Velhice
Velhice é quando um dia as moças começam a nos tratar com respeito e os rapazes sem respeito nenhum.
A velhice não me assusta
quando aumenta a minha idade
porque nela se degusta
o bom vinho da saudade
A INFÂNCIA, A JUVENTUDE E A VELHICE
Na INFÂNCIA
O ser humano ainda é um ser inocente
E a vida não passa de uma diversão
Tudo vem fácil na mão por um presente
Pois em sua mente não existe preocupação
E vive sempre com um sorriso na face
Que é um dos meios que tem, para nos transmitir alegria
Na JUVENTUDE
tudo começa a mudar aos poucos
Pois já não carrega em seu coração, toda aquela inocência
E aí cada vez mais, a vida perde um pouco daquela diversão
Pois se tem o inicio a caminho da sobrevivência
E logo se encanta com o primeiro amor
E a partir daí, se tem o início da primeira experiência de vida mais madura
Nascendo a primeira lágrima
E com sua primeira perda, sentindo seu primeiro momento de dor
Um dia cai mais logo se levanta
E começa a entender que a vida tem seus altos e baixos
Mas ele nunca deixa morrer suas esperanças
Pois sabe que tem que aprender cada vez mais
Já na VELHICE
Sua mente vive com mais tranquilidade
E aquele fogo de amor tão forte
Começa a diminuir como o pisar de um freio
Procurando o descanso do corpo, em uma cadeira de balanço
Esperando o chegar de sua hora para poder partir em paz
No seu descanso eterno
Mas antes de partir, olha seus filhos já bem crescidos
E vê no olhar de seus netos
A felicidade de um Pai que hoje é um Avô
Mas ele sabe que a vida continua
E que esta profecia irá sempre se repetir
Pois aquela criança um dia crescerá
E mesmo que os anos continuem a vir
A mesma história sempre se repetirá
O velho que pensa
Um velho pensando
Pensando a velhice
O ser velho....
O velho na mente
A mente velha
O velho pensando
A certeza de ser velho
O velho que pensa
O coração cansado
Cansaço de ser velho
De viver pensando
O Velho pensante
Um ser incessante
Pensando a velhice
O prazer do ser ....... velho.
O Velho na vida
A vida no velho
A velhice constante
O direito de estar velho!
As noites da velhice são sempre insones, como se, quanto mais tempo ligado à vida, mais longe o homem está de algo que pareça a morte.
NUNCA!
Nunca a velhice deve ser sinônimo
De sala de espera para a morte.
( Autor: Poeta Alexsandre Soares de Lima )
Na velhice
Já são anos escrevendo;
As histórias de uma face;
Já são dias escurecendo;
Desejando que me abrace.
São os dias de beleza;
Os que vens a encontrar;
E me vejo sem destreza;
E só falta te amar.
Um amor que é diferente;
Um que veio do infinito;
Um amor que faz contente;
Um do rosto mais bonito.
É uma bela que é fera;
É um rosto que se rende;
É uma força que é mera;
É uma força que a mim prende.
O abraço que não solta;
O beijo que não desfaz;
O caminho que não volta;
O amor que satisfaz.
Já são anos escrevendo;
Sobre o amor que nasceu;
E me vou envelhecendo;
E esse amor ainda é meu.
A juventude ou velhice não fazem parte de um período de nossas vidas, e sim, de um estado de espírito.
A velhice é uma das quatro estações, na primavera temos o que somos, meninos, no outono a adolescência, no verão a idade adulta, no inverno a velhice.
Ter filhos com a expectativa de que eles cuidarão de você na velhice é uma ilusão perigosa. Essa lógica distorcida alimenta o narcisismo no presente e, quando a realidade não corresponde à fantasia, gera frustração capaz de corroer a vida e antecipar o fim. Não se engane: filho não é investimento para ganhos futuros! C-Rock
VELHICE ADIADA
Ombro a ombro, ele mais alto
Que ela, baixa de baixo salto
Numa amarração de vidas
Vividas,
Sentidas
Consentidas,
Que mesmo após a velhice,
A idade da rabugice,
Na cidade aperaltada
No passeio da fama do nada
Lembrando suas paixões,
Lá iam os dois amarrados,
Mirrados,
Num abraço de emoções.
Ei-los, chegados ao lar:
Dois jovens apaixonados
Em tempos de namorados
De corpos novos em brasa,
Lembraram a velhinha casa
Na mais louca das razões,
Os seus beijos de ilusões,
Trocados no seu amar.
A paixão andava no ar,
Já com pouco respirar,
Mas com um louco desejo,
Trocaram um longo beijo,
Ainda por cima,
Sem rima.
(Carlos de Castro, in Há Um Livro Muito Triste Por Escrever, em 16-11-2025)
