Veio e Passou como um Cometa
"Como de ti já não tenho nada, resta-me fechar as portas e desejar que encontres o que queres no caminho que escolheste."
As vezes sinto como se meu coração fosse feito de vidro, que a muito tempo foi quebrado. Ainda hoje junto cacos na esperança de um dia senti-lo completo novamente.
Mas sabe como é, ou você se absolve em algum nível ou vai passar o resto dos dias odiando você mesmo. E o que eu aprendi com isso tudo? Não sei. Talvez que todos nós cometemos erros. Afinal, somos todos humanos. Alguns, à sua estranha maneira.
(Contra o mundo)
Saudade é como vinho, que embriaga e deixa bobo quem dele toma, deixa confusão na cabeça da gente e faz pensar que não resta nada de nós.
Do sonho acordei, olhei
Pensei como será o dia, me desapontei
O céu está azul? Nublado? Ensolarado?
Está como um dia qualquer.
Porque tem um rocha no meio do meu caminho?
Lembrei que coloquei lá para me limitar
Limite que comecei a aceitar
Limite que eu tive que aceitar.
Passo o dia me perguntando como seria diferente
Minha cabeça começa a pedir socorro
E uma voz distante diz que "ficará tudo bem..."
Mas um grito forte diz "você sabe que não!"
Eu sei.
Repouso minha cabeça no chão.
Fecho meus olhos, estou com frio.
Mas estou bem agora
O céu está azul? Nublado? Ensolarado?
Está tudo bem agora.
Como na bela e a fera
Você me carrega em suas mão
Uma garota delicada e meiga
Que me arruina e me intriga
Como pode algo delicado
Ser tão mal como a flor que me domina
O bom gerenciamento consiste em mostrar às pessoas medianas como fazer o trabalho de pessoas superdotadas.
CONVIVÊNCIA NEGRA
Falar de consciência negra sem reconhecer nossa própria origem é como existir sem memória. É repetir discursos prontos sem permitir que a história atravesse a pele, o sangue, a identidade. É tentar celebrar algo que ainda não se entendeu, que ainda não se reconheceu, que ainda não se honrou.
Consciência negra não é só uma data, não é só um post. É memória viva. É ancestralidade pulsando em cada gesto, cada corpo, cada território que guarda marcas de resistência. É olhar para nós mesmos e enxergar o que o mundo tentou apagar. É permitir que a história antes silenciada volte a respirar.
Sem consciência da própria origem, tudo vira superfície. Vira celebração vazia, vira homenagem incompleta. Porque só entende o presente quem se permite mergulhar no passado inclusive o que dói, o que pesa, o que foi arrancado.
Ter consciência negra é lembrar que somos continuidade. É saber que cada sorriso, cada conquista, cada espaço ocupado hoje é resultado de caminhadas que vieram muito antes de nós. É reconhecer que a memória é um direito, uma raiz e um farol.
Não existe consciência sem memória.
E não existe memória sem coragem.
Consciência exige memória.
Memória exige humanidade.
E humanidade exige coragem para ver, ouvir e honrar o que fomos, o que somos e o que ainda seremos.
Humanos — mas só completos quando não esquecemos de onde viemos.
20 de Novembro 2025
Eu não sou como a maioria.
Eu penso demais.
E, às vezes, isso é bênção — me faz enxergar detalhes que quase ninguém vê, sentir o que os outros passam batido, perceber nuances que o mundo ignora.
Mas, em outros momentos, pensar assim parece uma maldição.
Porque minha mente não desliga.
Ela revisita tudo o que vivi, tudo o que falei, tudo o que ouvi.
Cria cenários que nunca aconteceram, ressuscita dores antigas e inventa novos motivos para eu me preocupar.
Eu analiso, questiono, reconstruo, desmonto…
e acabo me perdendo no labirinto dos meus próprios pensamentos.
É cansativo carregar uma cabeça que nunca descansa.
É exaustivo sentir tudo com essa intensidade que ultrapassa o limite do corpo.
É difícil ser alguém que sente antes de entender e que entende antes de conseguir explicar.
E sabe o que dói?
O mundo espera praticidade, pressa, respostas rápidas e emoções fáceis.
Mas eu sou feita de profundezas.
De camadas.
De silêncios que falam mais do que eu consigo colocar em palavras.
Eu não sou como a maioria.
E, em dias bons, isso me faz única.
Mas, nos dias ruins…
isso pesa, dói, sufoca — como se eu carregasse um universo inteiro dentro de mim, implodindo em silêncio.
E ainda assim, sigo aqui, tentando transformar essa intensidade em algo que não me destrua,
mas que me torne alguém capaz de sentir o mundo de um jeito que poucos conseguem.
3 de dezembro de 2025
Ressurreição Silenciosa
Eu tenho vivido como quem caminha entre escombros — tentando juntar os pedaços do que sobrou de mim, tentando entender onde foi que o brilho se perdeu. Às vezes, sinto o cheiro do fim antes mesmo de acordar, como se o dia viesse com um aviso: hoje vai ser pesado de novo. E é.
É como viver dentro de um corpo que não responde, uma alma que não sente, um coração que cansou de pedir socorro.
Já tentei gritar.
Aos céus, ao travesseiro, ao silêncio.
Já segurei a própria garganta, tentando expulsar a dor por onde pudesse sair.
