Veio e Passou como um Cometa

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Quando gritou Cabral: "Terra a vista!",
Era um passarinho inocente.
Quando exclamou Dom Pedro: "Independência ou Morte!",
Era a coroa de louro do novo continente,
Nosso Brasil.
Quebraram-se as correntes,
Rugiu a onça, latiu o guará,
"Vós sois aquele varão", escreveu o padre sonhador,
Para aquele que versará,
Nosso Brasil
"Ela! minha estrela, viva e bela",
Sussurrou a doce voz.
Grandes eram seus sonhos,
Gigantes os seus caminhos,
Nosso Brasil.
Entretanto, pequenas suas vontades,
Minúsculos seus passos,
Tombou na preguiçosa tentação,
Anhanguera que lhe amarra os pés,
Nosso Brasil.
País que sobrevive à glória do passado,
Vive o resplendor do futuro!
Levanta a cabeça, Dona Majestosa,
Dança e canta:
No céu és a águia cinzenta,
No mar és o boto rosa,
E na terra, serpente amedrontadora!
O caminho do nosso Brasil
Terra do samba e do pandeiro,
Do chorinho e frevo,
Trevo de quatro folhas,
Nosso Brasil.
Terra do preto e branco,
Verde e amarelo,
Índio e europeu,
Africano e asiático,
Terra do brasileiro,
Nosso Brasil.
Continente formoso,
Vento que leva a folha do Ipê,
Onda que move o Velho Chico,
Nuvem que azul faz o céu da Cidade Maravilhosa.
Cristo nos abraça,
Brasil brasileirinho,
Nosso Brasil!

Eduarda,
sou completamente apaixonado por você,
não de um jeito comum,
mas de um jeito que acalma a alma
e ao mesmo tempo faz o coração incendiar.
Estou completamente fascinado por você,
pela forma como chegou sem fazer alarde,
mas mudou tudo em mim,
como a luz que invade a janela
e faz o mundo parecer novo outra vez.
Fui atraído pelo teu amor
como quem encontra o próprio destino,
e desde então,
meu coração não sabe mais caminhar sozinho,
porque ele se ligou ao teu
como se sempre tivesse pertencido ali.
Já não me interessa mais o tempo…
as horas perderam a pressa,
os dias ganharam sentido,
porque tudo que eu quero
é estar bem junto a ti.
Você é o silêncio que me entende,
é a paz que me encontra no caos,
é o abraço onde descanso minhas guerras.
Amada da minha alma,
és tu, Eduarda…
tu que habita em mim
como uma chama que não se apaga,
como um amor que não se mede,
como uma certeza que não se perde.
E se me perguntarem onde mora minha felicidade,
não apontarei lugares,
apontarei teu nome.

A ansiedade me prende em um mundo silencioso.
Grito por dentro, mas ninguém escuta.
E é nessa solidão que me afundo,
mesmo rodeado de gente.

"Este será mais um Dia dos Pais sem você… e a saudade não diminui.
Vejo as vitrines cheias de presentes, as pessoas falando sobre o que vão comprar, e eu só queria poder te dar mais um abraço.
Você foi, e sempre será, meu maior exemplo… meu porto seguro… o homem que me ensinou a sonhar.
Pai, se o céu tivesse telefone, eu ligaria só para ouvir sua voz e dizer que eu te amo.
Saudade não tem fim… e a minha só aumenta."

Saudade de pai é um vazio que não se explica, só se sente.
É olhar para o tempo e perceber que nenhuma lembrança é suficiente para preencher a ausência.
É lembrar da voz, do abraço, do jeito de cuidar... e sentir o coração apertar.
Saudade de pai é amor que não morre, apenas se transforma em lágrimas, em lembranças e em silêncio.

