Veio e Passou como um Cometa
Dias tristes... por que vocês existem?
É como se todas as coisas estivessem cobertas de pó, tudo fosse tristeza de dar dó... dias de melancolia, dias nublados, céu e sol apagados... sonhos estragados, corações despedaçados... tristeza pra todo lado.
Há dias assim, que não tem jeito... nada tem jeito... é tudo escuridão e vazio. Dias que nasceram errado e que não podem ser consertados... precisam ir até o fim... e começar de novo, tudo novo.
Dias de desesperança, de choro... de dor... E Djavan diz: "Quando a dor te torturar [...], sorri [...] Todo mundo irá supor que és feliz".
Desculpe-me, Djavan... não tô nem aí pra todo mundo, quando meus ombros estão cansado e doridos, quando não há nada de colorido... todo o mundo não me importa nem um pouco...
eu não faço outra coisa que botar um pé diante do outro...
Coração
Coisas do coração...
Coisas valiosas guardadas com carinho.
Há corações que são como um ninho.
Coração que ama sem nada em troca desejar.
Coração que sabe no caminho correto deve andar.
Coração que sabe no lugar do outro se colocar.
Coração – território onde ninguém pisa.
Não se rompe.
Não se corrompe.
Faz o bem a quem quer que do bem precisa.
Pensamentos loucos
Falas de amor...
E eu a me perguntar: como falar o que sinto?
Sinto tua falta do amanhecer ao anoitecer.
Procuro-te pelas ruas da cidade.
Não te encontro.
Pergunto-me: onde estarás?
Estás em mim a pensar?
Lembras de nossos beijos?
De nossa troca de carinho.
Das milhares de vezes que dissemos te amo?
É amor?
Ou apenas um indicativo de amor.
Somos apenas uma falta que completa a falta do outro?
Eu sei...
Tenho pensamentos loucos...
Os estranhos se reconhecem como estranhos...
O que é o estranho? Quem são os seres estranhos neste mundo tão estranho... ah! nem vem... vai me dizer que o mundo é conhecido como a palma de sua mão? Faz-me rir.
Um estranho é um conhecido ainda desconhecido... é isso? Ou um desconhecido futuro conhecido... um ex-desconhecido? Um futuro amigo ou um futuro inimigo? Ou um eternamente desconhecido? Um estranho...
E esses amores estranhos que passaram em sua vida? O que você é pra eles, hoje? Um estranho!?
Um estranho em sua cama.... sim, sim... ou você acha que pra além da nudez do corpo esse estranho ali do seu lado desnuda a alma também?
Faz-me rir.
Quantos segredos?
Quantos não ditos?
Muito estranho isso de não dizer, ou dizer com meias palavras, ou ambiguizar o que se quer dizer.... e mais estranho ainda é você acreditar em tudo o que esse estranho, que dorme na mesma cama com você, (des)conhecido fala pra você.
Você acredita em tudo o que lê? Estranho.... mas tudo bem: os seres humanos são animais muito estranhos.... já disse Huxley.
E você já ouviu de seus pais: não fale com estranhos... e, aposto, você sempre desobedeceu... não é estranho isso?
E Carpinejar já escreveu: "Atendi o pedido de meus pais, de não falar com estranhos e até hoje não me escuto."
Pois, pois... você é um estranho pra você mesmo, ou não?
Não, não... não se preocupe não há nada de estranho se sentir um estranho.... se saber um estranho...
Estranho.... escrevi, escrevi e tenho a impressão de que esqueci alguma coisa...
Ah! já sei... se eu pudesse deixar na sua porta um presente pra você, deixaria minha alma desnudada... completamente desnudada. Mas se eu fizer isso, você vai achar estranho...
... então...
Essa saudade, que dor...
Que dias sem expectativas.
Foi-se seu tempo.
Esvaiu-se no ar como o perfume da flor.
E a vida continua normalmente a bailar.
Como se a morte não tenha acabado de te levar.
Triste.
Sigo.
Ou não...
Sei lá.
Acho que de agora em frente estarei sempre na contramão.
Uma incerteza audaz e intempestiva...
Por que insiste em me manter viva?
Já respirou minha alma a magia...
Já bateu meu coração de alegria.
Já brilharam meus olhos ao te ver...
Hoje me dedico a tentar te esquecer.
Um céu de outono que não se acaba mais.
Um medo do agora... e do que virá depois.
Dor na alma...
O ir e vir tão imperfeito.
Quem escreveu que as vidas deveriam ser desse jeito?
Ela aprende rápido
Ela é como gente que não vive no espelho do passado.
Ela aprende rápido com o que deu errado.
Ela ri dos seus passos atrapalhados.
Ela sabe que com um beijo cura seus joelhos arranhados.
Ela levanta sempre a cada tombo...
não importa, na alma, o tamanho do rombo.
Ela pede pro seu gato lamber o leite derramado.
