Vc pode Correr eu te Pego
Ela não mudou nada, e eu? Eu voltei.
Mas tal como um espelho estilhaçado, continua sendo um espelho, mas não o mesmo que já foi, e nunca vai voltar a ser.
E isso me frusta de uma forma imensurável. Eu odeio o jeito no qual eu me tornei depois dela.
Eu odeio sua boca, odeio seu sorriso, odeio seu olhar seduzente, odeio seu jeito, odeio sua risada, odeio suas piadas, odeio a sua voz, odeio seu perfume, odeio seu estilo que te torna único. Eu odeio quando me faz ciumes, ou seja, quase sempre, odeio quando me provoca me deixando mais brava, odeio suas músicas e odeio mais ainda quando você as canta, odeio o gingado do seu corpo extremamente sexy, odeio quando você morde seus lábios me deixando com vontade de beija-los, odeio quando você me faz rir com qualquer piada boba , odeio seus pensamentos safados. Odeio seu cabelo, principalmente quando você o joga de um modo que eu não resisto, odeio a melanina do seu corpo fazendo sua cor ser imensamente quente. Eu odeio quando você me faz de boba. Já te falei muitas vezes que queria te matar, que queria que você me deixasse em paz, e odeio quando você ri toda vez que ameaço bater você. E a coisa que eu mais odeio é não ser capaz de te odiar!
NÃO QUERO SER FÓSSIL VIVO
Eu me sento à beira do mar quando o sol ainda é promessa de luz. As ondas
vêm e vão sem perguntar se hoje me sinto disposto ou cansado, sem
perguntar se meu cabelo já é quase todo branco. Elas apenas chegam com a
mesma certeza de quem sabe seu lugar no mundo. Eu respiro fundo, e esse
ar gasto em todas as estações da vida me lembra de que, aos 80 anos, ainda
posso, sim, surfar a próxima onda.
E, nessas reflexões, me lembro também do dia em que comecei a pensar em
hormônios não como uma força do passado, mas como aliados do presente.
Certa manhã, enquanto fazia alongamentos, reparei que meu corpo reagia
diferente: as articulações falavam, a pele parecia pedir mais cuidado e, de
repente, descobri que o cortisol não precisava ser meu inimigo. Foi como
descobrir um velho amigo guardado em caixas de memórias, esperando para
me ajudar a encarar cada amanhecer com vigor. A cada dose de testosterona
que tomo, sinto não só o vigor físico, mas um frescor quase infantil de quem
redescobre o sabor de correr no parque, de sentir o vento bater no rosto. E
por que não correr? Meus ossos podem chiar, minhas costas podem
reclamar, mas meu coração ainda quer bater forte quando vejo o horizonte
se acender de laranja. Quero ver o sol despontar atrás das nuvens e também
contemplar a escuridão sem hora para acabar, porque a noite me lembra de
que há beleza nos mistérios, na imensidão da lua refletida na água escura.
Se alguém me chama de “velho”, não me ofendo: sou antigo como o oceano,
mas não sou “fóssil vivo”.
Aliás, já desenterrei esse termo do meu vocabulário — prefiro
“testemunha ativa”. Porque testemunhar, para mim, é participar: é pedalar,
é jogar basquetebol que amo e sempre amarei, é nadar, é jogar bola com os
netos que me vencem em agilidade, mas não me vencem em vontade de
viver.
Há dias em que a dor sussurra mais alto. A cada passada no asfalto ou a cada
curva do caminho, meu corpo lembra que o tempo deixou suas marcas. Mas
a dor, se bem entendida, não é sentença; é lembrete de que ainda estou
aqui, pulsando. Mesmo sentindo cada vértebra reclamar, descubro que
posso transformar essa dor em impulso para seguir adiante. É como se ela
fosse o vento que empurra minhas velas: incômoda, sim, mas necessária
para manter o barco em movimento.
Meus amigos dizem: “Quando a gente chegar à terceira idade, vêm a poeira
e a apatia”. Eu só sorrio e respondo com os olhos brilhando: “Terceira idade?
Estou criando turbinas” porque, no fundo, estarei sempre aqui.
Manual de sobrevivência da tartaruga (que eu não segui)
Existe um jeito muito eficiente de viver bastante: não fazer nada.