Houve um tempo que tentei esconder, que sufocava o que eu tinha dentro do peito, por eu não entender, tentava dar fim, durante um tempo achei que era a coisa certa, que seria mais fácil.
Mas nunca foi, tem dias que tudo se acalma, mas sinto aqui uma tristeza que dói, outros dias parece que tem um pássaro batendo as asas tentando se libertar do meu peito apertado… e penso… não faz sentido apertar o que nasceu para ser livre!
Hoje o sentido de tudo mudou, não vejo uma razão para tal aperto e não quero dar continuidade à nada que me torne uma prisão para tudo o que eu sinto.
Então desejo que ele encontre as respostas que tanto tem esperado.

Tem dias que nem sei mais quem sou. Me olho no espelho e vejo um reflexo apagado, cansado... distante do que um dia fui. Sinto que perdi o brilho no olhar, a força nas palavras, a vontade de lutar. Aprendi a esconder o que sinto, porque ninguém percebe mesmo. Ando por lugares que já me fizeram sorrir, mas agora só me dão vontade de sair correndo. Me pego lembrando de quem eu era — cheio de planos, de vida — e comparo com esse alguém que só sobrevive. Não sei se é tristeza, exaustão ou só um vazio que tomou conta... só sei que algo em mim se perdeu. E isso pesa mais do que consigo explicar.

"Desde que você partiu, carrego no peito, um vazio que nada preenche. Só quem sente, sabe a dor da saudade."

A ansiedade noturna é um tormento silencioso...
Quando tudo fica quieto lá fora, a mente faz barulho dentro da gente.
Os pensamentos se misturam, o coração acelera, e o sono parece um inimigo distante.
Você tenta se acalmar, mas a cabeça insiste em revirar tudo — o passado, o futuro, o que dói e o que falta.
E assim, a madrugada vira um campo de batalha que ninguém vê.




Feh Alvarenga

Eu gostaria que o tempo voltasse só por um instante, meu querido pai!
Apenas para sentir seu cheiro, escutar sua voz e te abraçar mais uma vez.
Era só mais uma vez, que eu queria, só mais um momento para guardar no coração.
A saudade que ficou é grande demais, para caber nas palavras.
Porque quando o amor é eterno, a ausência nunca deixa de doer.

É poder confiar e descançar, é poder baixar as defesas, saber que tem um lugar pra gente, que acolhe e protege! Terra firme quando retorna de um mar tempestuoso.

Hoje tenho um profundo respeito pela vida, nem sempre eu tive, mas hoje me encanto demais com a sua imprevisibilidade, com o movimento de ir e vir, de chegadas e partidas… horas somos alunos e horas professores, horas somos lições e horas somos presentes… ela muda conforme as nossas necessidades e aprendizados… isso é realmente algo profundo. As vezes somos verdadeiros ritos de passagem na vida de alguém, somos a razão para alguém evoluir, e depois de cumprida a missão, naturalmente tudo toma outro rumo, as pessoas se afastam, seguem suas vidas transformados para que outra pessoa possa apreciar a transformação e de alguma forma possa ser transformado também. Aquele que foi transformado segue transformando… e tem os que ficam, porque a missão é de se apoiarem, se espelharem com suas diferenças e se iluminarem nos momentos de escuridão, se equilibrarem com suas naturezas, nem sempre juntos, as vezes em afastamento, pois faz parte de algo que não pode ser compreendido, mas apenas sentido.

Se um sentimento é bom, não faz sentido que ele seja usado para sobrecarregar ou pressionar alguém a corresponder, mas sim tudo de bom que sentimos deve ser sentido em união com Deus. Só assim para não cair nas armadilhas do ego em querer exigir alguma condição para amar.

A ausência de pertencimento não gera rebeldia.
Gera silêncio.
E o silêncio coletivo é um indicador sistêmico de que a escuta falhou.


