Versos de Amor Autor Desconhecido
Que Deus me dê forças de onde não tenho mais.
Que me sustente, onde não vejo mais coluna, sendo proteção em dias sem visão.
Que quando meus pés não me sustentem, que eu siga ainda me esticando, arrastando.
Nesse arrastar, que consiga jamais ficar inerte, sempre em movimento.
Que me escute como um pai que verdadeiramente é e que não desampara o filho a quem ama e estima. Que sempre que amanhecer cada dia, os raios de sol sejam alaranjados e quentes e que meus olhos sempre acordem para vê-los.
Que ele se possível me proteja, não por ser especial, mas porque minhas forças dependem Dele e minhas energias com Ele se renovam.
Que me mantenha vivo, apenas vivo.
Olá PdG! Desculpe a demora em dar notícias, não por que eu não tivesse visto os posts anteriores, mas acho que ainda não consegui assimilar bem os últimos acontecimentos. Quanto a música, tenha certeza que é válida para ambos , é a tradução perfeita do que sinto neste momento.
Por aqui segue tudo bem, tenho certeza que será superado, embora fique a mágoa, mas no fundo ele esta feliz, acho que o intuito dele nunca foi pegar algo, mas sim ter cartas suficientes para cessar. Irei fazer o melhor que puder para que nosso projeto tenha uma história linda e digna do seu idealizador...Tenho certeza que nossa protetora sabe o que faz, então se as coisas tomaram este rumo, é por que de alguma forma , mesmo que eu ainda não consiga visualizar desta maneira, é o melhor para nós...para mim durou tempo suficientemente pra ser eterno... e não imagino outra pessoa em seu lugar. Fique bem e não esqueça nunca que te...
A vida é dividida em ciclos.
Onde os ensinamentos e aprendizados caminham juntos. Onde ensina-se pouco e aprende-se muito.
Velejar
Meu coração precisa
Do prazer que ultrapassa a razão
Estar numa constante metamorfose
Transbordando de desejos de amor
Estou pronto para voar
De Norte a Sul a todo instante
Para o teu corpo velejador
E assim poder atracar
No caís do seu coração
E por luas adentro
Viver volúpias febris
No vaguear do teu corpo
Haverá um tempo...
Haverá um tempo
em que a fundura da terra
terá as cores da água cristalina
cimentada na ternura que pressinto
na ponta dos teus dedos de ventos quiméricos
Haverá um tempo, chegado na hora
incontornável do sol-posto,
em que, do mar aberto e resoluto,
se elevarão papoilas verdes
a emoldurar o contorno recto do teu rosto.
Um tempo em que a água finalizada
se escorrerá nas faces plásticas da madrugada
de um céu encapelado denso e profundo.
Em que a noite persignada
calará a saudade e a lágrima arrecada
na original raiz duma árvore.
Haverá um tempo por fim, amado,
um tempo desabrochado, nosso, preceituado
no abstrato instante de um momento
conglutinado no corpo dum abraço.
Um abraço intenso,
implodindo telúrico para além de nós,
na imensidão infinita do Sideral Espaço.
Eu nunca precisei pedir a resposta sobre algo que eu suspeitava ...
Apenas observei e ela veio com tempo
PALESTINOS PEDEM PASSAGEM
POBRE
POVO
PALESTINO
PEDINTE
PISOTEADO
PERPLEXO
PROTESTA
PEGA
PESADO
PARA
PERMANECER
PORTADOR
PATRIOTA e
PERMANENTE na
PROMETIDA
PÁTRIA.
PARLAMENTARES Israelenses.
PIEDADE
POUPEM a
POPULAÇÃO civil, ao menos.
PESEM os atos antes de
PRATICAREM
PUNIÇÕES
PERIGOSAS
POR favor
PARLAMENTO de Israel,
PRIMEIRO-ministro Benjamin Netanyahu
PARE com o
PISOTEAMENTO nas vidas humanas
PEQUENAS criaturas sendo mortas.
PROMESSAS de uma vida drasticamente
PRIVADAS do maravilhoso milagre de existir.
Primeiras Palavras...
Enquanto discípulo involuntário,
quiseram que as corrompesse.
