Versos de 6 Linhas
LINHAS TORTAS
(O equilíbrio no intervalo do caminho)
Somos os pontos em reticências de nossa vida, caminhando em zigue-zague para manter o equilíbrio, até seguirmos em linha reta...
Lu Lena /2026
NO PEDÁGIO
No pedágio eu busquei emoções
Vagando nas estradas do sul
Torneando as linhas da vida...
No encontro que se fez retorno
Deslizando tatuagens coloridas.
No pedágio entre vagos mistérios
Na cabine olhos que percebiam
Que a busca era mesmo constante
Não eram inúteis aquele instante!
Mas uma força pulsando no peito
Uma aventura revirando o leito
O desejo de provar daquela fonte
Rio que jorrava no meu coração .
Mas águas que fluem para o mar
Doces, mas que se tornaram amargas
Limites entre sorrisos e lágrimas
Beirando a vontade de beijar
Porém a boca foge sem oraçao .
Nesse pedágio nas bandas de lá
Escondido continua em seu casulo
Fugindo do medo por não amar...
Deixando sangrar-me pelo chão
Espiando sucumbir nesse pedágio
Onde o preço foi grande decepção !
JOÃO BATISTA BARBOSA
MIMOSO DO SUL ES
POESIA E PENSAMENTOS
ANJOS
A vida conduz muitas histórias
Que vamos contando ao viver
As linhas que traçam memórias
Fazem coisas e coisas acontecer
Encontramos tanta gente boa
Pessoas que seguem os passos
Que nos tiram do marasmo à toa
Nos livram de perniciosos laços
Tais são esses anjos
Tiram de nós a dor
Pois em seus arranjos
Completam com puro amor!
"Escrever me renova,
me traz paz,
me forja a cada dia que passa.
Linhas infinitas se abrem
diante de mim,
cada uma com um sussurro de sabedoria."
"Podemos traçar nossos planos com linhas retas, ansiando pelo sucesso, mas esquecemos que as adversidades da vida se encarregam de redesenhar o caminho."
Ass Madalena Schionato Ribeiro
Te apaguei das minhas linhas
Deixe nos versos parte de nós
Deixei as conexões dos olhares
Deixei as emoções pela razão
Deixei de navegar no amor
Deixei de enfim cair nas maresias das sensações.
(manto)
costuro na tecitura das linhas
palavras que fazem sentido
para quem as escreveu
para quem as leu
faz-se abrigo...
PRAZER
Escrevo pelo prazer
de ver a minh'alma vagar
entre linhas e letras,
tecendo palavras em verbos simples
que possam tocar outras almas
e dissipar as sombras dos nossos dias.
Nas Linhas do Silêncio
No avesso dos dias, onde o mundo faz barulho,
Encontrei um espaço de escuta e refúgio.
Olhar atento, paciência que acolhe,
Que aceita o inverno e espera que a folha brote.
Decifrar o que sinto não é linha reta,
Mas sua presença é bússola certa.
Entre a mente que voa e o peito que sente,
Você me ensina a olhar para a frente.
Minha gratidão não cabe em receita ou papel,
É o laço bonito entre a terra e o céu.
Obrigada por não desistir de entender,
E por ser, nesse mundo, um porto para o meu ser..
.. pensei 🩷 listei ..
Linhas diferentes
O joio e o trigo compartilham do mesmo ar, mas se comportam de maneira diferente,
gestos sem valor, mudanças feitas com remendos,
atitudes profundas, desejos temperados com leveza,
estrelas apagadas, errantes no alinhamento,
um brilho no acaso, o plano perfeito na roda gigante,
no medo as juras se perdem, na coragem o destino brinca,
entre um começo e o fim, linhas são tecidas cada uma com o seu padrão, cada uma com sua textura.
A carta
Com pavio curto uma carta foi escrita,
Em suas poucas linhas o pecado recente foi exposto,
Dois amantes um dor, duas almas frente a frente de um espelho com imagens distorcidas,
Na colisão das promessas do passado com o presente uma densa neblina era a visão do futuro,
Uma carta foi escrita, linhas em branco são deixadas para trás e na falta de folhas o fim reage com discrição.
