Veio e Passou como um Cometa
Eu não sei se algum dia se realizará
Um desses sonhos que a gente tem
Como este que
Não consigo arrancar do meu coração
E então
Talvez também este ficará aqui
Como um desses sonhos que a gente carrega uma vida toda
E que coloco nessa canção
Mas já que o tenho, enquanto o tiver, continuarei
a sonhar ainda um pouco
Será, será a aurora
Será, será assim
Como passear, como respirar
novos ares, e cada vez mais
E você, e você meu amor
Vai ver que logo voltará
Para onde agora não estás
Um dia talvez tudo Mudará
E a paz irá de chegar
Quero dizer que, tantas coisas irão
Para seu devido lugar
É por isso
É por isso que continuarei
A sonhar um pouco mais
Os meus sonhos
Aquilo que mora no Coração
Não morre jamais
Se uma vez você acreditou
Vai acreditar de novo e de novo
Se uma vez você acreditou
Como eu acredito
Será, será a aurora
Será, será assim
Será ainda mais forte
Tão imensa a luz que brilhará
Será, será a aurora
Será, será assim
Será ainda mais forte
Tão imensa a luz que brilhará
Será ainda mais
Tão imensa luz que brilhará
Deite-se embaixo de um céu estrelado.
Encare o seu passado
como encara as estrelas:
algumas já se foram,
a luz antiga
insiste em chegar.
Tudo o que você fez até aqui
tem seu brilho próprio.
E ainda assim,
há sempre uma chance de recomeçar.
Não se permita cair
na escuridão dos arrependimentos.
Há astros mais intensos.
Há outros sóis.
Seremos todos eles.
Enfim dezembro, e pra quem ficou o ano inteiro sem um "como você está?" Não precisa se esforçar e iniciar socialização ,enviando mensagens natalinas vazias.
Lembre-se o verdadeiro Espírito Natalino é amor verdadeiro, não hipocrisia.
Viva o verdadeiro Espírito Natalino, não viva hipocrisia.
Quantas vezes fui dormir com a mente um "Turbilhão" e acordei como com vista para o mar com maré baixa.
De longe minha alma faminta
gloriosamente perdida...
como sempre o terror
entre um mundo outro
a luz folgaz entre o ardi o
celebre ar frio
de cada fagulha perdida
em cantos no maior primor...
de uma dança sentida...
selada em pontos de silencio
em vetores estranhos...
purpura como uma canção
que vem com vento
em sonhos terás a alegrias
no manto de muitas luas
entre trevas dos quais sonhos
caminham em todos lugares
nunca se acaba pois
centelha boa como água
que flui do rio
mesmo sujo turvo
um dia foi alegre
cheio de vida
Andando em meio à sombra das árvores, vou vivendo sentindo a brisa da manhã. Isso é como um sopro de vida. Aproveito cada momento, não sei como meu dia pode terminar. Hoje sou mais feliz do que ontem. Tenho conquistado aos pouco tudo que desejo, nunca saindo do caminho certo, nunca troco o certo pelo duvidoso. Sei que um dia terei conquistado a liberdade do coração, isso é o que falta para tudo se concretizar. Será q estou sendo otimista demais ou será só um devaneio? O que estou pensando? Ainda estou aqui preso nesse quarto branco com essa camisa de força, acho que o efeito dos remédios já passou.
O propósito em nossa vida profissional é como um farol em meio à tempestade, proporcionando clareza e direção mesmo nas situações mais desafiadoras.
Jacó chegou como um fugitivo, numa noite; e, pela manhã, saiu como Israel de Deus. Em um instante, Deus pode mudar tudo.
Superar é aprender a dançar com a dor, transformando-a em sabedoria e usando cada queda como um impulso para o próximo voo.
Construir uma carreira no mundo atual é como montar um prato em um restaurante self-service.
Há muitas opções de áreas para seguir, mas se não escolhermos a combinação certa, ou se colocarmos muita coisa, vamos acabar pagando muito caro por algo que não faz sentido.
Escolha com sabedoria, o simples bem feito é como o feijão com arroz, dá o sustento a todo o prato. Mas de vez em quando também é preciso ter algo diferente como uma parmegiana, para não ficar entediado.
No fim, equilíbrio é tudo! 🍲
Um homem que se acha superior aos outros pelo que tem é como um veado que se sente superior pelo tamanho do chifre!
Palavras agradáveis e no momento oportuno, são tesouros valiosos, adoçam a alma e curam como um bálsamo.
Parafraseado de Pv 16.24 e 25.11
Orar com confiança é como se tomássemos um remédio que faz efeito instantâneo, pois, mesmo que a resposta venha depois, já nos sentimos fortes ao término da oração.
I
Para quê tantos planos, se o inesperado nos aguarda como a última chama de um candeeiro que mal ilumina o próprio pavio? Traçamos rotas sobre mapas que se desmancham na chuva. Colecionamos certezas em gavetas que o acaso tranca com ferrugem. Vejo os rostos que partiram [não em procissão solene], mas evaporados no ar pesado das tardes. Eles não deixaram rastros, só um vácuo de gesto interrompido, um café pela metade sobre a mesa. O imprevisto, quando não chega como um ladrão ágil na janela da mocidade, instala-se paciente na poltrona da velhice, à espera do seu momento. É um hóspede que não traz bagagem, apenas um relógio de areia sem fundo. E nós, que julgávamos donos do terreno, descobrimos-nos frágeis como vidro sob pressão. A realidade não bate à porta; invade pelo telhado, quando já estamos dormindo. E o tempo, esse artesão silencioso, talha-nos com golpes cada vez mais fundos, até que a madeira revela suas rachaduras ocultas...
