Veio e Passou como um Cometa
Aloysio Zaluar foi um dos maiores e autênticos artistas cariocas. mais geniais de seu tempo, com suas obras que focam na imortalização da tradição urbana carnavalesca violenta dos grupos dos Clovis de Sepetiba no RJ. Mestre Zalu, retratou e imortalizou o carnaval como disputa urbana da classe pobre, longe do foco das Escolas de Samba para os gringos vêem. A cultura carnavalesca visceral do cotidiano da violência carioca. Um gênio, em termos de cultura será redescoberto e valorizado para as próximas gerações.
A homossexualidade desde a infância para o menino nem sempre é um indicativo psicológico e hormonal assertivo para migração de gênero. Está é a maior barreira enfrentada para os que optam por seguir os protocolos oficiais científicos e médicos da transformação. Afinal por um simples e visível diagnostico profissional pertinente todo ideal e sonho de transformação, de quem erroneamente buscava se findará por completo e o pior o individuo terá que encarar a verdade e reaprender da melhor forma com isto.
Pela Lei da Vida, não pode haver julgamentos e nem sentenças quando se é verdadeiro. Cada um ser que possui a pureza de espirito para ser e viver como é independente dos valores e regras manipuladas pelos poderes da sociedade, não precisa de perdão pois já vive em si o sagrado todos os dias. Infelizes dos que se escravizam por presságios e fetiches que entorpecem cada vez mais a doce e natural realidade de viver como se é.
Para encontrarmos nossas respostas, para cada um conhecer a si mesmo é um trabalho extenso, intenso e constante. Temos que formular as perguntas, experiênciar vivencias e ler muitas idéias de grandes autores, com total liberdade investigativa de pensamentos. Cada qual não pode se definir por uma sentença midiática que estourou na geração rasa intelectual por um filme, que bem longe do que realmente significa, vive repetindo sem alma e sentido. Assim como a expressão "carpe diem" que foi escrita em original pelo poeta romano Horácio (65 a.C. – 8 a.C.). A expressão faz parte da obra Odes (Livro I, 11), onde a sentença completa em latim é "carpe diem quam minimum credula postero", que significa "aproveite o dia de hoje e confie o mínimo possível no amanhã".
Até para uma profissional e duradoura restauração de uma obra de arte, o particular precisa de um acompanhamento de quem tem vários anos de experiência no mercado de arte e de cultura. Por que assim, pode deparar com um mero recuperador, que vai fazer atrocidades estéticas com o item, ficando aparentemente bem bonita mas perdendo grande parte e muitas vezes, o seu total valor como obra de época, histórica, de arte ou item colecionável. O pior é que certas ações em alguns casos, são irreversíveis. o proprietário deixa de ter uma obra de valor para ter apenas uma bugiganga, decorativa mas sem valor algum.
Vivemos em um tempo de diminuição das diferenças, com a usual liberdade de expressão virtual. ficou bem mais claro que pensamos, vivemos e somos bem diferentes, com isto a renovada ação humanista é inclusiva. Desde as bipolaridades, os portadores do transtorno do Espectro Autista (TEA) como as variações sexuais de gêneros. Afastamos nos do certo e errado, como também do normal e especial, velhas posições de polarização doutrinarias acadêmicas, caíram por terra pela liberdade constitutiva humana de sermos todos únicos, sem o menor direito ético e moral de estabelecermos padrões conhecidos.
Não cedo minha escada a quem quer que seja, pois ela é única, personificada para cada um segundo suas jornadas e suas aspirações. No entanto, procuro ajudar a qualquer um, subir o primeiro degrau de suas escadas, que terá a altura e as dificuldades contidas em sua própria vida, em seu espirito e seu coração.
O autismo não limita as pessoas, pelo contrario em certos casos desenvolve um super foco e um fator recorrente de genialidade sobre um determinado assunto ou habilidade. O que limita, não o autista, mas a sociedade comum com quem ele convive é a desinformação, as superstições, as didáticas padrões e o múltiplos preconceitos não preparados do novo. E o pior que muitos poucos entendem como, o ser diferente luta dia a dia, para ser igual e receber o amor, o carinho e a atenção comum a todos, dentro de seu mundo divergente, tão especial.
O autismo é uma super capacidade objetiva de compreensão. Na verdade um super coeficiente mental de micro foco e atenção dirigida na questão que pensa, que capacita o individuo a encontrar e criar meios e modos de pensamentos nunca abordados tradicionalmente e com isto chegarem a resultados precisos e em menos tempo. Cada individuo tem a habilidade em um determinado campo de conhecimento, particularmente eu acredito que com as novas descobertas da física quântica contemporânea, em muito pouco tempo, algumas novas descobertas cientificas entrelaçaram muito mais com a espiritualidade do espirito nervoso do que questões meramente físicas neurobiológicas do individuo.
Os portadores da Síndrome de Savant que tem características de um talento acima da media, em uma o mais áreas do conhecimento, tais como memoria, arte e musica, observa se que estas três habilidades estão diretamente ligadas a matemática, sobretudo na área de calculo e a performance de resultados rápido e preciso, mas na maioria dos casos tem de alguma forma a presença do autismo. Alguns estudos científicos publicados sugerem que a mente dos portadores de Savant, não tem diferente capacidade mental dos portadores do TEA, na sua forma leve, e acredita que em ambos os casos tais super habilidades se desenvolvam pela capacidade de persistência, por meio de muitas horas de praticas e exercícios mentais prolongados, uma mente calculadora que nunca desliga.