Ela não lamenta o que a vida lhe tem tirado.
Ela joga de novo o dado...
e de novo... e de novo...
Ela anda mais uma milha.
Ela aspira o perfume das flores na sua trilha.
Ela segue em frente...
sem maximizar a dor que sente.
Ela é forte, determinada...
Não é mesmo apenas uma brisinha de nada.
Felicidade
Como eu queria a felicidade encontrar.
Nela fazer meu ninho e pra sempre nele me aninhar.
Ter dias de sol e calor...
Tudo de bom na medida certa.
Pôr fim a toda dor.
Doce ilusão sonhar com isso meu coração.
Ninguém é feliz o tempo todo.
A felicidade vem em ondas.
Vivemos fragmentos de felicidade.
Felicidade X frustração...
Que se repete num ir e vir...
Feliz é quem consegue dos fragmentos de felicidade totalmente usufruir.
Se o tempo parar
É como se as estrelas numa noite estrelada não me alumiassem...
Se negassem a clarear a solidão que está dentro do meu coração.
É como se a escuridão se tornasse mais escura e por isso se alegrasse.
É como se o sol escaldante... tórrido de uma tarde de verão minha fronte queimasse...
Até virar cinzas...
E com isso não se importasse.
É como se eu caísse em um abismo escuro...
E só mais abismo encontrasse...
É como se esta terra não mais me quisesse...
E pro mundo do nada me exportasse.
É como se nada mais importasse.
Se o tempo por um momento parar cogitasse.
Deixe-me
Deixe-me, como a noite deixa o dia...
Nas trevas, na escuridão total... quando nada mais reluz.
O Sol mergulha na fenda do horizonte.
Engole, a noite, todos os raios da mais ínfima luz.
Cobre-se com a escuridão o céu.
A noite... o dia seduz.
Deixe-me...
Prefiro a escuridão da solidão.
Prefiro a dor da verdade escancarada
das tristes, frias e vazias madrugadas.
Deixe-me...
Apenas... deixe-me.
Eu sei me virar sozinha.
Eu sei lidar com a perda.
Eu sei trancar a porta...
Apagar as luzes... artificiais...
Entrar no quarto e ficar quietinha...
Chorar baixinho...
Já me convenci a viver bem... sem o seu carinho.
Aprendi a viver na falta
de luz
de calor
do seu amor...
...só não aprendi, como a noite, a acreditar na mentirosa luz das estrelas.
Alone again
Alone again...
como é possível
viver sozinho?
Viver sem alguém
pra segurar a mão... e pra preencher
o espaço vazio do coração?
Viver assim,
viver bem mal assim bem não faz não...
Por que meu coração
teima em me desobedecer?
Agora sou eu que tenho de sofrer...
pois foi embora meu bem querer...
Experiência
Acabou não sendo como querias…
E acabou…
Mas não deves pensar que fracassaste.
Fracassado terias se não tivesses feito.
Se tivesses deixado os braços cruzados.
Se tivesses deixado passar como se não existisse.
Fizeste.
Não saiu como querias…
Mas agora tens a experiência…
Sabes de algo que do contrário não saberias.
Paz que me trazes
Em mim te guardo.
Olho-te com ternura.
Amo-te como nunca amei ninguém.
Gratidão sempre pela paz que de ti vem.
Nossos caminhos se cruzaram...
Coisas do destino acredito eu.
Agradeço essa força que nos uniu.
Sou tão feliz em poder dizer que tu és meu.
Te guardarei em mim... pra sempre... nosso amor, eu sei, jamais terá fim.
Adormeço
Na escuridão do quarto me sinto bem.
Consigo me ver como realmente sou.
Percebo nuances... percebo quando triste estou.
A escuridão do quarto deixa-me antever com clareza minha razão e coração.
A luz do dia
oculta minha dor e minha alegria.
A luz do dia, da vida, tira toda a magia.
A escuridão deixa visível a discussão entre minha razão e meu coração.
Debatem os dois: razão e coração
Numa guerra feroz.
Nada fica oculto.
Nada fica na escuridão.
E o bate-boca sempre termina sem solução.
Continuo sempre sem saber quem realmente sou.
Acalmam-se os dois vencidos pelo sono...
Adormeço... que buscava saber quem sou esqueço.
Escuridão fúnebre
Estava escuro como breu quando ele partiu...
E a escuridão persiste...
Já faz tanto tempo e nada muda de cor.
Nenhuma luz difusa paira sobre mim.
Nenhuma luz confusa a me ofuscar.
Tudo a se negrejar.
Há um odor a desespero em volta de mim.
Tudo jaz em uma umidade lúgubre, feral... sinistra... por onde passo.
Pálida, lívida, adoentada, derrotada, cansada... estou assim
Fragmentos
Ofuscados e solitários
São os meus dias
Elucubro aqui
em como acabar com tão triste nostalgia.
Essa triste vida de alegoria.