II
Para quê tantos diplomas, selos de um reino que desaba ao primeiro sopro do inverno? Corremos em círculos numa pista que não leva a lugar algum, apenas nos devolve ao ponto de partida, mais cansados. O sistema cobra em moeda invisível: noites em claro, olhos fixos em écrans frios, mãos que apertam outras mãos sem sentir a pele. No final, a conta vem em forma de silêncio. Um vazio que ecoa nos corredores da memória. Perguntamo-nos se valeu a pena o sacrifício do sol pela sombra, do riso pela cifra. Quiséramos ser imortais na alma [deixar uma marca que não se apaga na água], uma palavra que o vento não dispersa. Sonhamos com um fragmento que sobreviva, contador da nossa breve estadia. Mas a verdade é mais árida: seremos esquecidos, como bilhões antes de nós foram. Nomes apagados das lápides pela hera, vozes dissolvidas no ruído de fundo do mundo. Nem mesmo poeira seremos, pois a poeira ainda assenta nas coisas.
III
Sem identidade, viramos número nos arquivos empoeirados de alguma repartição [quisera celestial]. Sem leitor, nossas histórias são livros fechados em prateleiras abandonadas às traças. Sem memória, o que fomos deixa de existir até como fantasma [um fantasma ao menos assombra]. Sem alguém que lave nossos pés cansados, esses pés que tanto andaram de um lado para outro, atravessando lama e terra, em busca de um sentido que se esquivasse como o horizonte. Esses pés que pisaram flores e pedras, que sangraram em atalhos escusos, que dançaram em noites de alegria efêmera. Quem os guardará? Quem recordará o peso do corpo que carregaram, a direção que não encontraram? Somos peregrinos de uma fé que não nomeamos, em jornada para um templo em ruínas. E no fim, nem mesmo a água do esquecimento nos refrescará. Secaremos como rios intermitentes, nossa história sussurrada por ninguém, nosso amor reduzido a zero na equação do tempo...
IV
Mas talvez haja uma verdade mais dura e mais bela nisto tudo: a liberdade está precisamente no desapego do rastro, na renúncia à eternidade. Que importa não sermos lidos, se em vida fomos o verbo e não a nota de rodapé? Que importa o esquecimento, se amamos com a urgência de quem sabe o fogo se apaga? Os planos fracassados não eram inúteis; eram treinos para a entrega. Os diplomas não serviam ao sistema; eram armaduras que tivemos de desprender para sentir a chuva na pele. Os pés lavam-se a si mesmos no rio do caminho, e a água que levam é a única oferenda. Não ficaremos? Ficaremos no modo como uma pedra altera o curso do rio, mesmo que ninguém veja. Na maneira como uma palavra jogada ao acaso gerou um sorriso em um estranho. Somos o sopro que move um grão de areia no deserto imenso — ação mínima, mas real...
V
Então caminhemos. Sem a âncora pesada da imortalidade desejada. Com a leveza trágica de quem sabe que a chama se extinguirá. Que nossos passos, agora, não procurem sentido [que o criem no ato de pisar].
Que nossos rostos, antes de se desfazerem, reflitam o céu inteiro, ainda que por um instante. E quando o inesperado vier, seja na mocidade ou na velhice, que nos encontre de olhos abertos, contemplando o vazio não como um abismo, mas como o espaço onde, por fim, tudo é possível. Porque fomos. E esse ter sido, efêmero e sem testemunha, foi nosso ato mais radical de amor. Um eco sem paredes para repercutir, mas que existiu como vibração no ar. Um grão de poeira cósmica que, por um segundo, soube que brilhava.
--- Risomar Sírley da Silva ---
Como um frágil samurai, munido apenas de palavras.
Curvo-me, estupefato, diante da sombra gentil de uma bela montanha.
Que sem saber da grandeza da sua existência, teme a mais simples brisa.
Um relacionamento forte é construído com respeito como alicerce, comunicação como ponte e amor como tecido que une tudo.
Se você visse seu corpo como um jardim que precisa de água, sol e carinho — não trataria o autocuidado como uma escolha, mas como uma necessidade essencial?
Por uma fresta, um fio de neblina, dançava como a seda mais fina. Lá dentro, um coro baixo que eu ouvia: eram gritos calados ou só melancolia?
Recém-chegada a este corredor, minha mão curiosa bateu, sem temor. Então, um toque, um afeto gentil no meu ombro, neste outono de abril.
Uma música clássica enchia o lugar, não era terror, era só um bailar. E eu caminhei pelas salas vazias deste lar de esquecidas alegrias.
Quem me tocara com mão tão serena? Era o meu outro eu, que me livra da pena. Mas não havia porta, nem música, nem mão... Só o eco dançando da imaginação, no palco sem luz do meu próprio roteiro, assinado por um nome estrangeiro: Esquizofrenia.
A dança mortal se inicia silenciosa, como um sussurro que fere.
Cada passo arranca pedaços de vida, cada giro desprende carnes do existir.
Lágrimas se congelam no ar, afiadas como lâminas que dilaceram a alma.
A vergonha, oculta nas sombras, apodrece devagar tudo o que ainda pulsa.
E o tempo tardio e veloz apaga o espaço, deixando apenas ecos perdidos entre palavrões que se perguntam:
“Por quê? Por quê?”
No horizonte, uma criança observa atenta a cena.
A estátua no alto do monte, outrora símbolo de glória, agora representa o fim dos tempos.
Ela cai não com estrondo, mas com um suspiro e arrasta consigo a elite.
No colapso, um novo tempo se abre.
Novos líderes nascem do caos, e até o extermínio se torna semente.
Porque ali, naquele mesmo monte, surge um vestígio…
Pequeno, quase imperceptível
Mas suficiente para lembrar que até a mais cruel das danças era, no fundo, apenas o recomeço.
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