Movimente-se pouco, evite impactos, não salte, não corra, não jogue basquete , de preferência, observe a vida sentado. Funciona. Dizem que a tartaruga vive duzentos anos.
Eu tentei. Não consegui nem dez minutos.
Enquanto alguns contam passos, eu conto arremessos. Enquanto uns dormem oito horas religiosamente, eu durmo seis e acordo com vontade de viver. O joelho range? Range. A cartilagem acabou? Acabou. Mas a alegria segue intacta , essa, curiosamente, não aparece em radiografia.
Há quem me pergunte se vale a pena. Vale.
Vale o salto, vale o tombo, vale a dor do dia seguinte e vale, principalmente, a sensação de estar vivo enquanto ainda dá tempo.
Todos nós vamos morrer. Uns chegam lá conservados, outros chegam usados. Eu prefiro usado , com marcas de quadra, suor seco na camisa e histórias que não cabem no prontuário médico.
A tartaruga pode até viver mais. Eu não discuto com estatísticas.
Mas enquanto ela atravessa a rua em câmera lenta, eu atravesso a vida correndo, sorrindo e, se possível, tentando mais uma bola de três.
No fim das contas, a vida é uma só.
E eu escolhi não passá-la dentro do casco.
As cores que o tempo levou
Quando eu era criança, o mundo parecia pintado à mão.
O céu tinha cheiro de tarde quente,
e o vento parecia brincar comigo.
As cores eram vivas — não só nas coisas,
mas dentro de mim.
Agora, aos vinte e dois, olho o mesmo céu
e ele já não me devolve o mesmo brilho.
As cores continuam lá,
mas meu olhar parece cansado de reconhecê-las.
Talvez não sejam as tardes que mudaram,
mas a forma como eu as sinto.
Na infância, o tempo era eterno.
Hoje, ele corre — e leva embora o encanto das coisas simples.
Mas às vezes, quando o sol se despede devagar,
eu fecho os olhos e finjo ser criança de novo.
Só pra ver o mundo com aquele mesmo coração colorido.
Entre o que foi e o que é
Eu tô com alguém bom, alguém que me faz bem.
Mas ainda carrego ecos de quem me feriu.
Não porque eu queira voltar,
mas porque certas lembranças não sabem ir embora.
Meu corpo já entende o novo toque,
mas minha alma, às vezes, ainda procura o antigo.
E isso me confunde — me parte.
Ele me fez mal, eu sei.
Mas há pedaços de mim presos nas memórias que ele deixou.
E o amor, mesmo quando dói,
tem um jeito cruel de se fazer presente.
Talvez um dia eu acorde e o passado não pese mais.
Talvez um dia o novo amor ocupe todo o espaço.
Mas, por enquanto,
vivo nesse meio-termo —
entre o que me destruiu
e o que tenta me reconstruir.
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Talvez, o Luar
Ele é lindo como o luar,
silencioso e distante,
brilha só o suficiente
pra eu me perder no olhar.
Seus olhos — calmaria e abismo —
guardam paz e solidão,
como quem já viveu o amor
e ainda sente sua extensão.
Os cabelos, negros como a noite,
guardam segredos que o vento não diz,
e os lábios… ah, os lábios —
tocam o ar e fazem sonhar feliz.
Seu toque é quente como o verão,
um carinho que me desarma,
um instante e o mundo some,
fica só o som da alma.
Mas ele não é meu…
ou talvez pudesse ser,
num outro tempo,
num outro céu,
onde o luar nos deixasse acontecer.
Eu não terminei porque não senti.
Terminei porque senti demais.
Porque a pureza assusta
quem já aprendeu a sangrar em silêncio.
Teu sorriso inocente
pedia um cuidado
que minhas mãos, trêmulas,
não sabiam se mereciam tocar.
Não foi sobre você.
Foi sobre o medo
de quebrar algo bonito
com minhas próprias cicatrizes.
Eu fui embora não por falta,
mas por excesso.
Porque às vezes amar
é também saber recuar.
Hoje, eu acordei pensando em você. Parei por alguns instantes, senti uma sensação de liberdade. Você trouxe-me a paz de espírito, algo que já havia perdido.
Eu gostaria muito de ter a oportunidade de dizer-lhe essas palavras pessoalmente, mas penso que seria melhor descrevê-la à você.
