Veio e Passou como um Cometa

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⁠Havia um Alexandre de Moraes no caminho
No caminho havia um Alexandre de Moraes

Inserida por JorgeGuerraPires

⁠Democracias não caem mais pela pólvora, mas sim por suas instituições democráticas, guiadas pelo ódio e governadores extremistas, radicais, prometendo acabar com a corrupção e defender liberdade de expressão. A frequência da música é raiva e ressentimento, o resultado é fatal, em especial para os mais pobres. “A voz do povo é a voz de Deus”, ou seria do demônio?

Inserida por JorgeGuerraPires

⁠Zelensky era um palhaço que virou presidente da Ucrânia, quando oferecido exílio, decidiu ficar e lutar como um líder. Em caso de guerra, Bolsonaro será o primeiro a fugir. Mais trouxa do que ele são as pessoas que se deixam ser manipuladas.

Inserida por JorgeGuerraPires

⁠Algo que aprendi na minha vida: nunca haja de forma emotiva, em especial, sobe raiva e sentimento de indignação. Isso geralmente cria mais problemas do que solução. A realidade é triste, e não nos deve nada. O melhor que podemos fazer é viver com o que temos, e mudar o pouco que conseguimos mudar. Nosso poder é limitado, quase inexistente, sobe a realidade que nos cerca.

Inserida por JorgeGuerraPires

⁠O Brasil está passando por um momento singular: a estupidez não é mais devido à falta de educação, de alfabetização. A cegueira agora vem de pessoas bem informadas o suficiente para dar uma entrevista a um jornal, e falar bem: idiotas com diplomas. Seria a traição da inteligência? Isso nos leva a pergunta “por que pessoas inteligentes fazem coisas estúpidas?”

Inserida por JorgeGuerraPires

⁠Política é igual casamento: as pessoas decidem se envolver por motivos errados. O que não é surpresa: dá merda! Existem um abismo entre a realidade e o motivo pelo qual as pessoas se envolvem e reagem. A realidade vira um inimigo a combater, e ficção se torna atraente.

Inserida por JorgeGuerraPires

⁠O Brasil não precisa passar pelo fascismo, a Itália nos ensinou; o Brasil não precisa passar pelo nazismo, a Alemanha nos ensinou; o Brasil não precisa passar pelo autoritarismo, a Venezuela no ensinou; O Brasil não precisa passar pelo negacionismo da ciência, a África nos ensinou; O Brasil não precisa passar pela covardia, a Rússia nos ensinou. O que nos resta é sermos humildes a aprender, como disse Kasparov “Listen, just listen”.

Inserida por JorgeGuerraPires

⁠Eu não tenho medo da corrupção do Lula nem do PT: em condições normais de pressão e temperatura, isso não me afeta. Somente se o suborno for realmente alto, eu tenho medo de ser corrupto. Nem tente me corruptor com dois reais, não vai funcionar.

Inserida por JorgeGuerraPires

⁠Todo homem tem seu preço: a diferença é aqueles que sabem disso e os que não.

Inserida por JorgeGuerraPires

⁠os políticos evoluíram, agora usam inteligência artificial; os eleitores continuam os mesmos cabeças de vento de sempre.

Inserida por JorgeGuerraPires

⁠Um país que não conhece o próprio passado está fadada a cometer os mesmos erros repetidamente.
O fascismo brasileiros data de 1930, com o mesmo lema do fascismo moderno.

Inserida por JorgeGuerraPires

NÃO FALTA ninguém no jardim. Não há ninguém:
somente o inverno verde e negro, o dia
desvelado como uma aparição,
fantasma branco, de fria vestimenta,
pelas escadas dum castelo. É hora
de não chegar ninguém, apenas caem
as gotas que vão espalhando o rocio
nestes ramos desnudos pelo inverno
e eu e tu nesta zona solitária,
invencíveis, sozinhos, esperando
que ninguém chegue, não, que ninguém venha
com sorriso ou medalha ou predisposto
a propor-nos nada.