Tathiane Pereira
Pesquisadora Independente em Comportamento Humano
Autora da TECT | Fundadora do Voz da Sala

Entendimento do luto
Luto, palavra que carrega um peso enorme nas nossas mentes. Vivemos o luto quando uma grande mudança acontece em nossas vidas. Confundimos com perda, mas o luto é mudança, não finalização. Viver o luto envolve entender e aceitar mudanças que abalam o sentido da vida. De repente alguém que amamos ou algo que acreditamos muito, que lutamos para merecer ou que depositamos esperanças, não está mais lá, então tudo o que construimos encima disso se acaba, e fica um vazio, e esse vazio faz eco, esse eco vibra no coração e na mente a importância daquilo que mudou. Por um tempo desconectamos da luz, visitamos sentimentos opostos ao que sentíamos, questionamos tudo, lutamos para tentar voltar ao que era, mas nunca mais seremos os mesmos. Então aceitamos que nada permanece o mesmo, que nada realmente acaba, apenas muda de caminho, apenas segue o fluxo do que tem que ser. Muitas vezes fazemos o luto como sendo uma finalização, mas algo continua florindo e brotando, e sempre vai continuar, porque luto não é fim, é mudança, transição. E pode ser recomeço, ou um simples começo, porém nada fica igual após vivermos esse momento.
Seja como for, de alguém que partiu, uma separação ou afastamento de alguém importante, um trabalho especial… tudo que importa e de repente não está mais na nossa vida e por isso muda a forma como vivemos, é luto. Nosso corpo sente, nossa mente sabe, a alma não esquece, e dói, dói demais não ter mais algo que era tão importante. Mas a vida não permite que fiquemos estagnados, ela pede mudanças e sempre vai trazê-las independente da nossa vontade.
Nessa fase encontramos respostas que não procuramos antes. Entendemos a importância daquilo que vivemos depois que acaba, nos questionamos muito sobre o que deveríamos ter feito, ou e se eu tivesse feito diferente? E se eu não tivesse feito isso ou aquilo? E se eu tivesse ficado quieta? Questionamos tudo, mas é inevitável, precisamos lidar com a mudança, causada por nós ou pela vida. Não há o que fazer.

A obra O Homem e seus Símbolos, de Carl Gustav Jung, não é apenas um estudo psicológico, é um chamado ao despertar da consciência. Jung nos ensina que o maior desconhecido do homem não é o universo exterior, mas o universo interior.

Vivemos em uma época que valoriza o que é visível, mensurável e racional. Contudo, Jung revela que a psique humana é tecida por símbolos imagens que brotam dos sonhos, dos mitos, das religiões e até das experiências cotidianas. O símbolo não é fantasia; é linguagem da alma. Ele expressa aquilo que a razão ainda não consegue traduzir.

O homem que perdeu o diálogo com o invisível:
Quando o ser humano deixa de prestar atenção aos seus sonhos, ele perde o diálogo com o inconsciente. E ao perder esse diálogo, torna-se fragmentado. Jung ensina que o inconsciente não é inimigo; ele é complementar.

Assim como o dia precisa da noite, a consciência precisa do inconsciente. Negar essa dimensão é como tentar viver apenas com metade da própria alma.
Quantas decisões tomamos sem saber por quê?

Quantas reações exageradas revelam feridas não reconhecidas?
Jung nos ensina que aquilo que ignoramos em nós ganha força. O que não é iluminado, governa.

A sombra: o mestre oculto:
Entre os ensinamentos mais profundos está o conceito da Sombra. A sombra não é maldade pura; é tudo aquilo que recusamos aceitar em nós. Medos, invejas, desejos, fragilidades.
O problema não é possuir sombra todo ser humano possui. O problema é projetá-la no mundo.

Quando acusamos o outro com intensidade desproporcional, muitas vezes estamos enxergando nele o que reprimimos em nós. A verdadeira transformação começa quando temos coragem de dizer:
“Isso também vive dentro de mim.”
Esse reconhecimento não nos diminui nos torna inteiros.

Individuação: tornar-se quem se é
Jung ensina que o objetivo da vida psíquica é a individuação: o processo de integrar todas as partes do ser. Não se trata de perfeição, mas de totalidade.

A individuação exige:
enfrentar a própria sombra,
reconhecer o feminino e o masculino interior,
dialogar com os símbolos da própria história.
É um caminho de maturidade espiritual.
É sair da superficialidade e assumir a responsabilidade pelo próprio crescimento.
O símbolo como caminho espiritual.

