Veio e Passou como um Cometa
Flores, Espinhos e a Luz de Tutancâmon
A saúde mental floresce como lótus no Nilo antigo, mas carrega espinhos que ferem a alma. Tutancâmon, menino-faraó de ouro e maldições, viveu frágil e real ossos tortos, intrigas palacianas, provando que viver é melhor que sonhar; Sonhos são vapores, de névoa; a vida, com espinhos, corta fundo, mas liberta.
Liberdade não é palácio vazio, ecoando ausências. É escolher espinhos para colher flores: enfrentar ansiedade, restaurar a mente com coragem cotidiana. Neste Natal, sob luzes como estrelas do deserto, celebramos a vida palpável, dor e graça, onde esperança brota entre provações. Viver é erguer-se, livre e inteiro.
Cuide da mente como uma coroa, colha flores sem temer espinhos.
A FACE DA LUZ E O INVERNO DA ALMA.
Como pode a Luz tocar-me a face
e, em seu fulgor, despertar a escuridão?
Como pode o horizonte, em sua ampla beleza,
reerguer-se em ouro e morrer no coração?
São-me estranhos os dias, estranhas as horas,
como sombras que se alongam sob o olhar da razão;
e as auroras, outrora jovens e promissoras,
parecem velhas senhoras fatigadas da estação.
Nela habitam as quatro estações da existência:
a Primavera, fecunda em perfumes e alegria;
o Verão, ardendo em solar magnificência;
o Outono, dourado em serena melancolia.
Mas em mim, onde deveria florescer a esperança,
reina um vento sem pátria, austero e desolador;
e o Inverno, com sua lenta perseverança,
estende sobre a alma seus domínios de torpor.
Em seus olhos florescem jardins de existência;
em seus gestos repousa a ternura sem fim.
Há primavera em sua simples presença,
enquanto o gelo aprofunda seus silêncios em mim.
E há distância nas formas, nos tempos, nos rumos;
distância entre os sonhos, os risos e o olhar;
distância até nos mais delicados perfumes
que as mãos da memória tentam, em vão, conservar.
Que estranho cálculo rege a geometria da vida,
em que duas almas se encontram sem se possuir?
Que força aproxima aquilo que, em seguida, distancia,
como se amar fosse aprender a perder e prosseguir?
Como permitis, ó Deus, semelhante paradoxo?
Que teorema oculto governa esta severa equação?
Por que a vida aproxima, com mãos de conforto,
aquilo que permanece além do alcance da mão?
Talvez a dor possua uma matemática secreta,
e o sofrimento, uma lógica que não sabemos decifrar;
talvez aquilo que julgamos ruptura completa
seja apenas outra forma de aprender a amar.
Neste instante derradeiro, entre a prece e o pranto,
ergo a voz vacilante à altura da minha cruz;
e recordo Bach, quando seu sublime canto
parece implorar ao Eterno a permanência da Luz.
Não aparteis de mim a Vossa santa face,
nem me deixeis sozinho nos desertos do ser.
Se a noite me envolver em sua lenta voracidade,
ensinai-me, mesmo nela, novamente a viver.
Não permitais que eu confunda ausência com abandono,
nem silêncio com a negação de Vossa presença.
Há estrelas que somente revelam o próprio brilho
quando a noite se torna suficientemente imensa.
Se o Inverno é o caminho que hoje devo atravessar,
que eu encontre em seu gelo uma secreta razão;
pois a neve, antes de desaparecer, ao se calar,
guarda sob sua brancura a semente da estação.
Nada floresce sem antes enfrentar alguma obscuridade.
A semente conhece a noite antes de conhecer o jardim.
O rio atravessa a pedra por força da continuidade,
e o espírito amadurece quando deixa de fugir de si.
Talvez a Luz não tenha deixado o meu caminho.
Talvez eu apenas tenha aprendido a procurá-la fora.
Talvez Deus permaneça exatamente onde imagino o vazio,
silencioso como a madrugada que antecede a aurora.