Inocentemente, construí e soletrei ditongos,
deduzi os sons pela Cartilha,
massacrei a gramática como pude.
Queria que as letras me servissem, e isso era impossível.
Dedilhei-as ainda, ensopei-as de saliva
e sublinhei-as com tinta e raiva para que se colassem a mim,
mas só com amor vieram.
Não sabia ainda da sua utilidade
e do quanto viria a gostar delas.
Pensava: para quê juntar as letras em papel
para dizer coisas, se posso até gritar as dores da alma
ou os frenesis do corpo?
Mais tarde, reparei que eram janelas
com vista para as palavras
e com estas e um pouco de imaginação poderia construir metáforas
e outras ilusões.
Poisavam nas minhas mãos como pequenos pássaros
nos peitoris debruçados para a rua;
nidificavam nos meus ombros
para melhor aconchego em todas as migrações.
Foram ficando.
São minhas companheiras fiéis.
Sem palavras.
Meu lado habitável
O meu lado habitável é afável
E manso é meu coração.
Sorrio com os olhos e estendo a mão
Pra quem me amar ou não
Apenas passar pela contramão
Da minha estrada povoada
De sonhos e se deixar ficar
Sentado comigo no mesmo abrigo
Da frágil ilusão de sermos eternos
E jamais precisarmos partir deste mundo.
Comungar do meu sono profundo
Dormir e sonhar o mesmo delírio
De ser infinito o amor divido com um par sem igual
E buscar o martírio de morrer por amar
Mais que pode um vivente.
E assim de repente, despedir-se da vida
E voar pro eterno
Com a leveza de alma
De quem vira Arcanjo somente
Por ter amado Mais que o humanamente
Possível e ter vivido a incrível.
Loucura de amar sem limites.
O meu lado habitável é amável
E doce o meu coração.
A dona do Universo
Extasiada com os raios
Que tingem de dourado
A minha estrada.
Brilhos são tantos que ofuscam
Às vezes a minha visão deslumbrada.
Radiante e forte como a rocha
Que não se parte com as arremetidas
Das ondas. Boto a minha alma abastecida
Nas composições que teço à luz da Lua.
Tenho por guia um sonar oriundo do
Amor repleto de arrebóis
Que regurgitam na minha mente
Crente e construída de verdades
Doces e belas como as primaveras
Que percorri com pés de Anjos
E passos de Arcanjos
Numa revoada ousada
Pra um simples mortal que eu seria
Caso eu não me desenhasse nos meus versos
O inverso do que posso ser.
Agiganto-me e posso tudo quando penso
E sonho e me atrevo a ser muito mais.
Penso ter bebido o Sol.
Acho até que a sou eu, a dona do Universo.
Miligrama de Verso VII
Nada Crawl
Nada Costas
Nada Peito
Nada Borboleta.
E nada de me olhar.
Nada de sorrir pra mim.
E, me amar, então?
Nem pensar...
'Nadinha' de nada
Nada a ver
No nado é o Campeão
E nada de me dar o seu coração.
No meu nada livremente
E com cheiro de eterno.
Desvia de mim este olhar
Desvia de mim este olhar
Que sou capaz de morrer.
Só faço me abrasar.
Mais sofrer por mais querer
Quando em mim postos teus olhos
Mais te quero e mais te adoro.
Desespero em saber.
Que a vida nos afasta.
Inda mais se o tempo passa.
Doloroso e se arrasta
É martírio o meu viver.
Gritam os meus para ti.
Todo amor que não vivi
Mas posto está em mim.
Na minha alma impresso.
Muito mais do que em verso.
Destilando em carmim.
Em brasas vivas marcado
Mortalmente apaixonado
Meu olhar que se despede
Do teu quente e ardoroso.
Por não poder resistir.
Expira-se em chama ardente.
Ainda mais resistente.
Por saber que vais partir.
Deixa eu entrar na tua vida
Estou aqui, do lado de fora
Pedindo para entrar na tua vida.
Sou eu quem te ama, te adora.
O teu amor será minha guarida.
Minha cidadela. Minha estrela.
Minha bússola que me guiará os passos.
Preciso deste amparo doce, terno
Que só encontro dentro dos teus braços.
Estou aqui, batendo à tua porta.
Implorando moradia permanente.