A Síndrome de Burnout, é um estado anormal de exaustão física, emocional e mental resultante de estresse crônico no trabalho. A meu ver, sempre está ligada a uma concorrência mental comparativa de resultados, com outros trabalhadores próximos ou familiares. Na verdade, não necessariamente que estes índices de produtividade, existam fisicamente fora do individuo que concorre. Em muitos casos, estes ícones de resultados profissionais, podem ter sidos mau interpretados, projetados e mesmo inventados como alto parâmetro de eficácia. Mesmo diante a exaustão, os sintomas incluem cansaço extremo, negatividade, isolamento social e baixa produtividade, o que agravam o quadro.
Sempre alerto para o perigo do diagnóstico precoce, de uma criança com um suposto transtorno do espectro autista TEA, para não se tornar uma "sentença" que apaga toda a subjetividade e por seguinte uma melhor comunicação e uma maior compreensão do comportamento inclusivo. O "isolamento" autista não deve ser visto necessariamente como um déficit social, mas como uma forma particular de gerenciar as fronteiras de suas emoções sensíveis na permissão, contato e retirada. O objetivo, não é forçar o contato do autista para com pessoas a seu meio, mas sim respeitar o ritmo individual de cada pessoa e ampliar cada vez mais as possibilidades de contato, quando cada qual, se sentir seguro.
O descontrole pela ansiedade é um desconforto psicológico e biológico psicossomáticos comum a todos, os meninos e as meninas em nosso tempo mas as neurodivergencias, amplamente diagnosticadas como distúrbios, espectros e comportamentos, em uma nova concepção mais inclusiva e integral, em poder ser diferente, ainda bem que fez cair por terra com patologias sentenças e passaram a ser dificuldades que com muito amor, empenho, atenção e afetividades, conseguem na maior parte das vezes serem ser superadas ou melhor administradas. No caso do Espectro Autista, creio que vem como uma individualidade latente contra a Geração Gamer, de games que muitos apontam como G2, que acaba gerando um isolamento em um mundo artificial só que eletrônico.
Ouço muitas vezes a pergunta, será que o transtorno do espectro autista TEA, vai um dia deixar de existir. Na minha modesta opinião, por ter acompanhado e estar acompanhando, de perto, certos casos de autismos, creio que não. No entanto creio que diminuirá em muito, de intensidade, até por que a família, a pedagogia, a terapêutica e a sociedade terá avançado para maior compreensão e melhor engajamento do autistas na vida comum, mesmo que fora da caixa. Como um comportamento diferente, a ser adaptado e normalizado por leis e direitos, como uma das "neuroidentidades" freqüentes contemporâneas.
Tenho um particular interesse nas minorias, e no caso do espectro do transtorno autista TEA, que pesquiso a vários anos, tenho um maior interesse nas entrelinhas da ocorrência em meninas e adolescentes, e subseqüente nos casos femininos. Um dos casos, que acompanho a mais de 10 anos, é o da "Julia" , e com ele, sua rotina e defesas, descortinou algumas das maiores explicações sobre o autismo. Desde cedo ela tinha preferencias fixas sobre alguns assuntos e objetos, por mais que tentávamos expandir para outros temas ela inconscientemente voltava para os antigos. Pela simples razão de serem mais seguros e não oferecerem novas explicações. Esta dificuldade em ousar, sempre me chamou muito a minha atenção. Mas hoje, tem mudado.
O inominável em todas as culturas é um só e é construtor geométrico e matemático de tudo na vida e de todos universos. Seu maior santuário é a própria natureza livre e soberba pois lá Ele sempre está. Tolos e todos são aqueles que edificam templos de pedras para o louvor a Seu nome, equivocam se em construírem uma gaiola de ouro para aprisionar o arco-íris, que não tem fim e nem começo, invariavelmente é.
Em um passado próximo pela pedagogia tradicional, todas as crianças recebiam um conjunto de ensinamentos padrão, igual para todas, para que no futuro pudessem optar por uma personalíssima formação. Com isto, muitos dos saberes aplicados eram desperdiçados pois nunca mais iam ver e nem aplicá-los para nada. Resultando em confusão. Hoje na pedagogia integral, o ensinamento básico comum a todos, não devem ultrapassar a vinte por cento e deixando oitenta por cento, individualmente de conhecimentos que a criança tem maior afinidade, interesse, facilidade e predisposição natural para mais se desenvolver tanto no campo profissional, pesquisador e no âmbito acadêmico cientifico.
Ninguém me deve nada, fiz o que podia fazer e se fosse hoje, faria mais um pouco. Me arrependo pelo que não fiz nunca pelo que fiz, por que faria um pouco mais, de novo. Vim a está vida para servir e nunca ser servido. Vim para amar os diferentes, carentes de amor. Só rogo que me respeitem, no meu jeito desprendido de ser, afinal cheguei aqui despido, fruto de um ventre materno morno e amoroso e de certo, uma hora irei embora, ao ventre da mãe terra, ao feliz lugar de reencontro de meus amados e queridos ancestrais.
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