Eu sinto tanta vontade de escrever
E enquanto eu não morrer
Eu vou desenhar com linhas um sonho, de um mundo onde
As palavras não sejam mentiras
E falem sobre amor, dores e verdades.
Pensamento de madrugada com um copo de chopp na mão .
Escrevi destinos em linhas de código,
Fui a mente exata, o cálculo perfeito.
No universo binário, eu era o prólogo,
Decifrava o mundo, impunha respeito.
Sim, eu já fui gênio na computação,
Dono das lógicas de uma geração.
Mas a máquina é fria e a vida tem pressa,
E o meu peito pedia outra melodia.
Fui buscar no bar a minha promessa,
Cantei os meus versos na santa boêmia.
Lágrimas, risos, fumaça e canção,
Letras improvisadas, que vinham do meu coração.
Hoje as telas se apagam, o tempo clareia,
O chopp descansa, a noite silencia.
E diante de tudo que a vida rodeia,
Onde está você?
Resta o mistério que a mente não guia.
Olho pro espelho e mudo o meu tom:
Do muito que eu fiz, do tanto que eu li,
A grande verdade que trago no som...
É que hoje eu só sei que nada sei!
Autor desconhecido
Criamos memórias de palácios esculpidos de linhas afuniladas entre as montanhas do tempo, no mesmo instante em que nos esquecemos de que a água que flui invisível pela pedra vale mais do que o próprio templo.
Reno Fioraso
O ARQUITETO
Não Sou Eu
Quem Projeta Sua Obra
Minhas linhas, meus traços
Foi a inspiração que,
Grande Arquiteto do Universo enviou.
Para sua Vida
Para seu bem estar
Para o bem estar de sua família.
"Arquiteto Não Faz, Nasce Pronto"
O Arquiteto
Não sou eu
quem projeta esta obra.
Minhas linhas e meus traços
são frutos da inspiração
que o Grande Arquiteto do Universo enviou.
Traçados para a sua vida,
moldados para o seu bem-estar
e para o aconchego da sua família.
"Arquiteto não se faz, nasce pronto."
Sou melodia tocada
Entre linhas do esquecimento
Minha lágrimas são parte das chuvas
Torrenciais
Meus olhos abertos dentro do cosmos
O suplício de ilusões são reunidas que afogam e delícia o impensável.
Nas entre linhas somos copilidos a ser conduzidos por um ser se diz dono mundo.
Será que somos vassalos da democracia,
No arauto do mundo somos formigas brincando de ser gente.
Sera poder financeiro manda na terra dos outros.
Sera pilhar e fazer o que quer direito de uma nação soberba...?
Paradoxo da anestia
Somos objeto de estudo,
Alegrias da existência...
Entre linhas das constituição sombras.
Nas testemunhas do silêncio palavras apenas num discurso vazio,
Carta sem endereço
Escrevi em linhas abertas o meu sentimento. Mostrei em palavras o amor que sinto. Escolhi um papel delicado, adornado com borboletas – símbolo de despertar, de alma e de espírito. Minhas mãos tremiam enquanto eu derramava sobre a folha todo meu afeto, meu carinho, minhas intenções.
A carta ficou pronta.
O problema é o endereço.
Não sei onde ele mora.
Talvez more nas lacunas escondidas do tempo, em algum canto perdido entre o momento e espera. Talvez viva dentro do meu peito, oculto nas entrelinhas do que ainda não foi dito.
Dobrei o papel com cuidado, coloquei-o em um envelope e guardei. Quem sabe, um dia, ele entre em contato – e eu possa entregar pessoalmente. Cartas assim, sem data, podem esperar em uma gaveta. E, se não chegar ao destinatário, ao menos aliviam o peso da alma que ama silenciosamente.
Rita Padoin
Escritora
