Poemas de reflexão curtos que dizem muito em poucos versos
A PRIMEIRA FATIA
Deste bolo de sentimentos,
reservo a primeira fatia ao amor...
Todo o resto é paixão.
Somos aquilo que fizemos de nós.
As construções que edificamos em nosso interior, sejam elas motivo de orgulho ou não!
E inevitavelmente, somos aquilo que fizemos com o outro. Pois é impossível se construir sozinho!
A maturidade me trouxe menos pressa, mais tolerância.
Me clareou olhares com menos ilusões, mais força perante as decepções, e principalmente a certeza de que, por mais pesada que seja uma situação, essa também passará!
Quando a gente se sente verdadeiramente idiota é que grandes mudanças ocorrem.
É preciso sentir a própria humilhação para que o orgulho bom seja o conselheiro.
Não é que antigamente as coisas fossem mais fáceis, o fato é que o passado já foi superado, suportado e por essa razão temos essa ilusória sensação de que, "ah como era bom aquele tempo"
O passado não nos desafia mais, por isso nutrimos essa simpatia por ele. Já o presente dói agora, como ferida que de tão aberta parece que nunca vai sarar. Mas sara!
Devíamos ter aulas de perdão desde o jardim de infância.
Essa sim seria uma grande matéria de cunho intelectual que faria de nós, seres humanos, muito mais úteis, capazes e felizes.
Perdoar não é um ato de bondade e sim de inteligência!
Carregar fardos é para os burros!
Somos capazes de perdoar e de compreender muitos defeitos do outro.
Exceto aqueles que também possuímos!
A poesia dos dias sem sol.
A melancolia das nossas dores de estimação.
A fé indômita nas coisas que não possuímos ou vemos.
A indulgência aos nossos próprios crimes.
E ao paradoxo humano que ora nos santifica, ora nos dignifica ao fogo.
Em pouco tempo se descobrirá que a doença que mais mata no mundo, não é o câncer , nem as complicações cardíacas, acidentes ou bala perdida.
A grande doença do nosso tempo chama-se FALTA DE EMPATIA! Que de tão perniciosa muitos nem sabem que existe.
Nos momentos felizes "aproveitamos da vida" e devemos nos abastecer de energia.
Para que assim, em momentos difíceis a vida possa "se aproveitar de nós", exigindo que sejamos fortes em energia e força. Em retribuição a ciclos onde a história do mundo se faz.
É uma troca justa e saudável. E para ambas a gratidão é válida. E o aprendizado fundamental.
Devíamos aprender, desde cedo, a selecionar e não a acumular.
As escolhas são inevitáveis!
Não se têm tempo para viver tudo. Se mais rápido aprendêssemos que decisões, por mais simples que sejam, são inevitáveis para uma vida mais ajustada, não perderíamos tanto tempo consertando nossos próprios erros e desajustes internos.
Até os dons são fardos insustentáveis quando carregados de maneira errada.
Na maioria das vezes não é o peso das coisas que nos fere. Mas, nossa inércia em ajustar-nos ao novo modo de ser.
Não entender o tempo de cada travessia, ciclo ou maturação para todas as coisas temporais faz com que vivamos mais frustrados a cada dia.
Nunca se viu uma geração tão infeliz com tão pouco problema.
Precisamos voltar ao berço e aprender a contemplar as coisas simples antes de querermos enxergar o mundo de cima.
Chega o tempo em que encontramos o eixo. Aquilo, aquele ou aquela que nos faz sentir a felicidade em seu modo mais perene.
E de então, não importa o quão florida seja nossa episódica, nada mais nos faz vibrar. Porque de todo, não somos mais quem fomos antes, e velhas cascas não encaixam mais.
Viver é uma questão de estado de espírito.
Não importa o quão ajustada esteja sua forma, um espírito sem vontade de viver transfigura qualquer arte.
Conselhos, músicas e livros precisam da hora exata para receber, ouvir e ler.
Do contrário não passarão de suspiros inaudíveis e descartáveis.
Sempre há um silêncio no que o outro diz. Mas não compreendemos por achar que só em nós vivem segredos mudos.
Cada vazio é uma vida.
Não importa quantas línguas se domine, nem quantas graduações se possua. Tão pouco técnicas sofisticadas de, seja lá o que for, que haja sobre a terra...certas sensações nos reduzem a uma vulnerabilidade de meninos. Daqueles bem tolos e crus.
Talvez seja uma maneira sádica ou "divertida" da vida de nos dizer que nunca estaremos suficientemente prontos.
A cada um foi dado um deserto, sendo como única escolha, a travessia.
E também a todos foram dadas armaduras distintas. Talvez por isso nunca haverá total compreensão das dores, fraquezas, forças e razões alheias.
O problema é que a vida não te espera ficar pronto, preparado, treinado...
Ela simplesmente solta os ventos em sua direção, e não importa qual a idade que te compete você nunca será grande o suficiente para certas ventanias.
