Veio e Passou como um Cometa
O amor romântico é necessário. Nenhuma relação se sustenta sem sonho e sem um pacto de mútua sedução contínua. Quando há realmente o amor romântico na relação de um casal não existe nem mesmo hierarquia.
A Via Láctea dança o Kwadril,
refletida sobre o Rio Roseau,
e a gente também, de um jeito
que Santa Lúcia jamais viu.
A ventania acaricia a Calabash
e a frondosa Mahot Cochon,
e você, com este olhar, me traz
de um jeito delicioso e bom.
Quero conversar com você
depois que a festa terminar,
e ajustar o tom feito para amar.
Estou o tempo todo a embalar,
e tenho certeza que você também;
algo entre nós está a começar.
Percebo que casais muitas vezes brigam porque falta um círculo genuíno de apoio para eles. Esse comportamento de ficar feliz porque um casal está em desentendimento alimenta a violência. Apoiem os casais a serem felizes!
Fingir que não sente parece ser o melhor remédio para a dor,
mas é um truque enganoso,
que só envenena a alma.
A dor não desaparece quando escondemos o que sentimos.
Ela precisa ser acolhida, compreendida
e, aos poucos, transformada em força.
Não permita que a mágoa faça morada no coração.
Perdoar não significa esquecer o que aconteceu,
significa escolher não carregar para sempre
aquilo que um dia tentou destruir você.
Helaine Machado
Eu não pedi que você ficasse.
Há um momento exato em que o amor deixa de ser tragédia
e passa a ser apenas clima.
Como garoa em roupa esquecida no varal.
Como cheiro de cigarro preso no banco de um carro antigo.
Como aquela dor de cabeça que já não preocupa ninguém
porque aprendeu a morar no corpo.
Você arrumava as coisas lentamente
e eu pensei, com uma serenidade quase ofensiva:
ela finalmente cansou de mim.
Não de mim inteiro —
isso seria grandioso demais —
mas desse homem pela metade
que chega do hospital cheirando antisséptico e cidade,
que fala de literatura latino-americana
como quem tenta salvar alguma dignidade do mundo,
que coleciona moedas estrangeiras
porque nunca conseguiu pertencer completamente ao próprio país.
Escorei no Renault noventa e um.
O carro estalava baixo, esfriando o motor,
como um animal velho respirando durante o sono.
Acendi um tabaco ruim.
Misturei mate uruguaio no fumo.
Não por boemia.
Nem estética.
Por superstição.
Alguns homens rezam.
Outros adulteram o cigarro.
Você passou por mim sem dizer nada
e eu gostei disso.
As grandes despedidas são profundamente constrangedoras.
Ninguém deveria transformar amor falido em espetáculo.
Pensei em Manuel Bandeira olhando janela de pensão barata.
Pensei em Benedetti entendendo tarde demais
que Montevidéu sempre foi uma maneira elegante de sofrer.
Pensei em Clarice,
naquela coisa terrível dela de perceber a alma das coisas
até quando elas já estavam mortas.
E então percebi uma coisa pequena,
quase ridícula:
eu tinha sobrevivido tempo demais.
Sobrevivi aos problemas.
Às cobranças que pareciam ser infinitas.
À vergonha de pedir ajuda.
À escola sugando meus últimos gestos humanos.
À fumaça.
À exaustão.
À sensação humilhante de fracassar devagar.
Sobrevivi até mesmo à esperança,
o que talvez seja a forma mais adulta de tristeza.
Você abriu o portão.
O barulho do ferro ecoou na rua vazia
como ecoam certas decisões irreversíveis:
sem dramaticidade,
apenas definitivas.
Eu poderia dizer que ainda te amava.
Mas seria inútil.
O amor, às vezes, não acaba.
Ele apenas perde utilidade prática.
Então fiquei ali,
encostado naquele Renault cansado,
fumando um cigarro adulterado com erva estrangeira,
olhando você ir embora
como quem observa um país desaparecer pelo retrovisor.
Sem raiva.
Sem poesia suficiente.
Sem salvação.
Só aquela melancolia fronteiriça
dos homens que aprenderam tarde
que viver também é perder território.
Ela cansou.
Cansou de acreditar
que as pessoas poderiam mudar.
Que um dia iam olhar pra ela
e ver o valor que ela sempre viu nelas.
Cansou de esperar respeito
que nunca chegava.
De esperar um "eu gosto de você"
que morria na garganta dos outros.
Cansou da humilhação.
Da ironia disfarçada de brincadeira.
Do tom de voz que diminui.
Da mão que aponta e do dedo que acusa.
Cansou de mendigar amor.
De mendigar atenção.
De se fazer pequena pra caber
no espaço apertado que davam pra ela.
Ela conviveu com gente
que só sabia agredir.
Que só sabia diminuir.
Que tratava com falta de respeito
como se fosse normal.
Mas um dia ela entendeu:
Amor não se implora.
Respeito não se pede duas vezes.
E quem gosta de verdade, cuida.
Então ela parou.
Parou de esperar.
Parou de provar.
Parou de sangrar pra ver se alguém notava.
E começou a se escolher.
Porque ela cansou dos outros.
Mas não cansou de si.
E agora ela caminha sozinha,
mas de cabeça erguida.
Porque quem aprende a se respeitar,nunca mais aceita menos.
Se você possui uma inteligência ou um nível de consciência elevado, precisa compreender que nem todos estão preparados para ouvir o que você enxerga com clareza e que muitos preferirão uma mentira confortável a uma verdade inconveniente.
A justiça de Deus nunca falhará. Pode parecer que a injustiça venceu por um tempo, que pessoas erradas prosperaram ou que aquilo que você sofreu ficou sem resposta. Mas Deus vê o que ninguém vê, conhece a verdade..."
A sua pior versão não foi capaz de impedir o amor de Jesus por você.
Um engano comum e triste é pensar que Jesus não nos amaria por causa de nossa versão ruim, por causa de erros cometidos ou pecados que fizeram ou fazem parte de nossa vida.
Na verdade, é o oposto: é na versão ruim do ser humano que o amor de Jesus se manifesta de forma mais intensa, através de Sua graça, não oferecendo apenas acolhimento, mas perdão e transformação. Jesus nunca rejeitaria um coração quebrantado que deseja ser redimido.
Um capítulo ruim de nossa jornada não define o nosso final quando depositamos nossa fé e esperança no próprio autor da vida.
Em um mundo de valores invertidos, a liberdade precisa ser conquistada. Não à toa, muitos escolhem voluntariamente uma prisão confortável, desde que o risco fique por conta dos outros.
Em um mundo onde tantos se perdem por riquezas que perecem, feliz é quem se encontra rico da graça e dos favores eternos de Deus.
Ser cristão não é ostentar um nome, mas carregar uma cruz. Não é proclamar com os lábios o que a vida se recusa a confirmar. O verdadeiro discípulo é reconhecido não pelo que diz crer, mas por quanto de Cristo transparece em seus passos, pois quem segue a Cristo de fato, O imita em tudo.
Não é sobre a quantidade de livros lidos, mas sobre o quanto cada um deles foi capaz de transformar você.
Sfj,reflexões
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