Versos de amor: poemas curtos para aquecer o coração
Farei uma pausa: não escreverei sobre o amor.
O amor me chamou. E eu vou.
Vê-lo, vivê-lo, tê-lo, sê-lo.
Amar, se amar e ser amada.
Na próxima parada, em outra estação, volto com mais inspiração.
Agora, farei uma pausa.
"Apaixonar-se tem prazo
de validade
enquanto o amor vem com o tempo,
que nos remete a opção.
Ou seja, ame sem se apaixonar"
És tão bela!
Mas nem sequer olhas para mim!
Se me deixasses donzela, eu cuidaria de ti, com amor serias a rosa do meu jardim!
É essa alegria que carregamos
todos os dias, e o amor
que levamos dentro de nós,
que nos levam a viver
feliz.
Momento em este
Em que estava com depressão,
mas cuidando das minhas meninas
com todo amor do coração.
Elas não poderiam me ver sofrer
Eu disfarçava o máximo pra mais velha não perceber.
Foi tudo bem desafiador
Mas reconheço que venci em meio a dor.
Escrito 07/09/2021
"Nem todo amor pede convívio; alguns vivem apenas no gesto de passar e admirar.
E mesmo assim, deixam saudade."
Dentro do amor o fogo arde...
As chamas da paixão se da o deslumbre...
Nas virtudes dos maiores desejos o amor brota flores... numa fogueira que desvasta a floresta que remanesce em você...
Eu te amarei hoje e sempre.
Até que a dona morte nos separe.
E mesmo assim meu amor por ti não mudará; pois o que nasceu puro e verdadeiro não tem data de validade, é eterno, e eternamente eu lhe amarei, minha querida.
Amor falso
No meu coração, seu amor causou um estrago profundo. Partiu como uma flecha, deixando-me ferido e sangrando em solidão. Você acreditou em um amor falso, que aparentemente demonstrava afeto, mas mesmo assim decidiu partir, ferindo mais um coração no processo.
Jardim do Amor
No jardim onde as flores ardentes floresciam, com a alma alimentada por histórias em livros que se liam.
A fonte cantava serena, bem no meio do jardim.
Sentada ao banco a pintar, vendo o infinito e o fim, cada pincelada era um suspiro, a cor que ia vibrar, pois ali, em silêncio e arte, sentia o seu amor pulsar.
O sentimento que ignora a sua inutilidade chama-se amor; os demais
sentimentos são apenas conveniência.
Amor pós-morte
(Eliza Yaman)
Se a morte é fim, por que ainda te escuto?
Por que teu nome pulsa em minha veia?
Talvez o amor seja um vírus oculto,
que sobrevive à carne que incendeia.
Te amei além do tempo e da matéria,
num plano onde o espírito se rasga.
E hoje, mesmo em dor, minha alma espera,
que tua ausência enfim me abrace e me apazigua.
Amor em decomposição
O amor que tive apodreceu no peito,
como cadáver preso à eternidade.
Não há perfume — só o desafeto,
e a carne exala a própria saudade.
Teu nome vibra em células partidas,
como um lamento ácido e profundo.
E eu sou ruína, sombra entre ruínas,
amando o nada que restou do mundo.
Amor em exílio
(Eliza Yaman)
Exilado de ti, sou estrangeiro,
num país onde o amor não tem fronteira.
Falo tua língua, sou teu parceiro,
mas não cruzo o abismo da bandeira.
E mesmo longe, ainda te pertenço,
como o céu pertence ao mar que o espelha.
Sou teu, embora o mundo me dispense,
sou tua ausência, tua centelha.
