, rebeldinhos
Da nossa mais bela canção.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Filhos...


Quem os tem é que sabe a medida que no coração cabe.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

Sempre que estou só, parece que tenho toda a gente do mundo ao meu redor.

Outras vezes, basta-me a companhia de duas pessoas, para me sentir o homem mais infeliz e solitário que alguma vez existiu.⁠

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Uns, adoram ser a fotografia.

Outros, contentam-se em ser apenas a moldura.

Por vezes, é difícil escolher.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Um dia, perguntei à solidão:
- Quem te acompanha mais?
E, ela logo me respondeu:
- Tu!
(tu... que sou eu, este, o cujo dito.)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Afirmam que a idade verdadeira da gente mede-se pelo cérebro de cada um.
Peço perdão às doutas opiniões:
Eu, pela medida do meu cerebelo já velho como árvore de vida, nesse raciocínio, ultrapassei os cento e trinta, há longos anos.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠As guerras, sobretudo as maiores das outras demais guerras, nascem inexoravelmente da miópica cegueira dos soturnos cérebros desmiolados, os tais que se consideram ser iluminados pelos deuses com pés de barro.

Que nojo, que náuseas e dó me metem todos aqueles que nesta sociedade em declínio vertiginoso, ainda não arranjaram uma unha de vergonha em irem à missa de tais sumidades tirânicas.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Sete dias de paz em todos os dias, semanas e anos do mundo e é só

multiplicar, pelo dobro, pelo menos.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠A jactância, a fanfarronada, a vanglória de alguns galifões de crista baixa, geralmente é só e felizmente bem absorvida, assimilada, por seres de memória curta e nada dada ao sentido do pensar.
Depois, é só ler como vai o pensamento, a reflexão, a atuação em palco da vida de tanta massa humana que preenche espaço deste século XXI e que pensaríamos ser o futuro mais risonho da humanidade terráquea.
Como a gente boa, sem querer, se engana.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Um dia, sim um dia - não será tanta a noite no mundo -
ainda acredito.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠A estabilidade da paz no mundo de hoje, é quase como um bolsa de valores.
Agora, em alta; passados milésimos, em baixa profunda.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Poesia, é um estado de alma.
Escrevê-la, é um ato de coragem.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Desde tenra idade que o som de um piano me encanta, seduz e acalma.
Há dias, num sonho, tive a revelação de tão gozosa predileção:

- Noutra vida, eu fui um homem de forja que batia ferozmente no ferro quente com o martelo em ritmo compassado na bigorna feita instrumento, como se estivesse a matraquear com os dedos calosos e inchados no suave teclado de um piano desafinado.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Já nem sei se viver é sonhar.

Só sei que sem sonhar, não vivo.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro