Veio e Passou como um Cometa

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Como o ferro afia o ferro, assim um amigo afia o outro.

Bíblia Sagrada
Provérbios 27:17.

⁠Estás a me encantar
Como se fosses um mágico
De amor falas sem medo
Do fim que pode ser trágico.


- Pekenah

Caso Encerrado


Fecho a porta do peito como quem arquiva um processo antigo:
teu nome vira poeira nos autos do silêncio, as provas — beijos, promessas, noites acesas —
descansam em caixas de papelão, carimbadas de saudade.


Te amei como se ama um incêndio mal contido, jurando que o fogo aprenderia limites; mas o amor é juiz sem rosto, e sempre absolve a chama que fere.


Agora assino o fim com
a tinta do aprendizado:
não é derrota, é sentença ao
coração cansado; o amor segue livre,sem algemas nem culpa,
enquanto eu sigo quebrado.

Atalho vs Caminho


Te encontrei no atalho,
rápido como um olhar que promete abrigo,
era fácil te querer sem pensar no depois,
como quem foge da chuva
sem perguntar se a casa tem teto.


Mas o amor, descobri, mora no caminho,
onde o passo cansa, o tempo ensina
e cada pedra vira história compartilhada.
Ali, a gente se escolhe
mesmo quando dói continuar.


Hoje sei: o atalho seduz,
mas é no caminho que o amor cria raízes,
não pela pressa de chegar,
e sim pela coragem
de seguir junto até o fim.

⁠Ainda guardo teu nome nas dobras do tempo,
como quem esconde uma carta nunca enviada.
Era um amor simples, quase tímido,
mas grande o bastante para caber em mim inteiro.

Lembrança de um amor antigo


Guardo teu nome como
quem guarda uma carta
dobrada no bolso do tempo,
amarelada, mas intacta,
com cheiro de ontem e
promessas não ditas.


Teu riso ainda atravessa minhas noites, feito luz que insiste em janelas fechadas; foi pouco tempo, eu sei, mas alguns instantes
nascem eternos.


Aprendi teu corpo como quem aprende um caminho
sem mapa, só intuição e medo;
erramos muito, amamos torto,
e mesmo assim foi amor
— do mais verdadeiro.


Hoje sigo em frente, mas levo contigo uma saudade que não pede volta nem perdão; é só memória serena, lembrança viva de um amor antigo.

Carrego um vazio


Aprendi a ficar só como quem aprende a respirar devagar,
não por falta de ar,
mas por medo de se afogar no excesso.
Já houve alguém, é verdade,
alguém que cabia no meu silêncio
e o chamava de casa.


Hoje, carrego um vazio que não grita,
ele apenas existe.
É um espaço onde as palavras moram sem som,
onde sentir demais virou um cansaço bonito,
dói, mas às vezes descanso nele
como quem aceita a própria sombra.


Talvez eu tenha feito
da solidão um abrigo,
não por desprezo ao amor,
mas por respeito ao estrago
que ele sabe fazer.
Porque perder alguém
não é sobre despedidas,
é sobre as partes de nós
que nunca voltam.


Então fico assim:
Intenso demais para passar ileso,
profundo demais para tocar sem cair.
Amar, para mim, sempre foi transbordar
— e nem todo transbordo salva,
alguns apenas ensinam
a nadar sozinho.

Escrevo baixinho, como quem teme revelar demais, mas é que você tem um jeito tão inteiro de existir
que tudo em mim acaba se derramando um pouco.

Ela chega como quem
não faz barulho, mas muda o clima inteiro do lugar.
No olhar, um universo tranquilo e profundo, onde até o caos
aprende a descansar.
Seus cachos dançam como versos soltos, e cada detalhe nela parece poesia querendo se revelar.


Há um mistério suave no jeito que sorri, como se guardasse segredos bonitos demais pra contar.
O mundo pode ser duro lá fora, eu sei, mas nela existe um refúgio raro de se encontrar.
E até o tempo, quando cruza seu caminho, parece diminuir o passo só pra poder admirar.


Se eu fosse escrever tudo que ela desperta, faltaria papel, sobraria sentir.
Porque tem gente que não se explica, se vive
— e ela é dessas que a alma escolhe sem pedir.
E no silêncio entre um olhar e outro,
é onde o amor começa, sem precisar existir.

Perfeito amor,
mas com o peito em silêncio,
como um céu bonito que esqueceu de chover, carrego teu nome em cada batida escondida, mesmo quando finjo que já deixei de te querer.