Há momentos em que a alma contempla a Luz
e, justamente por contemplá-la, percebe suas próprias sombras.
O fulgor não cria a escuridão: revela-a.
E aquilo que a consciência vê com maior nitidez
é precisamente aquilo que, antes, permanecia oculto.
Nenhuma noite, porém, possui autoridade sobre o amanhecer.
Nenhum Inverno é eterno.
Nenhuma ausência é capaz de abolir aquilo que o amor verdadeiramente edificou.
Talvez a vida não esteja me castigando.
Talvez esteja apenas me ensinando a distinguir
a posse da presença,
a presença da aparência,
e a aparência daquilo que permanece.
Porque há amores que não foram feitos para permanecer ao alcance das mãos.
Foram feitos para permanecer na consciência.
E talvez seja essa a mais severa lição do Inverno da alma:
compreender que a Luz não desaparece quando já não podemos tocá-la.
Ela apenas se torna mais profunda.
E, quando a última folha cair,
quando o vento cessar sobre os campos interiores,
quando a alma, cansada de lutar contra a própria noite,
finalmente silenciar,
talvez descubra, sob o gelo,
aquilo que nunca morreu:
a semente invisível do Verão.
O Alívio do Riso Compartilhado.
Como faz bem para a alma desarmar as defesas e se permitir sorrir de coração aberto ao lado de quem nos quer bem. No convívio com os amigos sinceros, encontramos um porto seguro onde as máscaras caem e as preocupações se dissolvem em gargalhadas. Dividir momentos de alegria e conversas despretensiosas é um dos remédios mais eficazes para aliviar o peso da jornada humana. Que a gente não se esqueça de cultivar esses espaços de afeto e leveza, pois é na troca generosa de sorrisos que relembramos que somos todos companheiros de caminhada, feitos para caminhar juntos sob o mesmo sol.
“A Bíblia é fenomenal, diferente de todos os demais livros. Como dizia Karl Barth: ‘Tenho lido muitos livros, mas a Bíblia é o único livro que me lê’. A Bíblia é o livro por excelência.”
"Nenhuma imensidão de trevas é capaz de resistir ao nascimento de uma luz. Assim como uma pequena faísca vence a floresta mais sombria, um lampejo de fé é o suficiente para dissipar o vazio e iluminar o sentido da nossa existência."
"Muitos de nós olhamos para os desafios como barreiras, mas, como disse Hemingway, somos feitos fortes justamente nos lugares onde fomos quebrados. Superar não é esquecer a dificuldade, é usar a cicatriz como prova de resistência."
Perverter a lei e viver como rei!
Esse é o lema do Congresso!
Legislar só para ganhar! A ordem é fazer o povo de bobo!
se você pudesse comer a suas próprias palavras que diz; como seria? Você iria se alimentar ou envenenar 🤔
Na sua ótica, tudo está parecendo contrário, na ótica de Deus, está tudo da forma como planejou , tudo caminhando dentro da sua vontade .
Se você se vê como excluído, não se sinta inferior, talvez, aos olhos das outras pessoas seja visto como descartado, mas não aos olhos de Deus, você tem valor, o Espírito Santo está dentro de você!
Mulher; seja o bom perfume de Cristo, uma preciosidade, que Deus colocou em sua essência, como Mulher cristã.
"Não sejais como o cavalo ou a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio para obedecer, pois do contrário não se aproximam de ti."
(Salmo 32:9)
Deus deseja filhos que O obedeçam por amor e entendimento espiritual, e não apenas por imposição ou pressão. Cavalo e mula precisam ser forçados a andar no caminho certo; mas o coração quebrantado, que teme ao Senhor, segue Sua voz com disposição e reverência.
Não quero ser como a mula, sem direção,
Que só anda à força, sem revelação.
Nem como o cavalo, bruto e sem freio,
Que só vai quando é puxado pelo arreio.
Quero Te seguir, Senhor, com entendimento,
Com coração manso e discernimento.
Não por medo, nem por pressão,
Mas por amor, com rendição.
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