Verdades Escondidas
As possibilidades se ajustam a diversas verdades. As mais prováveis serão as isentas de preconceitos. Por isso, ela ainda está experimentando outros caminhos; assim, se um dia descobrir que há apenas uma verdade, será então provável que já compreenda...
Te vejo nos meus sonhos, és uma quimera em minhas verdades, toca a minha alma que fica em desespero por te ver, sabes que este meu desejo me leva além da vida, és uma fantasia que se tona real e lícita, é pura em meu ver, sei que meus versos te liga a mim pelo seu olhar, e em seu universo minhas poesias faz a mim presente em ti, então até na fonte do teu ser, eu nasci pra amar você, escrito por Armando Nascimento
Mentiras ou verdades, deseja escapa do controle corpos que não se decide, mais o desejar não me encantam tanto com a mentira, mais fujo da verdade, mais nunca deixarei de pensar em fazer o desejado, as vezes me fascina com a essência da de um corpo molhado, e por isso não existe o certo ou errado, não é preciso escrever coisas bonitas pra demostrar o que desejo, mas sentir no simples rabiscar das palavra assim me encanto com a simplicidade de teu olhar, até no gesto simples de desviar de mim o teu olhar faço por onde te desejar, o que marca não são as grandes coisa, mais sim as pequenas com grandes verdades, escrito por Armando Nascimento
Seria bom que todos os seres deste mundo despertassem para as verdades profundas, e superassem os sofrimentos criados pela ignorância.
Há tantas verdades que a voz da minha alma sábia me fala, mas ao mesmo tempo me diz "xiu". Cala e aprende!
Bom é chegar a ser velho, compreender que não somos únicos, e nem donos de verdades. Simplesmente grãos de poeira cósmica.(Walter Sasso)
Estou no escuro do meu quarto
Não temo minhas palavras
São verdades mantidas
Sentido mais puro invertido
Simples prepóstero
Elas são escritas
Mas eu não vejo o porquê.
Devo inventar palavras pra te dizer o que sinto
ou mentir muito pra te dizer verdades
na minha idade, na minha idade nada é muito certo
e tudo anda perto da insanidade,
nasci com trinta anos; aos vinte eu já tinha sessenta
agora me encontro adolescente na terceira idade
AUSÊNCIA
Prismas diferentes dão tonalidades diferentes às verdades da vida. Ás vezes sob o cajueiro centenário, que se espalha no fundo do quintal, fico a observar o firmamento; acho que é uma forma romântica de preencher ausências; é um ângulo que de certa forma me protege de mim mesmo. Cada estrela dessas é uma ausência e sob o cajueiro eu sou um prisma perdido que seus galhos camuflam, e a angústia de ser só é de alguma forma sacudida; e os meteoros que viajam cambiantes eu chamo de estrelas cadentes e faço um desejo. O cajueiro já me conhece, e conhece todos os meus desejos; conheceu a minha primeira namorada e seus gemidos; bem perto de sua raiz enterrei demônios: cajuzinhos em oferenda para o Deus das estrelas; acreditava que assim as namoradas voltavam; mas no meio da noite sempre tinha pesadelos com seus galhos me apertando; acordava de madrugada, corria pra janela e observava o cajueiro sacudido pelo vento litoral; parecia comemorar alguma coisa; talvez a minha ausência, até que de trás de seu tronco iam surgndo as namoradas, que leves como algodão, eram carregadas pelo vento ou arremessadas pelos seus galhos em direção a abóboda celeste. Cada estrela dessas é uma ausência, mas o cajueiro floresce com a neblina primaveril numa promessa fiel e infalível de frutificar e acolher agruras e angústias de qualquer ausência.
PAIÓIS SOCIAIS
Relações de cristal, de melindres e manhas;
de verdades veladas, envoltas em véus;
laços tenros e tensos, fitas de crepom
que desbotam; que rasgam sem grandes razões...
Gente "fina" demais, uns gravetos de afetos
quebradiços e secos; de fácil fogueira;
um verniz, entretanto, forjando a fachada
de pessoas "aí pro que der e vier"...
A palavra sincera estilhaça o cristal;
a franqueza é uma força que rasga o papel;
retalhar esses véus é pra qualquer navalha...
Confrarias doentes, irmandades pardas,
mas cobertas de fardas, fardões e glamur;
de penachos, pendões e narinas pro céu...
DEPOIS DO DEPOIS
Cada um tem verdades próprias e as defende com vigor. No entanto, as minhas verdades podem não ser verdades aos teus olhos; aos teus conceitos. À tua maneira de observar a vida; o entorno.
Somos todos iguais, nessa total diferença que harmoniza o mundo. São exatamente as nossas desigualdades que nos tornam completos. Um corpo se faz de membros e órgãos, cada um tem funções definidas, mas todos se apresentam no mesmo invólucro... São o corpo, tanto quanto somos o mundo. Se já tivéssemos entendido este lugar-comum, que tantos dirão do que digo, a humanidade já seria bem melhor.
As disfunções deste corpo insistem, porque muitos não entendem que formamos um quebra-cabeça cujas peças resistem ao encaixe. Pessoas arrogantes, mas que se julgam sábias, enfaixam seus prismas, ditam seus padrões e querem que todos as obedeçam incondicionalmente, para que o planeta seja o que apenas elas querem. São os ditos poderosos, mas que não poderiam nada contra o todo, se o todo - que somos nós - reagisse contra o domínio; a supremacia de alguns.
