Veio e Passou como um Cometa
Amargura
Parece que teus ouvidos rejeitam minhas palavras,
como se cada som fosse áspero demais para adoçar tua atenção.
Ouvir-me, para você, é quase um escárnio.
Eu me acostumo com a ideia amarga:
mesmo sentindo os rastros da flecha que lançaste,
o amor foi apenas um toque de raspão, um quase.
De que adianta erguer castelos
com os verbos mais romantizados que aprendemos,
se não estamos prontos para libertar nossas ilhas selvagens?
Eu te chamo para ver as águas cristalinas,
te conto que as profundezas são moradas minhas,
mas jamais entenderás como teus abismos
se encheram de terra molhada e arenosa.
De ti precisa partir a alvorada,
mas tua luz não vem.
Já pensaste que somos nós que atraímos as águas?
Que talvez o profundo venha como ondas
a abraçar nossos pés, enquanto seguimos fugindo?
Sempre te digo:
"Eu não sou daqui."
Mas você, cego pelo sol que te ofusca,
não calcula minha imensidão,
como quem não entende o mar diante de si.
E segue achando perigoso
o que está além da beira da praia,
sem perceber que o maior perigo
é se recusar a mergulhar.
Eu vou, mas não como quem perde—vou como quem escolhe. Escolho partir porque ficar exige demais de quem já deu tudo. Vou porque sei o meu valor, porque o amor que me habita não cabe em metades, não sobrevive de migalhas. Não carrego mágoas, apenas a certeza de que mereço mais do que olhares distraídos e gestos que nunca chegam.
Fiquei o tempo que achei justo, dei o melhor de mim sem reservas, mas aprendi que presença não se implora, que reciprocidade não se pede. Amor sem cuidado é terra árida, e eu sou feita para florescer. Então vou, não por fraqueza, mas por respeito a quem sou e ao que ainda posso ser.
Saio sem pesar, sem rancor, com a cabeça erguida e o coração inteiro, porque sei que quem perde não sou eu. Eu fico comigo, com minha força, com o caminho aberto diante dos pés. Levo o que é meu: a coragem, a leveza e a certeza de que mereço o que é inteiro, o que é verdadeiro.
Vou, sim. Mas vou por cima, sem olhar para trás, porque o que não soube me ter, nunca foi capaz de me acompanhar.
A fé, como a semente de mostarda, é viva e possui o poder de crescer. Seu tamanho inicial não importa; quando nutrida corretamente, fortalece-se, amadurece e frutifica.
Quem confia em Deus O coloca no centro de seus sonhos e projetos, e, como fruto dessa entrega, Deus o mantém em perfeita paz. Essa entrega nasce da comunhão pela Palavra e oração. Quem conhece a Deus intimamente, confia n'Ele.
Deus é nosso Criador e nos elegeu como Seu rebanho. Não somos nossos, mas d'Ele, criados para viver em Sua presença e propósito. Somos ovelhas amadas, cuidadas e protegidas em Seu pasto.
Nosso Deus e Pai Celestial é apresentado em Sua Palavra como o Deus da esperança. A verdadeira esperança nasce das promessas divinas, registradas nas Escrituras. Ela não é só um sentimento de consolo, mas uma certeza que vem do próprio Deus. Mesmo em tempos difíceis, se confiarmos n'Ele, Ele nos encherá de toda alegria e paz. O plano de Deus não é apenas nos sustentar, mas nos encher até transbordar, para que sejamos instrumentos de esperança na vida de outras pessoas.
Por meio de Cristo, Deus nos adota como filhos, e, com a liberdade de quem ama, podemos chamá-Lo carinhosamente de 'Aba, Pai' ou 'Papai'. Essa adoção revela um relacionamento profundo e pessoal com Deus, marcado pela confiança, pelo amor e pela dependência de filhos que sabem estar sob o cuidado do Pai.
Tenho discernido as provações como oportunidades para o meu amadurecimento espiritual, ou as tenho visto como ameaças que me fazem recuar?
Você está tratando seus filhos como herança temporária que deve ser devolvida a Deus com fidelidade?
Quando a aflição se levanta como uma tempestade, meu coração repousa na fortaleza firme e imutável de Deus?
Me encontrar
Ora todos os dias a manhã se repete,
Relevo como o vento a poeira soprar.
Leal vou seguindo o caminho a andar,
Andando sem ninguém a acompanhar
No frio ou no calor, vou a todo vapor.
Dia e noite sempre a recordar que
O mundo não posso dominar.
Juro muitas coisas
Uma delas é me encontrar
Numa noite sombria com alguém a
Intrigar, um refrexo no espelho
Orgulhoso a me deixar
Rumo a nova fronteira com alguém a me salvar desse mundo maligno que só quer me sulgar...
Ser feliz ou Não?
E os pensamentos voam, como se estivesse compondo o último refrão sobre a escuridão.
Como o fim de uma noite turbulenta, que almeja o esplendor de um grande sol.
Não há oque temer,a tristeza me deixou e a grande amiga solidão me abandonou.
Me resta um pouco de medo, não sei oque posso me tornar sem essas grandes companheiros.
Talvez seja apenas medo de ser feliz, passei tanto tempo com a melancolia que não tenho certeza se posso deixá-la para trás.
Oque seria de mim se eu fosse feliz? Qual o grande perigo desse arrisco? Eu realmente não sei!
Mas deixo essa caneta e esse pequeno caderno para arriscar a saber.
Se você joga terra no passado como se estivesse enterrando, você estaria destruindo-o ou na verdade plantando?
Ore a respeito de tudo, e viva uma vida de gratidão a Deus, e você verá como Deus abençoará a sua vida.
Pedro pensava ser generoso ao perdoar sete vezes, mas Cristo nos ensina a perdoar como Deus nos perdoou - de forma ilimitada e graciosa. Ao perdoar, devemos sempre lembrar do sacrifício de Jesus na cruz.
A maneira como enfrentamos as adversidades revela nossa verdadeira essência e determina se trilharemos o caminho da superação ou cederemos ao fracasso.
O coração que crê se manifesta em louvor, pois aquele que caminha pela fé celebra o invisível como realidade, possuindo antecipadamente as promessas divinas.
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