Veio e Passou como um Cometa

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“Siga em frente, continue, minta estar bem, como se nada realmente importasse.”

Tudo na vida passa , assim como o amor .

E se eu errar? Ah, arquiva aí como experiência.

Como só os amantes entendem o amor,
Só os poetas entendem a poesia.
Tem o sentido que o coração impor
E expressa a mais real fantasia.

Assim como o vento retira delicadamente as folhas secas das árvores para que novas possam ocupar o lugar, o tempo leva as lembranças que não fazem mais sentido na nossa vida para podermos vivenciar novas experiências.

Uma pipa no céu...
A vida exige leveza, assim como a viagem. A estrada fica mais bonita quando podemos olhá-la sem o peso de malas nas mãos.

Seguir leve é desafio. Há paradas que nos motivam compras, suplementos que julgamos precisar num tempo que ainda não nos pertence, e que nem sabemos se o teremos.

Temos a pretensão de preparar o futuro. Eu tenho. Talvez você tenha também. É bom que a gente se ocupe de coisas futuras, mas tenho receio que a ocupação seja demasiada. Temo que na honesta tentativa de me projetar, eu me esqueça de ficar no hoje da vida.

Os pesos nascem desta articulação. Coisas do passado, do presente e do futuro. Tudo num tempo só.

Há uma cena que me ensina sobre tudo isso. Vejo o menino e sua pipa que não sobe ao céu. Eu o observo de longe. Ele faz de tudo. Mexe na estrutura, diminui o tamanho da rabiola, e nada. O pequeno recorte de papel colorido, preso na estrutura de alguns feixes de bambú retorcidos se recusa a conhecer as alturas.

O menino se empenha. Sabe muito bem que uma pipa só tem sentido se for feita para voar. Ele acredita no que ouviu. Alguém o ensinou o que é uma pipa, e para que serve. Ele acredita no que viu. Alguém já empinou uma pipa ao seu lado. O que ele agora precisa é repetir o gesto. Ele tenta, mas a pipa está momentaneamente impossibilitada de cumprir a função que possui.

Sem desistir do projeto, o menino continua o seu empenho. Busca soluções. Olha para os amigos que estão ao lado e pede ajuda. Aos poucos eles se juntam e realizam gestos de intervenção...

Por fim, ele tenta mais uma vez. O milagre acontece. Obedecendo ao destino dos ventos, a pipa vai se desprendendo das mãos do menino. A linha que até então estava solta vai se esticando. O que antes estava preso ao chão, aos poucos, bem aos poucos, vai ganhando a imensidão do céu.

O rosto do menino se desprende no mesmo momento em que a pipa inicia a sua subida. O sorriso nasceu, floresceu leve, sem querer futuro, sem querer passado. Sorriso de querer só o presente. As linhas nas mãos. A pipa no céu...

Minha vida não saiu como planejei, mas ainda é a minha vida.

Se ao menos houvesse uma invenção que engarrafasse uma memória, como aroma. E que nunca esmaecesse, nunca azedasse. E que, se a pessoa quisesse, poderia desarrolhar a garrafa e seria como viver aquele momento todo outra vez.

A comida sem tempero é como a vida sem paixão: não tem sabor e desconhece-se o prazer.

Eu seguro com tanta força na mão das pessoas, como se elas fossem a unica saída pra tudo. Mas elas me soltam, e eu caio de joelhos no chão.

Os olhos são sentimentos da natureza,
Ora são tristes,
Ora brilham como Sol.
Os olhos tem linguagem, linguagem da verdade.
Os olhos são a alma.
Aprisionam o verdadeiro espírito do ser.
Os olhos são puros e inocentes,
Escondem transparecendo os desejos.
Os olhos enxergam a vida e imaginavelmente mudam a verdadeira verdade

Penso que deveríamos viver a vida como, as poesias de felicidade, de amor, de alegria, penso que ser poeta e ser eterno, ser imortal, porque somos imortais.

O corvo...

Símbolo lendário de maldição...
De cor negra como a escuridão...
A tudo calado observa...
Lentamente caminhando na multidão...

É temido por onde passa...
É sinal da peste que mata...
Mísero de beleza...
Ele vaga...

Sua sina é arrebatar...
Corpos distorcidos...
Em latente agonia...
Buscar...

Não faz distinção...
A todos aponta sua mão...

Terrível pensar...
Na forma cruel que tudo pode terminar...

De horizonte em horizonte despreza o ontem...
Para o amanhã que talvez não irá chegar...

Olhe ao fundo da taça que lhe ofereço...
Siga meu conselho com apreço...
Aproveite enquanto pode...
Na chegada da hora certa...
O corvo vem lhe buscar...

Eu já passei por isso. De primeira vai doer, mas te garanto que vou ficar bem, como sempre acontece.

⁠Somos como uma peça de quebra cabeça, encaixamos perfeitamente,mas as vezes não sabemos se estamos no lugar certo⁠.

Como posso viver, sonhar e até mesmo planejar algo, se o meu maior plano que era ter você comigo fracassou; explique-me o sentido da vida, por que sofremos em nome desse tão falado amor, o que ele realmente representa para nós?
Será um simples momento que nós seres humanos criamos para bloquear nossos medos? Ou isso já nasceu antes desse mundo ser formado? Será que isso não é perfeito?
“Afinal, nós que desenvolvemos esse sentimento que denominamos amor, mais o amor verdadeiro está escondido de nós, ele está nós mais altos céus escondido de nós simples mortais

Como podem mentir sem mesuras
Disseminar conjecturas
Escanear meias figuras
Tornando em fatos mentiras puras?

Como podem alarmar em silêncio
E furtivamente matar o bom-senso
Sem perguntar-me se quer o que penso
E me vendo chorar nem me cedem um lenço?

Eu não vou abrir mão de dizer
Quem me suga haverá de saber
Na seiva do bem o mal há de gemer
E carrapato não sabe correr

O que produz beleza enquanto dançamos é a maneira como nos sentimos. A beleza que transmitimos enquanto dançamos não vem só do nosso corpo, mas do espírito que veste o corpo, da aura da atuação, de dentro da bailarina.

QUANDO DANÇAMOS COM PRAZER O QUE IMPORTA É A MANEIRA COMO USAMOS O CORPO.

JUSTIÇA


Falar de justiça num país como o Brasil é fácil, já que todos os dias abrimos os jornais, revistas e as janelas da TV, e lá estão, cenas e imagens dignas de julgamento e muitas vezes de condenação. Falar é fácil, no entanto, presenciar um ato como esse é que se torna cada dia mais raro, é como caçar borboletas nas zonas urbanizadas pelos edifícios e suas sombras.

Sombras essas, que encobrem a vergonha e a dignidade de um povo subjugado pelo governo ambicioso e indiferente às questões sociais. Não quero com isso lançar toda a culpa de um mundo caótico nas costas dos governantes e líderes (que não deixam de ter suas parcelas de culpa), e sim, levar você a refletir, de alguma forma, e sem intenção de condená-lo, se algum dia deixou de ser justo com alguém que não merecia castigo, ou tornou-se conivente a um erro que trouxe dano a alguém só pra não discordar de um amigo.

Quem nunca presenciou um ato de vandalismo, ou uma negligência no trânsito, uma omissão de socorro, ou qualquer outro caso que nos deixa irados como um vulcão em erupção? Quem nunca se sentiu assim, quando se deparou com noticiários do tipo: “Jovens de classe média alta ateiam fogo num mendigo”, ou ainda, “Playboys espancam jovem até morrer após noitada em boate”, ou, “Babá agride criança de 9 meses”, e a mais recente de todas, “Pai e madrasta são acusados pela morte da menina Isabella”?

Todos essas tragédias sociais são ocorridas dias após dias, meses após meses, anos após anos. Mudam-se personagens, antagônicos ou não, mudam-se enredos, mudam-se endereços, classes sociais e parentescos, só não muda o juízo. Final este, que já passa da hora da mudança. O povo clama por justiça social, igualdade e fraternidade. Queremos ver os culpados recompensados por seus atos. Queremos um mundo mais harmonioso e pacífico.

Mas se queremos paz, a começar por nós. E se amor, amaremos nós. E se perdão, perdoaremos nós. E se justiça, cabe a nós a moderação e a honestidade a fim de obtermos o direito à liberdade tão idealizada. A começar por nós, nos pequenos acontecimentos do dia, a renovação da mente e a oportunidade de fazer alguém feliz. Deixe os influentes engravatados em seus arranha-céus aprisionados, enquanto nós, saímos à busca da borboleta azul, quem sabe entre um prédio e outro não a encontramos.

Os vencedores veem os problemas como outra maneira de provar-se a si mesmos. Os problemas nunca são verdadeiros impedimentos e se você não tem nenhum problema, então é porque não tem nenhum negócio para gerir.