Teu toque ainda vive nos espaços vazios, nos cantos da alma onde ninguém mais entrou,
e esse coração,
que por fora parece inteiro,
por dentro só sabe amar
o que já se foi.


É estranho sentir tanto e ainda faltar tudo, como se o amor fosse chama sem calor, um abraço que existe só na memória, um “pra sempre”
que não sobreviveu à dor.


Mas ainda assim,
se me pedissem de novo,
eu te escolheria sem pensar em fugir, porque até no vazio que você deixou em mim, existe um amor que nunca aprendeu a partir.

Eu Estou Forjando Corações Apaixonados


Eu estou forjando corações apaixonados,
como um artesão que trabalha em silêncio sob a luz das estrelas.
Em cada olhar encontro um novo verso, e em cada sorriso, a centelha que transforma sentimentos em eternidade.


Moldo sonhos com a delicadeza do amor verdadeiro,
unindo almas que se reconhecem mesmo antes do primeiro encontro.
E quando suas mãos se tocam, nasce uma melodia que só dois corações podem ouvir.


Eu estou forjando corações apaixonados,
para que nunca falte esperança
aos que acreditam no amor.
Pois o mais belo dos tesouros não é o ouro nem as joias, mas duas vidas que escolhem caminhar juntas para sempre.

Solo da Saudade


Meu coração grita
Como um solo de guitarra
Rasgando o silêncio da alma.


Meu olhar já não carrega
O brilho que tinha antes.
Agora existe outro reflexo:
O brilho da saudade,
O brilho apático
De quem tenta seguir em frente.


Mas dentro de mim,
A alma ainda toca.
Toca fundo,
Como um baterista furioso
Quebrando tudo ao redor,
Tentando destruir a dor
Que insiste em permanecer.


Eu não superei.


A saudade me aperta,
Me quebra aos poucos,
E cada lembrança abre
Uma nova ferida.


O que mais amo fazer é tocar,
Mas até as notas perderam a cor.
A decepção pesa tanto
Que minhas mãos hesitam,
E o desânimo desafina
Cada sonho que eu tinha.


Mesmo assim,
Em algum lugar entre
Os acordes partidos,
Ainda existe uma melodia esperando.
Talvez ferida,
Talvez esquecida,
Mas viva.


Porque quem nasceu da música
Pode até silenciar por um tempo,
Mas nunca deixa de carregar
Uma canção dentro do peito.


- 𝑷'𝑺𝒊𝒍𝒗𝒂3

Coração de Vidro


Tenho um coração de vidro,
transparente como o que sinto quando te vejo.
Qualquer palavra toca fundo,
qualquer silêncio reflete
em mim teu nome.


Já trincou algumas vezes,
confesso, por amar demais,
por acreditar sem medo.
Mas mesmo frágil,
ele insiste em brilhar
quando teu olhar encosta no meu.


Se um dia fores cuidar dele,
faz com calma:
vidro não suporta
pressa nem descuido.
Em troca, prometo te amar inteiro,
mesmo sendo feito
de algo tão sensível.

Teu amor me deu asas


Teu amor me deu asas
como as de um gavião
que aprende o céu sem medo.
Quando teu olhar encontra o meu,
o mundo fica pequeno lá embaixo
e meu coração voa alto,
só para te alcançar
no horizonte do sentimento.


Há algo em ti que chama o vento,
algo forte e livre como asas
abertas ao sol.
E eu, que antes caminhava
no chão das incertezas,
aprendi contigo a voar no silêncio
do amor, onde cada batida do peito
é como o bater das tuas asas perto de mim.


Se um dia o céu
escurecer e o mundo pesar,
deixa que meu amor seja teu vento.
Pois não quero te prender à terra,
quero voar contigo
— lado a lado
— como duas asas do mesmo destino cortando o infinito do amor.

Vejo os teus olhos tristes,
sem brilho,
como um céu sem estrela,
e mesmo assim encontro neles
um universo inteiro que ainda me chama.


Há um silêncio aí dentro que me dói,
como se o amor tivesse sussurrado e partido, mas eu fico…
Fiico porque acredito
que até a noite mais longa
aprende a amanhecer.


Se me deixar,
eu acendo luz em teus caminhos,
te empresto o calor do meu abraço cansado, e te lembro,
em cada batida do peito,
que teu coração ainda sabe amar
— só está ferido.


Então olha pra mim mais uma vez…
não como quem perdeu,
mas como quem recomeça,
porque se teus olhos voltarem a brilhar, eu juro…
faço deles o meu lar pra sempre.

E se o mundo um dia silenciar todas as palavras, ainda assim teu amor vai ecoar em mim, como um segredo que o tempo não ousa tocar.
Porque te amar não foi instante
— foi destino,
não foi passagem
— foi morada.
E no fim de tudo,
quando só restar o que é verdadeiro,
será teu nome que o meu coração ainda saberá dizer…
como quem nunca deixou de amar.

O Último Vício


Tenho um vício por batatas.
É curioso como certas coisas simples encontram um lugar permanente em nós.
Mas, se eu pudesse
escolher um novo vício,
escolheria você.
Porque nenhuma fome seria maior do que a vontade de estar ao teu lado.


Tenho um vício por música.
Há canções que conhecem meus silêncios,
melodias que abraçam dias difíceis e versos que traduzem o que nunca consegui dizer.
Ainda assim,
eu trocaria todas elas
pelo privilégio de ouvir a tua voz me chamando pelo nome.


Tenho um vício por altas velocidades.
Gosto da sensação do vento,
das estradas sem fim,
da liberdade que existe entre um destino e outro.
Mas percebi que a
melhor viagem
não é aquela em que
o ponteiro sobe...
é aquela em que você ocupa
o banco ao meu lado,
e cada quilômetro se transforma em lembrança.


Talvez eu nunca deixe esses vícios.
Talvez eles sempre façam
parte de quem sou.
Mas existe um sentimento
capaz de vencer todos eles.


Porque, quando o coração escolhe alguém,
a fome perde a pressa,
a música encontra um novo significado,
e a velocidade já não importa.


Tudo desacelera...
para que eu possa caminhar
no mesmo ritmo que você.


E, se um dia eu tiver um único vício para guardar,
que seja o de procurar o teu sorriso, ouvir a tua voz,
e encontrar o meu caminho
sempre de mãos dadas com você.

Bons Tempos e Maus Tempos


Nos bons tempos, o amor floresce como um jardim iluminado pelo sol. Cada sorriso parece eterno, cada abraço aquece a alma, e o coração encontra paz ao lado de quem ama. Nesses momentos, a vida ganha mais cor e os sonhos parecem possíveis.


Mas os maus tempos também chegam, trazendo saudade, silêncio e lágrimas. As dificuldades colocam o amor à prova, fazendo o coração sentir o peso da distância, das dúvidas e das despedidas. Ainda assim, é nesses dias que descobrimos a verdadeira força dos sentimentos.


Quem ama de verdade aprende que bons e maus tempos fazem parte da mesma história. O amor não é apenas alegria, mas também coragem para permanecer, perdoar e acreditar. No fim, cada dificuldade vencida torna o sentimento ainda mais forte e mais bonito.

No Jardim do Entardecer


No cair da tarde, meu coração desperta como um jardim sedento pela chuva.
As flores inclinam suas pétalas ao vento, esperando o som dos teus passos. Há um perfume que nenhuma estação consegue apagar, porque nasceu no dia em que tua voz
encontrou a minha e fez do
silêncio um lugar de encontro.


Procurei-te entre as sombras das árvores, onde a luz beija a terra antes de desaparecer. Chamei-te pelo nome que só a alma conhece, e o vento levou meu clamor pelos caminhos do jardim. Meus olhos buscavam tua presença como a terra seca espera o orvalho, porque uma única palavra tua vale mais que todos os tesouros escondidos sob o sol.


Se tua voz voltar a atravessar o entardecer, as figueiras florescerão outra vez e os rios cantarão o teu nome. Meu coração correrá ao teu encontro como quem reencontra a própria vida, pois teus passos transformam desertos em pomares e teu olhar faz renascer tudo o que parecia perdido.


Enquanto o dia se despede, permanecerei junto ao portão do jardim, guardando o lugar onde um dia caminhamos. Não deixarei que a esperança adormeça, porque sei que o Amado visita aqueles que o esperam.
E quando tua voz romper o silêncio da tarde, saberei que o jardim nunca deixou de ser teu...
apenas aguardava o dia do nosso reencontro.

Carrego-te como quem leva pedras e flores no mesmo fôlego.


No peso que me curva, há um rumor teu, uma memória que se acende entre as rochas, como se cada grão de pólen soubesse o teu aroma.


As flores presas à minha mochila interna respiram contigo, frágeis e obstinadas, lembrando que até o que pesa pode ser ternura.


Caminho, e o vento toca o que não ouso dizer, esse quase‑toque que vive entre o ombro e o mundo.


E no silêncio da marcha, o desejo é só isto:a beleza que insiste, mesmo quando dói, e o caminho que se torna pele quando penso em ti.