Veio e Passou como um Cometa
“Um dia vou descobrir porque desejei tantas coisas passageiras, fiz tantas coisas inúteis, e escutei tantos papos-furados.”
Até um extrato de tomate consegue ser mais concentrado do que aquele que se diz compromissado, mas na realidade se dispersa facilmente com assuntos do seu interesse.
É uma pena que eu não tenha um botão de delete pra tirar você da minha vida, do meu coração e da minha cabeça.
O término de um relacionamento é igual celular roubado. Fica murmurando e falando sobre, até comprar outro mais moderno.
Toda manhã recebo mais uma oportunidade de fazer diferente.
Um Recomeço.
Na oportunidade evitarei o erro.
Vivo um romance psicológico
inigualável morando num carrossel
de perguntas sem respostas,
Não tem como não negar
que a gente combina por dentro,
Se de longe isso é percebido,
imagino como deverá ser quando
estivermos perto um do outro.
Admito o estupor labiríntico vertiginoso
em estado de alta costura poética,
em nome do desejo efervescente
renovado constantemente
pelo lance ignescente, sedutor
ou talvez até mesmo perigoso,
desta anatomia metafísica
que sutil ocupa constante a derme
com eflúvio vibrante e perene.
O verbo sardanapalesco tem como
rito costurado os meus poros
para receber os teus poderosos,
e tornar-me a habitante dos sonhos,
que cuida e eleva os teus impulsos,
Com sabor de Goiaba-serrana
para trazer sorriso com gosto -
para a rendição do teu corpo todo.
Posso tentar me distrair, em uma roda com amigos, com um copo de bebida, mentindo para mim mesma que isso é tudo que eu preciso. Mas quando a solidão vem, quando eu tenho realmente tempo de pensar em mim, eu vejo que me falta algo: você. Tentei esquecer, substituir, mas quando nossas almas se tocaram, nossos laços se uniram para sempre. Qualquer tentativa de esquecimento é em vão, é vazia, porque meu amor, nós fomos feitos um para o outro. E quem sabe um dia a gente se encontra novamente em circunstâncias diferentes, mais maduros e também mais conscientes. Sabemos que apesar tudo, nosso amor foi feito para dar certo, e é por isso que nos desencontramos e nos encontramos tantas vezes...tantas diferenças, mas não sabemos viver um sem o outro.
Da mesma forma que temos dificuldades em aceitar as diferenças um do outro, os erros e medos que tantos nos prejudicam, nós também não sabemos viver um sem o outro. E é por isso que depois de tantos desencontros, nós damos um jeito de nos encontrarmos novamente. Mesmo quando estamos separados, em momento algum eu deixo de te amar. Meu pensamento sempre se direciona a você...
Muitos podem passar pela minha vida, mas você é diferente. Você marcou um pouco mais minha trajetória. Talvez seja por isso que ainda penso em você e não consigo te deixar para trás.
Disseram-nos a vida inteira que o amor é uma construção, um edifício que se levanta tijolo por tijolo. Mas ninguém avisa que, quando um grande amor se vai, a estrutura não desaba de uma vez. Ela fica lá. A casa esvazia, as luzes se apagam, mas as paredes continuam de pé, guardando o eco de uma voz que já não mora ali.
A dor de perder um grande amor não é a ausência física; é a insistência da memória. É você pegar o telefone para contar uma piada boba e lembrar, no meio do caminho, que aquele número mudou de dono, ou que aquela tela já não vai acender com o nome que te fazia sorrir na correria do dia. É ir ao supermercado e, por puro automatismo, pegar o doce favorito do outro, para depois devolvê-lo à prateleira com um nó na garganta.
A gente tem a tendência de achar que a superação é uma linha reta, um processo bonito onde cada dia dói um pouco menos. Não é. Tem dias em que você acorda se sentindo o rei do mundo, pronto para recomeçar. E há tardes de domingo em que o cheiro da chuva ou uma música qualquer no rádio te jogam de volta para o fundo do poço. E tudo bem. Sentir essa oscilação não é fraqueza; é o preço que se paga por ter tido a coragem de amar de verdade num mundo onde quase ninguém se arrisca.
A verdadeira motivação depois de uma perda dessas não vem de frases de efeito ou de conselhos clichês de quem vê de fora. Ela vem de um pacto silencioso que você faz com o espelho.
O amor que você dedicou a outra pessoa não sumiu no espaço: ele voltou para a fábrica. Ele ainda está aí dentro de você. Toda aquela capacidade de cuidar, de rir, de planejar o futuro e de se entregar... aquilo é seu, sempre foi seu. O outro foi apenas o canal por onde você jorrou a sua própria luz.
Perder um grande amor rasga a nossa pele, expõe as nossas fragilidades, mas também limpa o terreno. Você não precisa esquecer o que viveu, nem fingir que não importou. Importou sim. Foi lindo, foi gigante e agora faz parte da sua história. Mas é apenas um capítulo, não o livro inteiro.
Vencer essa dor não é encontrar alguém na semana seguinte para tapar o buraco. É olhar para o vazio, entender o tamanho dele e ter a paciência de ir preenchendo o espaço com amor-próprio, com café fresco pela manhã, com novos projetos e com o silêncio que antes assustava, mas que agora passa a acolher.
Você vai voltar a sorrir sem peso na consciência. Vai voltar a olhar para o futuro sem medo do fantasma do passado. O amor da sua vida não era o outro; o amor da sua vida é a sua própria capacidade de continuar vivo, sentindo e pulsando, mesmo depois de ter o coração partido.
Respire fundo. A vida continua te esperando lá fora, e ela ainda tem coisas muito bonitas para te apresentar. Dá tempo ao tempo. Você vai ficar bem.
A maior ilusão que carreguei no peito foi acreditar que a intensidade de um sentimento bastava para segurar o mundo. Eu tive a chance de caminhar ao lado de uma mulher extraordinária; sua alma transbordava generosidade, os olhos sorriam antes dos lábios e a presença trazia uma calmaria que nenhum lugar do planeta conseguiu repetir. No entanto, caí na armadilha mais antiga do coração humano: a zona de conforto do afeto garantido.
Quando o destino coloca a pessoa certa na nossa jornada, a mente sabota a realidade fazendo parecer que o amanhã é eterno. Deixei de notar os pequenos silêncios dela. Ignorei os cansaços mudos, achando que o laço que nos unia era indestrutível. O erro cometido por quem ama demais costuma ser o orgulho bobo de achar que o outro suportará qualquer ausência, qualquer deslize, só porque fomos rotulados como almas gêmeas. O apego cega a percepção.
A vida pune severamente essa negligência. O universo não tolera o desperdício de milagres cotidianos. Em um amanhecer qualquer, a linha invisível que nos conectava simplesmente se rompeu, não por falta de carinho, mas pelo peso dos desencontros acumulados que a rotina disfarçou. Vê-la partir quebrou o espelho do meu egoísmo.
Aprendi da forma mais dolorosa que os encontros celestiais exigem manutenção terrena. Ficar longe de quem completa nossa essência transforma os dias em mera contagem de tempo. Hoje, guardo as lembranças como joias trancadas na memória.
Se o fio que prende você ao seu par ideal ainda permanece intacto, cuide de cada centímetro dele agora, pois o amanhã costuma ser um mestre cruel que ensina o valor do abraço apenas através da saudade vazia.
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