Versos de Amor Autor Desconhecido
Sou capaz de ensinar coisas que nem aprendi.
Sou capaz de pedir perdão pelo que não fiz.
Mas não sou capaz de achar justo pagar por erros que não cometi.
Me recuso ao machado que insiste em cortar minha raiz.
Há mulheres que vão abrir a vida pra você.
E você vai querer entrar e sair.
Outras vão abrir apenas as pernas.
E você vai querer ficar.
E vai entender a diferença, talvez muito tarde.
Eu odeio vir aqui e ver frases rasas atribuídas a artistas profundos. Só odeio mais do que isso o fato de que poucos vão notar e/ou pesquisar sobre. Só querem frases de efeito rasas para postagens.
Vomitei
Se você presenciar eu me vitimizando, acredite. Foi muito pior do que eu estou expondo.
Eu cuido para não falar tudo que já passei pois já vi muita gente sucumbir por muito menos.
E não vejo mérito em ser obrigada a ser "tão forte".
E se eu adicionar 3 pontos finais
Ao invés de um fim
Terei um recomeço, uma icongnita?
Terei silêncio? Gritos? Sinais?
Serei eu sem você? Ou serei você sem mim?
Será que no início, no fim e por todo meio me evita?
Seria eu a sua Kriptonita?
E quando vier o inverno, a escuridão...
Que eu domine o fogo com seu calor, luz e poder de transmutar.
E se vier forte o medo, a incerteza...
Que a experiência do escuro e do frio superados revelem o aprendizado e sua beleza.
E se vier o fim, se vier a morte...
Que me seja suficiente o trajeto, que segui sem bússola que me apontasse um norte.
Que eu tenha sido nada pra envergonhar minha essência.
Enquanto tudo fui para honrar a centelha em mim confiada de existência.
Sangue indígena
Sangue cigano
Nem tão alienígena
Nem tão humano
Omissão exposta
Em vigília ou em sono
Explorador da crosta
Filho do dono
Do início ao fim
Do percurso ao meio
Sendo o todo em mim
Experimento sem freio
Eu fui
Eu sou
Eu serei
O que quero
O que temo
O que criei
Onde estou?
Onde estarei?
Olhe para ti antes!
Sem saber se vou
Se ficarei
Sem determinar qualquer instante
Um ponto
Uma redenção
Um instante
Uma recriação
Um conto
Sem noção
Variante
Confusão entre criação e destruição
Todas as observações são pontos
Que ninguém saberá onde chegar
Contados da forma que cada ser
Quiser que possam o enxergar
Você escolhe?
Você observa?
Ou aceita o que está escrito?
Desde que digam que é sagrado
Que é bonito
O que você reserva?
Essência, conveniência...
Fé, experiência ou ciência?
Qual é o seu sistema de crença?
“Para alguns, um carro é apenas uma máquina.
Para outros, é uma parte da própria história.”
— Mário Augusto de Castro
“Existem carros que passam pelas ruas.
E existem aqueles que permanecem na memória.”
— Mário Augusto de Castro
Se não existe o sagrado
Se não existe o sagrado
O lobo não corre na tempestade, uivando no vento
Se não existe o sagrado
O céu não tinge os olhares intrigados na noite
Se não existe o sagrado
O luar não se derrama pelos trigais amarelos
Se não existe o sagrado
O silêncio nada inspira aos amantes
Se não existe o sagrado
Não há o frescor do orvalho sobre o cansaço da ciência
Se não existe o sagrado
A fúria do mar não nos deixa introspectivos
Se não existe o sagrado
O infinito não é misterioso e revela-se a qualquer tolo
Transferência em Psicanálise.
É ato de deslocamento,sentimento de um indivíduo para outro ou seja entre o Analisando e Analista.
Sendo assim como disse Freud:
_"A Psicanálise não cria transferência,ela revela à consciência e apodera _se dela para dirigir os processos psíquicos para os fins desejados"
. Templo
O corpo é o templo.
Deus dá ao corpo
um tempo de vida.
Para refletir no mundo
brilho e a trajetória.
Modo visível e simbólico
que Inicia_se e finaliza_se
uma história
Há uma angústia silenciosa que se instala quando se percebe que já não se consegue resolver sozinho boa parte da própria vida. Não é apenas a dificuldade prática que pesa, mas a sensação profunda de invalidez, como se algo essencial tivesse sido retirado sem aviso. A autonomia, antes natural, passa a ser um privilégio distante, e cada decisão depende de terceiros, de permissões, de circunstâncias que fogem ao controle.
Essa condição corrói por dentro. O indivíduo sente-se diminuído, não por falta de vontade ou capacidade intelectual, mas por estar aprisionado a limites que não escolheu. Surge a frustração de querer agir e não poder, de saber o que precisa ser feito e ainda assim permanecer imóvel. A dependência forçada fere o orgulho, a identidade e a dignidade, criando um conflito constante entre o desejo de reagir e a realidade que impede qualquer movimento efetivo.
A cadeira não sabe que cansa. Suas quatro pernas, verbo intransitivo de sustentação, aguentam nossos silêncios sem conjugação. A janela divide o mundo em sujeito e predicado: lá fora chove, aqui dentro falta.
Objetos não falam, mas nós falamos por eles. A porta decide, a chave permite, a xícara espera — todos verbos humanos, emprestados. É nossa projeção que dá sintaxe ao neutro. A mesa não sente solidão quando vazia; sentimos nós, projetando gramática onde há apenas existência muda.
E assim vivemos entre sujeitos ocultos e objetos que carregam nossos sentidos. A casa inteira é uma oração que nunca termina, pontuada pelo nosso ir e vir. As coisas permanecem, inertes e eloquentes, enquanto nós, desesperados por significado, lhes atribuímos vozes que elas jamais pediram.
