Poemas de reflexão curtos que dizem muito em poucos versos

⁠Eu amei e perdi.


Amei de novo
e perdi

Amei outra vez
e perdi

Amei novamente
e perdi

Ainda amo
e perdi

Tif tif...

Inserida por Silva_Debora_Santos

⁠Quando implorava por sua atenção;
Tal quase nunca foi correspondida;
Quando clamava teu perdão;
Minhas desculpas nunca foram atendidas;
Agora que me vens a questão, em outras ocasiões me amarias?

Inserida por Kaiky2902

⁠Oque eu sinto é solidão;
Me encho em tristeza;
Me dopo em abandono;
Sinto o porre do silêncio;
Me questiono se isto é paz, ou desespero.

Inserida por Kaiky2902

"⁠Gritos quietos de risos chorando
Lembranças de um futuro tão perto e distante"

Inserida por Diego_Sukuri_

⁠Podem tirar minha paz
Podem tirar minha alegria
Podem até tirar minha vida...

Podem me dar ponta pé
Podem pisar e chutar o meu boné

Nunca vou me curvar
Porque não podem tirar minha fé

Inserida por Diego_Sukuri_

- Espinhos e flores -

Te quero rosa celestial,
Margarida vital,
Do ocaso irreal.

Amo-te puro lírio,
Essência de meu delírio,
Espinho do meu martírio.

Por que poeta,
Por esta flor te encantastes,
Não sabes que com espinhos,
Ela pode perfurar-te.

Inserida por ANACAROLINEALVES

Fingimento

"⁠Vomito palavras em sua página.
Você diz não entender minhas falas,
E eu digo não compreender seus gestos".

Inserida por MarinaStolfi

⁠Aquela que vos fala

"Sou a pessoa falada,
Falante,
Calada,
Lavada,
Quieta,
Distante,
Ignorada e ignorante.
A ambiguidade da verdade;
Um livro na estante."

Inserida por MarinaStolfi

⁠Nirvana

⁠"Pacifico meu passado.
E me culpem vocês,
Caso achem errado".

Inserida por MarinaStolfi

Confissões a um relógio d'água

⁠"Tudo é temporário.
Tornei-me um temporal,
Daqueles atemporais".

Inserida por MarinaStolfi

Teus lábios;
Não finos;
Não grossos;
Paraíso;
Me entrego a isso;
Vá e não me deixe indeciso;
No seu coração ressuscito;
Como fogo ardente me prontifico;
A ti, em ti, eu vejo o paraíso.⁠

Inserida por Kaiky2902

⁠Brilha brilha estrelinha;
Pois cansei de brilhar;
Cansei desta mania;
De tentar alcançar;
Me deixe descansar;
Quero ver você brilhar;
Brilha brilha minha estrelinha;
Quero ver você brilhar.

Inserida por Kaiky2902

Canção dos rebeldes cansados

Quem sempre poupou o sapato
Jamais o viu ficar com furo.
Quem nunca esteve triste ou farto
Também jamais dançou, no duro.

Se o seu sapato se desfaz
De gasto e assim como você
Foi só pra se chutar, é mais
Feliz que você, pode crer.

Pondo o pé na cova é que nós
Bailamos com mais galhardia.
Do último furo Deus sopra
A mais bonita melodia.

Bertolt Brecht
Bertolt Brecht: poesia. São Paulo: Perspectiva, 2019.
Inserida por pensador

Eu o sobrevivente

Sei naturalmente: apenas por sorte
A tantos amigos sobrevivi. Mas hoje à noite, em sonho,
Ouvi esses amigos dizerem de mim: “Os mais fortes sobrevivem.”
E tive ódio de mim.

Bertolt Brecht
Bertolt Brecht: poesia. São Paulo: Perspectiva, 2019.
Inserida por pensador

⁠tudo o que existe, acaba
inacabável, só o vazio do espaço infinito
que é feito da mesma matéria
dos amores da vida
de todos defuntos não correspondidos

Inserida por BRUNOUS

⁠fome e frio
fura e finda
fora a ferida
que fica

Inserida por fraizteconta

⁠Creio estar cheio de mentiras,
Pois penso demais.
Ao escrever poesias penso mais do que sinto,
Minto,
Não sou poeta,
Apenas um escritor sucinto

Inserida por Viniziuuu

Eu vou pra longe.
Não vou ficar aqui.
Não vou te esperar.
Eu não vou esperar ninguém.
Só o meu próprio tempo⁠.
Assim, eu vou embora.

Inserida por morassuttihel

Alegria

Não essa alegria fácil dos cabritos monteses
Nem a dos piões regirando
Mas
Uma alegria sem guizos e sem panderetas...
Essa a que eu queria:
A imortal, a serena alegria que fulge no olhar dos santos
Ante a presença luminosa da morte!

Mario Quintana
Apontamentos de história sobrenatural. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.
Inserida por pensador

Interrogações

Nenhuma pergunta demanda resposta.
Cada verso é uma pergunta do poeta.
E as estrelas...
as flores...
o mundo...
são perguntas de Deus.

Mario Quintana
Apontamentos de história sobrenatural. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.
Inserida por pensador