Poemas curtos sobre a Vida
Esperança
Tanta vida pela frente,
vida já vivida,
vida repleta de esperança,
vida povoada pelas lembranças...
caminhos por descobrir,
sensação de já ter estado por aqui...
certeza de não poder voltar atrás,
escutar a voz da razão,
não se importar com a emoção...
agradecida por ter você em minha vida.
Do que me resta
Da noite … as sombras.
Da chuva… o rio.
Do inverno… o frio.
Do vento… a brisa.
Do céu… um sol sombrio.
Do que me resta…
Do pouco que a vida me empresta…
Na janela uma fresta.
Do que me resta: esperar acabar a festa.
Caminhos
Caminho sinuoso.
Caminho perigoso.
Vida lutas registra.
Não há paz à vista.
A dor se faz infinita.
Uma fresta na janela.
Um abismo vejo por ela.
Vencidos todos os medos.
Revelo os meus segredos.
Revejo o ponto de partida.
Escolho melhor ponto meridiano.
Reinvento-me na vida.
Sigo
Sigo.
Meus sonhos persigo.
Sigo serena.
Na bagagem só o que vale a pena.
Meu corpo é frágil.
Tenho de tomar cuidado.
Massageio meus pés de quando em quando.
O que me incomoda pelo caminho vou largando.
Quero chegar ao fim da jornada
só com o que vale a pena.
Quero no fim só o peso de uma pena.
Flor em botão
Renascer.
Diferente ser.
Feito flor em botão
criar um novo coração.
Desabrochar.
Da vida rasteira se levantar.
Viver uma nova emoção.
Curar das feridas passadas o coração.
O tempo perdido no vento.
As rosas em flor num caramanchão.
Adormecer na saga de uma insana paixão.
Acordar e viver a mais doce e forte emoção.
Viver... qual é a graça?
Busco o tempo todo e em todo lugar
Algo que me explique o que estou eu a fazer neste meu viver.
Qual o sentido da vida?
Madrugadas de sono perdidas...
Alucinada busca de algo que sentido faça...
De viver e no fim de tudo morrer... diga-me: qual é a graça?
Razão da minha vida
És a razão de minhas manhãs.
Num momento frágil,
carente de ternura,
tu enfim chegaste e tudo em poesia transformaste.
És a razão dos meus dias ensolarados.
O melhor de tudo, pra mim, é estar ao teu lado.
Vejo tanta sinceridade em teus cuidados.
És meu anjo terno e protetor...
És quem Deus pra mim fez pra me abençoar com muito amor.
No fim
Vida que passa... tal qual fumaça.
Amanhã... quem sabe... amanhã
O tempo passe mais devagar.
Consiga eu sentir o sol me abraçar.
O perfume das flores sentir no ar...
Colocar a tristeza no seu lugar...
Bem longe de mim.
Encontrar a luz que todos dizem estar no túnel... no fim.
A vida continua...
no alto da mais alta montanha,
no mais profundo vale,
no meio de cada rua.
E a vida continua
no silêncio da dor,
no calor do verão,
num grito de amor.
E a vida continua
segue sua lida,
seu seus planos,
segue por toda a vida.
Se o desepero é uma doença
estou tramendamente doente,
desde que me conheço por gente.
Caminho por caminhos íngremes,
todo dia é um grande esforço,
manhãs árduas, tardes sofridas
noites não dormidas...
Enlouqueço devagar..
ando por aí...
continuo a vagar...
E a vida
dia após dia
a me matar.
Um quebra-cabeças perfeito
assim é que seu tempo por aqui é feito...
cada dia uma peça encaixada...
acertada
ou
errada.
A quantidade já está determinada
nem uma a mais, nem uma a menos,
nem uma mais importante,
nenhuma vale menos.
Nas curvas da vida,
em dias e noites dividida,
a última peça vai (des)aparecer
na hora em que você colocar o pé na saída...
Quantas vezes disse não
pra não magoar meu coração...
Fechei meus olhos no escuro
com tanto medo do futuro.
A esperança que eu não tinha,
o medo que me continha,
a fé que me faltava
em setembro encontrei o que não buscava.
Do outro lado do oceano
um mundo plano
tantos planos...
e um setembro que acabou de me trazer...
a vontade de renascer
e minha vida toda de novo viver.
Scusami...
Sono andata via,
mas só por um dia.
Voltei, chorei, supliquei
todos os nós desmanchei...
Gritei:
tu és o melhor de todos que já amei.
Implorei...
uma luta com o mundo travei
minha vida te entreguei...
Scusami...
de todo mal minhas mãos lavo,
sem ti minha vida vale só um centavo.
Lamentos
Despeço-me aqui,
lamentando por tudo o que não consegui...
Cada escolha...
não estava em meus planos
os erros que cometi.
A escolha errada,
a porta emperrada,
o caminho que deu em nada,
os momentos em que sucumbi.
A vida que era minha segui
um passo aqui outro ali...
Esperanças tantas
esperei em vão se cumprir
Lágrimas tantas
pela dor toda vez que caí.
No meio do caminho da minha vida
me encontrei tão perdida...
uma selva tão escura
sem entrada, sem saída.
Estão pálida, esquálida...
debilitada, depauperada...
enfraquecida... desiludida
desisto desta vida.
Quero em outros ares procurar
tudo aquilo que aqui não consigo achar,
uma vida com um sentido
pra minha vida quero dar.
Eu só vejo futuro
quando você olha pra mim.
Quando você se vai,
minha vida tem fim.
Sim... e a minha memória só tem uma função:
lembrar de toda vez que recebi seu perdão.
Can you forgive me again?
Ganhar ou perder
não faz a menor diferença,
quando se sabe que tudo é passageiro.
A vida é um jogo sem vencedores,
na morte tudo o que você encontra são perdedores.
Vida: acho que, jogando ou não, você tem a mesma chance de morrer.
Aqui não é o meu lugar.
Desço ao vale,
nada que vale consigo encontrar.
Desço ao nível do mar...
nele mergulho minhas mãos...
escorre entre os dedos a água salgada,
a espuma me esforço pra segurar...
mas ela também some
como tudo....
na minha vida nada veio pra ficar...
aqui não é, definitivamente, o meu lugar.
Sempre uma carta na manga
pra entrar em cena..
é assim que ele encena
no palco da vida
encontra sempre uma saída
às vezes, não há nem despedida...
simplesmente se vai
como veio
tira a carta da manga
e manda pelo correio.
Despeço-me agora...
vou embora.
Em boa hora dirão alguns
não vá embora dirão outros.
Degradada, desamparada
aniquilada... não sou mais nada.
Entristecida com o que me presenteou a vida
magoada com quem me tirou a vida.
Despedida...
é de lágrimas e dores
que são feitas as partidas.
