Veio e Passou como um Cometa

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⁠A delicadeza, assim como o paladar, só pode ser ensinada parcialmente, e sempre será superficial e equivocada onde não for inata.

Frances Burney
Cecilia (1782).
Inserida por Gaybow

⁠Nenhuma qualidade é tão cativante como o bom caráter. Os talentos despertam mais admiração; a sabedoria, mais respeito; e a virtude, mais estima. Porém, com a admiração se mistura à inveja; ao respeito se mistura o temor; enquanto à estima, embora sempre honrosa, é muitas vezes fria; Já, a pessoa de bom caráter proporciona prazer sem qualquer tipo de alívio; é um sentimento tranquilo, de confiança e de despreocupação, sem ador da obrigação, sem o esforço da gratidão.

Inserida por Gaybow

⁠Essa distância
Que insiste em limitar
Como pode
Não prender
Mas tão solto Incomodar

Essa chuva que vem daí
Caminhando pela estrada
Passeando pelo ar
De uma noite tão calada
Fazendo além do não ver
Escondendo o luar
Que eu já quero enxergar
Sua água escorrer

Chuva de corpos anuviados
Cada roupa é uma nuvem
Caem as gotas
Nas bocas
Nos gestos
Em fios que ligam
Duas certezas
O sofá
E a cama
Alagam
E o restante queima
Em curtos circuitos
Sem sono
Com longos calores
Do frio do outono

Inserida por donn_william_krause

⁠Como diz o poeta
Carlos Drummond de Andrade
Mãe, na sua graça, é eternidade

Eternidade do bolinho
Sentado no sofá
Assistindo desenho

Também daquele colo
De se esparramar
Que faz todo sentido
A doce fofura no olhar
Mais sério e derretido

Que toda filiação
Possa ser cuidada
Com preocupação
Amada e ensinada
Com todo coração

O eterno laço maternal
De um jeito, cada qual
Sempre merecerá
Todo cuidado
Todo respeito, igual
Seja quem for
Mãe nem sempre será
Quem gerou
Mas quem dá o amor
E com carinho amou

Obrigado por existir
Sem você
O que de mim seria?
Ainda bem
Eu poder sempre lembrar
Da sua companhia
Aonde quer que esteja
Sentimento abençoado
Para sempre me fará
Ao seu amor destinado

Feliz dia das mães!

Inserida por donn_william_krause

⁠Você me encosta como poesia
E em meio ao meu caos, me acalma
Recebe de volta a sincronia
Que mexe em todo a minh'alma
No tanto que agora me inspira
Já vejo sentir sua fala
Acariciar minha sina
E o cheiro que o corpo exala
Segue o ouro dentro da mina
Temendo tirá-lo não corro
É o que minha mente aprecia
O intenso valor do tesouro

Inserida por donn_william_krause

⁠Amar as vezes é como inventar uma poesia
absurda, que nem certeza equivocada
e dúvidas absolutas.

Inserida por silmaranogueira

⁠Eu gosto quando seu sorriso & eu estamos na mesma frase, como nesses versos de amor por ti.

Inserida por silmaranogueira

Eu jamais vou me desviar de Jesus. Como eu posso me desviar de alguém que está dentro de mim?

Inserida por Nando1984

A forma como lidamos com as circunstâncias positivas e negativas na nossa vida é que mostram nosso nível de intimidade com Deus.

Inserida por Nando1984

"Quando as Folhas Caem"




Adoro como as folhas caem,
quando e onde elas pousam, se lançam
ao impossível e improvável
e apenas caem;




Adoro o balançar delas ao vento
à procura de abrigo,
um colo seguro
que se possa aconchegar.




Adoro a leveza delas
o modo como voam, planam
e apenas caem;
não um cair nervoso
com medo,
mas um cair
de se libertar.




Adoro como as folhas caem,
é parecido como se erguer
e caminhar.
Como aprendem as crianças
longe do seio materno
a viver, correr e a sonhar.




Aprendo com elas,
aqui abstruso e absorto
entre pensamentos
sob um céu de reticências,
aguardando apenas
o momento
quando elas caem.

Inserida por webster_freires

Me dê uma resposta,
Eu mudei como você gosta...⁠

Inserida por fabio_wunderwald

⁠”Pensar demais e sentir demais são caminhos distintos para a mesma angústia. O que muda é como lidamos com ela.”

Inserida por drleonardoazevedo

⁠Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)

3.
Carrego a lucidez como lâmina.
Ela me corta mais do que conforta.

Inserida por drleonardoazevedo

⁠“A utilidade, quando imposta como obrigação, torna-se escravidão disfarçada de sentimento.”

Inserida por drleonardoazevedo

⁠“Resistir em silêncio é aceitar a dor como presença e ainda assim recusar-se a ceder o próprio eixo à dominação.”

Inserida por drleonardoazevedo

⁠“O ciclo do cotidiano como vertigem ontológica”
— por Leonardo Azevedo
O verdadeiro peso da existência não reside na finitude biológica da morte, mas na consciência da repetição. É na experiência reiterada do viver, na mecânica dos gestos diários, que se inscreve o esgotamento do sentido. O despertar para mais um dia não é, em si, um ato de esperança, mas um reinício automático de um roteiro previamente ensaiado: as mesmas perguntas sem resposta, os mesmos rostos carregando máscaras, os mesmos vazios preenchidos por estímulos descartáveis. Este não é apenas o drama do tédio — é a constatação de que a vida, em sua forma bruta, oferece pouco além da permanência do esforço.
Há um tipo de horror silencioso que emerge quando se percebe que a mudança é, na maioria das vezes, cosmética. Que os sistemas se retroalimentam para manter a ilusão de movimento, enquanto o indivíduo permanece paralisado no centro da engrenagem. Não é a morte que assusta, mas a vida que se perpetua sem ruptura, sem catástrofe redentora, sem clímax ou epifania. A angústia contemporânea não nasce da falta de sentido, mas da multiplicação de sentidos voláteis que não se enraízam — como ecos dispersos que não encontram corpo para habitar.
Esse medo da vida não é covardia. É lucidez. Uma lucidez que reconhece que a consciência é, em si, uma maldição e um privilégio. Pois ver com nitidez a própria prisão não garante a libertação, mas inaugura a tragédia do saber impotente. E ainda assim, paradoxalmente, é nessa consciência do absurdo que se pode vislumbrar uma rebelião: a escolha de resistir, não porque há um sentido último, mas porque há dignidade no ato de continuar, mesmo sabendo que a rotina pode não cessar — e que a liberdade talvez não seja romper o ciclo, mas encará-lo de frente, sem se anestesiar.

Inserida por drleonardoazevedo

⁠”A casa, como arquétipo, representa o Eu. Limpar, reformar, descartar ou reacender cores internas não são apenas gestos domésticos, mas simbólicos: aludem à jornada de individuação. A alma, muitas vezes escondida sob a desordem, pede renovação. A fachada, tal como a persona, pode enganar; mas a sombra se revela nas tramas do interior. E por isso, esta conversa não trata de imóveis, mas da psique.”

Inserida por drleonardoazevedo

⁠”Assim como o homem é semente, a mulher é terra fértil. Mas nem toda terra acolhe, e nem toda semente está pronta. O florescer exige o encontro certo.”

Inserida por drleonardoazevedo

⁠“O ‘não’ é tomado como ofensa pelo agressor que tenta lhe impor uma tarefa à qual você não se sente obrigado a atender.”

Inserida por drleonardoazevedo

⁠“O autoritário interpreta qualquer negativa como afronta pessoal.

Inserida por drleonardoazevedo