Dentro dos teus dias. Só me importa.
Navegar pelos teus mares livremente.
Meu porto seguro será o teu sorriso.
Teu colo cobiçado, meu eterno abrigo.
Como troca eu te trago o meu viver.
Integral. Minha alma imortal
Meu despertar. Meu amanhecer.
Minha ternura proibida
E completa.
Tuas flores prediletas.
Minha fala adocicada. Minha vida.
Miligrama de verso VI
Amo você...
E esse fato me dá coragem para atravessar
Sozinha
O deserto do Saara.
Você me ama?
Minha vida pode ser o próprio deserto
Que poderei atravessá-la sem tristezas
Pois cabem dentro dele milhares de Oásis.
Le monde est Charlie
Meu coração
Meu lápis
Minha pena.
Que pena!
Foram parados por uma bala
Traduzi nos meus desenhos.
Um grito de liberdade.
Igualdade, e por que não?
De fraternidade.
Herdei senhores, o velho sonho e ideal
Da Amada França
Não pensei na minha segurança.
Não tive medo da batalha
Que enfrentaria por introduzir
Em mentes,
Sementes
De dúvidas.
De um pensar maior
E questionamentos
Desconcertantes.
Não existirão mais na minha
Pauta de humor.
Meu deboche sério.
Meu despudor sem rancor
Meu humor satírico
Quase lírico...
Minha acidez sincera
Tecida só por eu ser um grande
E irrequieto pensador.
E agora..
A minha ironia aguçada, afiada.
Volta-se para mim.
De maneira contundente
Entranha estranha na minha história.
A mesma arma que provoca a minha morte
E me leva para a eternidade.
Crava em mim
A real Imortalidade.
Cartunistas do Charlie Hebdo.
Nesse Amanhecer :
Que o meu dia seja leve
Que meus erros sejam breves
que na caridade e no perdão minha alma se eleve
Que eu seja o que menos julga e o que mais serve, e ao final do dia meu sono seja o do justo que segue Jesus, e não faz o que quer, e sim o que se deve."
Toque de luz
Meus Espaço
Tomarei posse do que é meu
Estou requisitando o que nasceu
Predestinado a me ter por dona
Nem em sonho me abandona
Minha noite de luar
Meu jardim e meu pomar.
Meu festival e meu luau.
Meu dia ensolarado
Meu refúgio encantado.
Minha sina. Meu destino.
Meu luzeiro. Minha mina
De diamante vermelho
Meu espelho
Que reflete minha alma.
Minha calma.
Calmaria e alegria
Minha dança de amor.
Minha música predileta.
Minha orquestra completa
E harmoniosa em consertos
Que me desconsertam por magia.
E me deixam bêbada de euforia
Qual é esse mágico lugar?
É o espaço que fica
Entre o teu tórax e os teus braços.
É isso mesmo
É o teu abraço.
Olhar de fogueira
Tira de mim esse olhar
Que queima como fogueira
Ilumina igual luar
Em noite de Lua Cheia.
Não quero me apaixonar
Vai doer com dor de morte
Igual navalha cortar
E mudar a minha sorte
De alma desimpedida
E meu Sul vai virar Norte
Da calmaria da vida
Nunca mais serei consorte
E vou sofrer de saudade
Se afastares, enfim...
Se teu olhar desviar
Um só instante de mim.
Reflexões de Ano Novo
Hoje, ao passar ao lado da minha cesta cheia de frutas,
Notei uma laranja podre em meio às outras.
Apanhei-a e joguei no lixo.
Depois, limpei as que estavam próximas a ela.
Fiz uma breve reflexão da minha vida e pedi
Senhor, que nesse ano que se aproxima,
Retire da cesta da minha vida toda “fruta” que
Estiver deteriorada.
Que eu consiga enxergar quais pessoas representam
Na minha vida tais frutas.
E que eu consiga me purificar e me livrar de todo
O mal que por desventura, me deixei impregnar por elas.
Que eu não permita, Senhor, nenhum ser nocivo à minha volta
Que jamais se apropriem de mim e da minha vida.
Que não me atinjam e não causem nenhum transtorno
Quer seja para minha alma ou para a minha mente.
E estenda esse favor aos meus amigos.
Amém.