Precisamos enxergar que as nossas vidas desaguam na mesma existência. Nossos passos nos levam ao mesmo desconhecido e ninguém - exatamente ninguém - sabe o que mora depois do depois. Além das nossas razões, existem aquelas que nos rodeiam. De pessoas que seguem ao nosso lado e também enxergam por esses olhos de ler a realidade; o significado provável de cada momento vivenciado.
Um recado aos arrogantes: Pode ser que no tal desconhecido esteja exatamente a promissória que lhes cobrará o preço extorsivo das razões e dos direitos alheios que os senhores usurpam.
Até lá!
RETENTATIVA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
De repente o pente fino
das verdades do destino
me pegou; nem deu aviso...
Os meus olhos vertem soro,
solidão aplica o choro
que desfaz qualquer sorriso...
Tudo está chegando ao sim
do seu não; do nosso fim;
da constatação do nada...
Mas ainda nos proponho
acordar o velho sonho;
retomar a mesma estrada...
Pela força deste humor,
tento estar de bom amor
e retento ser feliz...
Não pretendo virar longe,
pois não quero ficar monge
da mulher que sempre quis...
O QUE NÃO VIVO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Levo sonhos dobrados, verdades contidas,
uma fila de vidas que nunca tomei,
tenho sombras que tenho que desafiar
e voar para longe do porto seguro...
Guardo minhas verdades na funda poesia
de apostar na passagem morosa dos anos,
crer no dia de tudo e recolher as asas
como velha desculpa de quem teme o vento...
Há um céu em redor do meu vasto silêncio;
tenho tanto a saber e mantenho este andor,
para não se quebrar o que há muito caiu...
Minha dor é sentir que o que dói já nem dói,
porque já me acomodo entre nada fazer
e viver desta sobra do que não vivi...
VERDADES MENTIDAS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Eram tantas as vindas,
tantos aindas,
depois nunca mais...
Foram muitos te amo,
juro por deus,
de repente adeus;
verdades mentidas...
Neste canto esquecido,
sou todo partido
por partidas...
RESOLVIDO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Inventei as verdades que a quimera quis,
tive todos os sonhos que as verdades deram,
fui feliz do meu jeito sem jeito e sentido
para quem ser feliz é ter sempre a comprar...
Amei muito, sofri, fui amado, não fui,
mas amei essa honra de poder sentir,
desmentir a mim mesmo pra mentir de novo,
recobrar esperanças tantas vezes mortas...
Tive tempo de ser tanto ser em um só,
sem jamais abrir mão de quem fui realmente,
alma e pó, flor, semente, refruto contínuo...
Vi luares, manhãs, madruguei vendo estrelas,
trabalhei pra viver e preservar meu ócio,
fui um sócio da vida e parti resolvido...
VERDADES OPOSTAS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
De repente não sei despir meus olhos
dos teus olhos, teu riso, tua estampa,
tudo acampa no bosque da saudade
que brotou em meus campos afetivos...
Tua voz acompanha meu silêncio
e me faz esquecer os sons externos,
meus eternos motivos de sonhar
se renderam à tua novidade...
Não há pressa em saber se já te amo,
pode ser um sussurro de carência
ou daquelas paixões de meninice...
Mas a minha verdade não é tua;
minha lua não cabe no teu mar;
o que sinto é só meu, de mais ninguém...
REVISÃO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Levo a vida que trago para dentro
a morrer de verdades que não são;
coração que se fecha pra se abrir
onde o chão quase falta sob os pés...
É assim que defendo a minha cara
de quem sei que preciso mesmo ser,
pra fazer o sentido que não faz
o que faz o sentido que me assusta...
Quero ser sem forçar identidade,
pois preciso poupar meu sentimento
da saudade de alguém que jamais fui...
As verdades que minto pra viver
são mentiras que tenho pra provar
e rever as certezas do talvez...
NÃO NOS DEIXEMOS
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Temos nossas verdades tão só nossas,
que se regem alheias às alheias;
os castelos, areias, ventanias,
as vontades que sempre vão e vêm...
Nada vai arrancar os nossos eus,
construir outros mundos para nós,
dar a voz que nos falta nos conflitos,
empurrar outro Deus em nossa fé...
Não deixemos a vida nos levar
pelas asas impostas ao redor;
pelo ar que os pulmões não reconhecem...
Se nos falta quem somos nada resta,
somos festa pros nossos predadores
e ninguém restitui a identidade...
SABEDORES E SÁBIOS
Demétrio Sena - Magé
Sei que minhas verdades podem ser quebráveis,
Pode ser que as certezas tenham pontos fracos,
perderei muitos cacos do que sempre soube,
quando a vida cair sobre minha soberba...
O que sei do que leio não me salvará;
nada sei nos entulhos das coisas que sei,
pois a lei do saber favorece os humildes;
distribui alvará pros que menos ostentam...
É preciso aprender com quem vive do pouco;
pouco ter, pouco ler e pouco impressionar
e seguir apesar do quanto pesa o mundo...
Sabedores e sábios têm que dar as mãos,
a cultura não vive sem agricultura
nem há sins onde os nãos nunca tenham reinado...