Mas meu grito nunca teve som — só ecoava dentro de mim, como um trem desgovernado, como a música que eu sempre escolho porque fala a língua da exaustão que carrego.
E mesmo assim… Deus ouviu.
Eu pedi anjos, Ele me enviou pessoas.
Gente que consegue me alcançar quando ninguém mais vê, que percebe minha ausência mesmo quando estou presente, que insiste em me segurar quando tudo em mim está escorregando.
Eu não sei agradecer, não sei sorrir do jeito que gostaria.
Quimicamente, emocionalmente, fisicamente, estou esgotada.
Mas por dentro, há gratidão — quieta, mas viva.
No meio desse caos organizado que sou — dessas ideias que nascem de sentimentos embolados, dessas certezas plantadas num chão de dúvidas — eu tento existir.
Mas confesso: às vezes, viver dói.
Respirar dói.
Levantar dói.
Ser forte por quem precisa de mim dói ainda mais.
É um dilema cruel: enquanto luto para não desistir de mim, preciso ser força para quem enfrenta batalhas visíveis, enquanto as minhas são todas internas.
E, mesmo assim, algo em mim insiste.
Uma faísca minúscula, quase apagada, mas ainda ali.
Talvez seja fé.
Talvez seja o amor pelo meu filho, meu potinho de mel, que um dia segurou meu dedo como quem segurava meu futuro inteiro.
Talvez seja o desejo de deixar algo meu — um conselho, um afeto, uma verdade — que permaneça quando eu não conseguir mais permanecer.
Eu não quero romantizar nada.
O que eu vivo é bruto, cru, real.
É depressão, ansiedade, burnout, dor física, dor emocional, dor espiritual.
É anedonia.
É o vazio que engole até o que era mais bonito em mim.
Mas ainda assim… há algo aqui dentro que se recusa a morrer.
Talvez eu seja mesmo uma fênix cansada.
As asas queimadas, o peito em cinzas, a voz quase sem som.
Mas ainda assim… cinzas não são fim.
São começo.
Então, Deus, se por acaso ainda houver em mim qualquer sopro de recomeço, qualquer possibilidade de renascer, eu te peço:
seja bálsamo para as minhas dores, sustento para a minha alma.
Me ajude a ressurgir.
A encontrar no silêncio um pouco de paz.
A reconstruir o sorriso que perdi pelo caminho.
A reencontrar a luz que um dia brilhou nos meus olhos.
Porque, mesmo que eu não me sinta viva todos os dias,
mesmo que eu caminhe tropeçando entre sombras,
eu ainda acredito — lá no fundo —
que a fênix que existe em mim ainda pode se levantar.
Nem que seja devagar.
Nem que seja quase sem forças.
Nem que ninguém veja.
Mas eu…
eu ainda quero renascer.
10 de Dezembro 2024
Devocional
Hoje, uma palavra na minha devocional me atravessou. Não como conforto imediato, mas como espelho. Ela trouxe à memória cenas de injustiças — aquelas que vemos acontecer entre pessoas, aquelas que nos atingem diretamente e até aquelas que apenas assistimos à distância. Cobranças excessivas, falácias disfarçadas de verdades, julgamentos lançados com facilidade. E quase sempre reagimos com indignação. Achamos absurdo. Injusto. Condenamos quem condena.
Mas, nesse movimento, algo me foi revelado: eu esqueço de olhar para a pessoa que mais me julga.
Sou eu.
Sou eu quem mais me cobra. Quem mais aponta meus erros. Quem revisita falhas antigas como se fossem sentenças eternas. Sou eu quem, em vez de reconhecer qualidades, insiste em enumerar defeitos. Quantas vezes fui carrasca de mim mesma? Quantas vezes fui juíza severa, algoz silenciosa, aplicando penas sem direito a defesa?
Eu não me deixo descansar. Não me concedo pausa. Não me permito respirar antes mesmo que qualquer ataque externo exista. Muitas vezes, o tribunal já está armado dentro de mim, e a sentença já foi proclamada antes que alguém diga qualquer coisa.
Carrego um dilema interno diário: julgo como erro aquilo que talvez seja apenas humanidade. Trato processos como fracassos. Transformo aprendizado em culpa. E vivo me antecipando à dor, como se isso me protegesse — quando, na verdade, só me cansa.
Essa reflexão não nasce para me absolver sem consciência, mas para me lembrar que justiça também começa no modo como me trato. Que misericórdia não é permissividade, é entendimento. E que talvez o maior ato de fé seja aprender a silenciar essa voz acusadora e permitir que a graça — inclusive sobre mim — tenha espaço para existir.
Hoje, mais do que apontar injustiças no mundo, eu escolho observar como tenho sido comigo. Porque, muitas vezes, a batalha mais dura não é contra os outros — é contra a forma como aprendi a olhar para mim mesma.
13 de Janeiro 2026
"Seja tão simples como você pode ser, você ficará surpreso ao ver o quão simples e feliz sua vida pode se tornar."
Nos corrompemos com os sonhos dos bens materiais, jogamos a ética e a moral no lixo. Como cobrar excelência de comportamento da juventude?
Exatamente como a árvore do outono que não sente o perder de suas folhas nem quando a chuva, a geada e o sol lhe resvalam pelo tronco, e a vida se retira para o mais íntimo e recôndito de si mesma. Ela não morre. Espera.
(Demian)
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