"Ah o amor e o amante, o cigarro e o fumante... O fumante pelo hábito de fumar morre de enfisema, aquele que mesmo hoje em dia ainda se atreve a amar, pra escapar da morte escreve um poema."
O amor, em sua natureza mais crua, é um paradoxo temporal e emocional, sua verdadeira dimensão só se revela na experiência da perda. Enquanto presente, é banalizado pela rotina, negligenciado pela falsa segurança da permanência. Somente na ausência é que suas camadas mais profundas se tornam perceptíveis, como uma arquitetura invisível que só se desenha no vazio.