Tudo não passou de fantasia?
Fantasia da minha cabeça louca?
Meus pensamentos… cacos, estilhaços... fragmentos.
Há pedaços de mim
espalhados por todo lugar.
Não sei quando essa aflição vai acabar.
Esse mar revolto
Esse dia em acinzentadas nuvens envolto.
Que tristeza mais triste no meu caminhar.
Não quero deixar o caos conta tomar.
Volta! Volta pros meus estilhaços se colarem no seu devido lugar.
Há dias...
Há dias em que nos sentimos, como disse Truman (ex-presidente dos EUA), "quando me disseram ontem o que aconteceu, pensei que a lua, as estrelas e todos os planetas caíram sobre mim".
Há dias assim, né? Dias esmagadores... dá tudo errado, não importa pra que lado você olha, o socorro não vem... definitivamente, não vem.
E você tem de seguir. Suas responsabilidades, sua vida, seus compromissos... nada disso para e espera desanuviar.... dissiparem-se as nuvens pesadas que cobrem o seu ânimo.
Depois tudo passa e começa tudo outra vez.
A vida é assim... dias bons e dias ruins se intercalam.
E a gente vai se acostumando. Acostumamo-nos a tudo: a não ver o sol, a não perceber o arco-íris... nos acostumamos a ver e conviver com nuvens carregadas, ventos tempestuosos... Já nem guardamos mais o guarda-chuva.
Sempre prontos esperamos os tornados da vida tornarem, fazer a volta e retornarem. Enfrentamos e sabemos que conseguimos enfrentar.
Não, não há nada errado nisso de enfrentar. Mas, você já pensou que
Alguém pode estar querendo ajudar?
Pense nisso!! Um fardo um pouco mais leve.... quem não vai querer? Ou, pelo menos, compreender, por que, às vezes, é tão pesado, tão esmagador...
Tão pouco entendo
"Para mim, é muito melhor compreender o universo como ele realmente é do que persistir no engano, por mais satisfatório e tranquilizador que possa parecer", diz Carl Sagan.
De verdade, de verdade, pra mim também...
Como seria bom acordar de manhã, olhar pela janela, maravilhar-se com o imenso céu azul - que, na verdade, na verdade, não tem nada de azul -, aquecer-se com os dourados raios de sol, respirar profundamente a brisa suave da manhã e entender... compreender tudinho, tudinho o que está à nossa volta.
Mas o céu esconde mais mistério que a nossa vã filosofia pode compreender.... o Sol nunca revelou nadinha de si... a não ser seu calor; a brisa vira vento - corrente de ar em movimento -, tufão, vendaval, furacão... e volta brisa de novo, como se nada tivesse acontecido.
E o que está à nossa volta: as flores exalando seu perfume; a água virando chuva chovendo e chovendo pra não perder o costume; os pássaros cantando, a plantinha brotando, a flor em fruto se transformando; o trigo virando pão; outono, inverno, primavera, verão... os frutos, a neve, as flores... um calorão. O que você compreende como realmente é?
Você pode ler livros e livros, conversar com os maiores entendidos... você nunca vai compreender de fato.
Ah! mas há muitas explicações convincentes, você pode gritar pra me derrubar. Sim, sim... são convincentes até que se prove o contrário... pensa no átomo.
Ah! claro que eu também vejo explicações lógicas pra sementinha jogada ao chão, regada, alimentada, colhida, moída... até virar pão.
Mas o que acontece enquanto a plantinha cresce? Você já olhou bem de perto um grãozinho qualquer? De onde vem o sabor do pêssego... ou de outra coisa qualquer?
O sabor.... vai me dizer que é total e completamente compreensível o invisível? O apenas sentível? O palatível.... ou palatável?
Então, pra não pirar de vez, a gente vai se convencendo de que compreende direitinho o universo e tudo o que nele está....
Ledo engano!!
Nada mudou
Ah Camões!!!!
As coisas não melhoraram com o passar do tempo.
Como você vejo no mundo os bons passarem graves tormentos.
Os maus se deliciarem em mares de contentamento
Os bons em eterno sofrimento.
Os maus velejando com total ajuda do vento.
Os bons em tristezas noites mal dormidas.
Os maus ilesos sem nenhuma ferida.
É a vida, dirás tu...
Faz das gentes o que quer...
Que cada um fique pronto pro que der e vier.
O sol mostra-se radiante após encontrar sua amada, A lua. Assim como os astros, Nós, Seres humanos, Também precisamos de outro ser para encontrar-mo-nos radiantes.
Era uma vez uma jovem camponesa. Sonhadora e tão bela como uma flor de laranjeira. Esta mesma toda noite em lágrimas se debulhava, E em sonhos morava numa corte. De tão belas que eram tuas noites, Certo dia avistou-se: Belo rapaz que flores lhe traz. E a moça, Em versos clamava o quanto era amada.
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