Vem
Ela não vem com coroa de vaidade,
nem se adorna com vanglória ou falsidade.
Sua beleza é feita de fé e renúncia,
vestida de linho puro, amor e obediência.
Com olhos fixos no céu, ela diz: “Vem!”,
anseia pelo Dia que não finda, além.
As bodas se aproximam, o Rei se levantou,
o tempo das lágrimas quase acabou.
Vem, ó Cordeiro, Rei da justiça,
Tua Noiva Te espera em pureza submissa.
Com azeite aceso e alma rendida,
ela clama por Ti — fonte da vida.
O Espírito diz: “Vem!” em intercessão,
sela os santos com consolação.
E a Noiva responde com devoção:
“Vem, Senhor, vem com Teu galardão!”
Nem sempre a mudança vem com aviso,
às vezes, só percebemos quando o coração se aperta,
quando a paz se despede do lugar que um dia foi abrigo.
Crescimento não vem só por ouvir,
vem por permanecer.
Mais do que um minuto apressado,
é hora com o Pai,
é entrega, é sede, é verdade.
Me dá sede do que vem do alto,
me ensina a pagar o preço no secreto.
Tira de mim todo comodismo espiritual.
Arranca de mim toda busca superficial.
A unção verdadeira não vem de atalhos,
vem da prensa.
Não é comprada com elogios,
nem conquistada com palco.
Ela nasce na dor da obediência,
na espera que rasga o orgulho,
na fidelidade quando ninguém vê.
Quer o óleo?
Aceite o anonimato.
Quer a glória?
Abrace o vale.
Porque a prensa não vem para destruir,
mas para extrair o que é puro.
Deus espreme o vaso,
não por crueldade,
mas por propósito.
A unção que vem do céu não enche o ego ela esmaga o orgulho.
Ela não faz o homem parecer grande,
ela faz Deus ser tudo.
Por isso, muitos desistem no meio.
Querem o dom, mas não suportam a dor.
Querem microfone, mas não suportam o silêncio de Deus forjando o caráter.
Querem autoridade, mas sem o caminho da obediência.
Mas os que suportam o processo…
Serão cheios de uma glória que o mundo não pode dar.
E que os céus nunca deixarão apagar.
Não quero óleo emprestado.
Quero o azeite que vem do céu,
produzido no secreto.
Enquanto o mundo escurece
eu brilho...
porque carrego azeite, e aguardo o Noivo.
E à meia-noite, ouviu-se um clamor: Aí vem o noivo, saí-lhe ao encontro!”
(Mateus 25:6)
A tua vitória não vem da tua força, mas do que Jesus já conquistou na cruz.
Ele venceu a morte, o pecado, a enfermidade, e tudo aquilo que tenta te paralisar.
Não tenho títulos, riquezas ou fama,
Mas tenho a paz que vem de Sua chama.
O menor, talvez, aos olhos do homem,
Mas nos braços de Deus, sou alguém.
Ele não busca os grandes, mas os quebrantados,
Aqueles que se humilham, não os exaltados.
E mesmo sendo o menor, posso ver
Que em Sua força, posso crescer.
O Senhor chama: “Vem, toma tua cruz!”
Mas o coração vacila e recusa a luz.
Quer a bênção, mas não quer a entrega,
Quer a coroa, mas não quer a entrega que rega.
Assisti o filme: O amor vem devagar. E me perguntei: Onde estão todos os homens de bem como nesse filme? Homens provedores, responsáveis, que cuidavam e amavam suas mulheres e filhos. Homens que não pensavam em abandonar suas famílias.
Dizem que a poesia brota sempre de uma espontânea inspiração, mas desconfio, que algumas vem de mais além.
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