Mesmo sem propor religião, Jung abre uma dimensão profundamente espiritual. Ele mostra que o ser humano precisa de significado. Quando os símbolos religiosos são esvaziados, surgem substitutos: ideologias, fanatismos, idolatrias modernas.
O símbolo saudável eleva.
O símbolo inconsciente domina.
Por isso, o autoconhecimento não é luxo intelectual é necessidade ética.

“O Homem e seus Símbolos” nos ensina que a alma fala.
Ela fala nos sonhos.
Fala nas emoções intensas.
Fala nos conflitos repetidos.
Ignorá-la é adoecer.
Escutá-la é amadurecer.
A grande lição é simples e profunda:
O ser humano não é apenas aquilo que pensa ser. Ele é também aquilo que teme, deseja, reprime e sonha.

E talvez o ensinamento mais transformador seja este:
Quem aprende a dialogar com seus símbolos deixa de ser vítima do próprio inconsciente e passa a ser autor da própria história.

A preguiça mental de leitura não é simplesmente falta de vontade; muitas vezes é um sintoma do nosso tempo. Vivemos na era da velocidade, dos estímulos constantes, das informações fragmentadas. A mente acostuma-se ao imediato, ao superficial, ao que exige pouco esforço e oferece recompensa rápida. Ler profundamente, porém, exige silêncio interior, disciplina e entrega e isso, para muitos, tornou-se um desafio.

A leitura é um ato de humildade. Quando lemos, reconhecemos que não sabemos tudo. Abrimo-nos para o pensamento do outro, permitimos que novas ideias nos desinstalem. A preguiça mental, por sua vez, nasce do conforto. É mais fácil permanecer nas próprias opiniões do que confrontá-las. É mais simples repetir frases prontas do que refletir criticamente.

Mas o aprimoramento pessoal nunca foi fruto da acomodação. Desde a antiguidade, filósofos como Santo Agostinho ensinavam que o crescimento interior exige esforço consciente. Ele buscava nas leituras e na meditação não apenas conhecimento, mas transformação da alma. Ler, nesse sentido, não é acumular informações é permitir que o pensamento se torne mais profundo, mais lúcido, mais consciente.

A dificuldade de aprimoramento surge quando queremos resultados sem processo. Queremos sabedoria sem estudo, clareza sem reflexão, expansão sem disciplina. Porém, a mente é como um músculo: se não for exercitada, atrofia-se; se for desafiada com constância, fortalece-se.

A preguiça mental também pode esconder medo. Medo de descobrir que precisamos mudar. Medo de abandonar crenças antigas. Medo de crescer. Porque crescer implica responsabilidade.

O aprimoramento começa com pequenos gestos:
* Ler algumas páginas por dia.
* Refletir sobre o que foi lido.
* Anotar ideias.
* Questionar-se.
Não é a quantidade que transforma, mas a constância.

A leitura disciplinada expande horizontes, melhora a linguagem, organiza o pensamento e fortalece o discernimento. Ela nos tira do automático e nos coloca no campo da consciência. E consciência é liberdade.

Superar a preguiça mental não é lutar contra si mesmo, mas compreender-se. Perguntar: por que resisto? O que evito? O que temo descobrir? Quando a leitura deixa de ser obrigação e passa a ser ferramenta de autoconhecimento, ela se torna prazerosa.

Tudo que vai, volta, pode acreditar
O que você joga para o vento um dia vem te buscar
Eu também estou perdido, mas sigo em pé
Mesmo sem mapa, eu confio na fé
- música Nasci pra ser selvagem do dj gato amarelo

Você é o tipo de pessoa que destrói sem levantar a voz. Um evitativo de estimação, um incêndio que não faz barulho, uma ausência que se deita comigo todo dia. Eu queria te amar, juro. Mas toda vez que me aproximo, você se fecha como igreja abandonada. E eu? Eu sou a blasfema que ainda acende vela aos seus pés, pedindo que um dia me deixe entrar.

Há sempre um novo caminho, uma nova ideia, um novo olhar.