Esta é a hora
das folhas caídas, trituradas
sobre a terra, quando
de ser e de não ser voltam ao fundo
despojando-se de ouro e de verdura
até que são raízes outra vez
e outra vez mais, destruindo-se e nascendo,
sobem para saber a primavera.

Ó coração perdido
em mim, em minha própria investidura,
generosa transição te povoa!

Eu não sou o culpado
de ter fugido ou de ter acudido:
não me pôde gastar a desventura!
A própria sorte pode ser amarga
à força de beijá-la cada dia
e não tem caminho para livrar-se
do sol senão a morte.

Que posso fazer se me escolheu a estrela
para ser um relâmpago, e se o espinho
me conduziu à dor de alguns que são muitos?
O que fazer se cada movimento
de minha mão me aproximou da rosa?
Devo pedir perdão por este inverno,
o mais distante, o mais inalcançável
para aquele homem que buscava o frio
sem que ninguém sofresse por sua sorte?

E se entre estes caminhos
– França distante, números de névoa –
volto ao recinto da minha própria vida
– um jardim só, uma comuna pobre –
e de repente um dia igual a todos
descendo as escadas que não existem
vestido de pureza irresistível,
e existe o olor de solidão aguda,
de umidade, de água, de nascer de novo:
que faço se respiro sem ninguém,
por que devo sentir-me malferido?

Lembro como era bom compartilhar minha felicidade com os amigos, falar pelos cotovelos sobre alegrias que soavam até ofensivas àqueles que não entendiam o que se passava no interior de um corpo em festa. Eu costumava ser uma alegoria ambulante. Agora a festa terminou, os copos estão espalhados pelo chão, os pratos sujos, silêncio absoluto, ficou o vazio devorador de uma solidão impossível de ser contada.

Às vezes você é tão bobo, e me faz sentir tão boba, que eu tenho pena de como o mundo era bobo antes da gente se conhecer. Eu queria assinar um contrato com Deus: se eu nunca mais olhar para homem nenhum no mundo, será que ele deixa você ficar comigo pra sempre? (…)E quando já não sei mais o que sentir por você, eu respiro fundo perto da sua nuca, e começo a querer coisas que eu nem sabia que existiam. Eu preciso disfarçar que não paro mais de rir, mas aí olho pra você e você também está sempre rindo. Você quebrou minhas pernas, me fez comprar um vestido cheio de rendas e babados, tirou as pedras da minha mão. Você diz que me quer com todas as minhas vírgulas, eu te quero como meu ponto final.

Como é triste a tua beleza
Que é beleza em mim também
Vem do teu sol que é noturno
Não machuca e nem faz bem.

E eu, como estava dizendo, sempre quis ser dessas mulheres imperfuráveis, inatingíveis, inaudíveis e incompreensíveis. Mas nunca consegui. Quando vou ver, já contei minha vida pra primeira pessoa que me deu um pouco de atenção. Já tô rindo alto no restaurante porque não me controlei e fiquei feliz demais. Já escrevi um texto sobre o fulaninho da terça passada… E quando vou ver, lá se foi a mulher misteriosa que eu gostaria tanto de ser. Porque eu jamais poderia ser uma.

sim, sim, sim, eu quero zerar tudo de antes e de depois e amar esse homem agora, como antes, como nunca. Por que não?

Às vezes você é tão bobo, e me faz sentir tão boba, que eu tenho pena de como o mundo era bobo antes da gente se conhecer. Eu queria assinar um contrato com Deus: se eu nunca mais olhar para homem nenhum no mundo, será que ele deixa você ficar comigo pra sempre?

"Passar pelas suas alegrias e angústias como quem passa por quem não lhe interessa."

Você não precisa que todas as pessoas te aceitem
do modo como você é.
Você só precisa encontrar
alguma extensão de você mesmo no universo.
Não precisa ser muito, não precisa ser tanto.
E sendo apenas uma extensão de você mesmo,
também nem precisa ser muito bom
e, muitas vezes, uma única pessoa basta. :)