Você despertou em mim, um sentimento que estava adormecido. E quando recordo do seu olhar, de seu sorriso, de sua companhia e enfim, de todo seu jeito, reconheço que enxergo a minha vida através de outro ângulo.
Algumas vezes se sentirá com medo ou até com duvida
Mas nunca estará sozinha porque estarei sempre ao seu lado , estarei sempre com você!!!
Fará da minha força a sua.
Verá a minha vida através de seus olhos,
Assim como a sua vida, será vista através dos meus.
Você apareceu na minha vida quando eu menos o esperava, de um jeito inesperado, e com esse sorriso maravilhoso conseguiu a minha simpatia e o meu carinho de maneira inesperada.
Até hoje eu não encontrei explicação plausível para esse sentimento desde o primeiro momento em que você apareceu, não encontrei explicação para a maneira na qual nos aproximamos tanto ,parece que nossos corpos se transformam em um só corpo, nao tem explicação .Você mudou meu mundo ,você foi a melhor coisa que me aconteceu mudou completamente minha vida
Beijos da pessoa que mais te Ama nesse mundo 😍
IDEM
Eu te desejo.
Mas não te desejo como quem tem fome.
Te desejo como quem deseja pele.
Pele que não é pele, pele que é carinho, cobertor.
Pele como a tua, que é o silêncio, a música.. pele que é dor.
Eu não desejo teu corpo, desejo tua presença.
Ouvir tua respiração, sentir o colchão afundar com teu peso ao meu lado.
Silêncio. Apenas silêncio..
Silêncio pesado, poético, como se o simples fato de existir junto contigo já fosse íntimo demais..
E talvez seja.
Não é sobre o ato.
Não é sobre querer-te nu.
É sobre fechar os olhos.
Não para imaginar o corpo,
Mas sim pra sentir
A ideia dele ali.
A proximidade. O toque. A respiração.
É bonito.
Melancólico.
Poético, quase erótico.
Não é por te querer por inteiro, mas sim, por te querer por perto.
E assim, eu deixo guardado no peito..
Esperando por um toque que nunca será feito..
Tudo fica estático.
E o que faz as coisas voltarem a girar é a tua imagem.
No silêncio da noite eu penso em ti,
Nos passos que dei, nos que ainda darei.
A vida é um rio que nunca para,
Leva dores, memórias e tudo o que amei.
Há dias de sol, há dias de chuva,
Mas o coração insiste em continuar.
Mesmo ferido, aprende a ser forte,
E nos pedaços encontra um jeito de amar.
Se o mundo pesa e cansa a alma,
Respiro fundo e sigo em frente.
Pois quem sonha, mesmo caindo,
Levanta sempre… diferente. ✨
Você pede pra eu te esperar.
Carrego nos pés caminhos sem nome
e no peito uma bússola quebrada.
Como prometer permanência
se nem sei onde a alma vai ancorar?
Não há mãos estendidas no destino que sigo,
nem vozes chamando meu nome ao longe.
Lá, onde as portas permanecem abertas,
não é abrigo — é passagem,
é o vento ensinando que ficar também é uma forma de prisão.
Esperar seria mentir ao tempo,
fingir raízes onde só existe movimento.
Sou feito de partidas,
de silêncios que não pedem volta,
de passos que não sabem retorno.
Não me peça para te esperar.
Quem caminha sem chegada
não pode oferecer promessa,
apenas a verdade crua:
seguir é tudo o que me resta.
Ninguém nasce sabendo tudo, que cresce sabendo, se não souber, como eu faço? Busca saber, assim vai demonstrar os interesses.
Eu morri por você
Adoeci de amor, seus beijos me embriagou e de overdose me matou
Eu morri por você
Estava em depressão e você vazio sem emoção
Eu morri por você
Notei que poemas ao meu respeito escreveu e para que eu não entendesse o meu nome você não o escreveu
Eu morri por você
Cansei de te esperar em um jardim onde você terminou e devastou
Eu adoro você
Eu adoro você que morri por você, me vi sozinha e descalça, sem seu abraço e seu olhar que me acalma, éramos eletricidade e o amor foi só meu
Eu adoro você
Os planetas se alinharam pra nós unir, você me deixou e nem me explicou
Eu adoro você
Eu adoro você , repito várias vezes se preciso for, o meu amor por você não deixarei morrer
Eu adoro você
Mas você me magoou, resolveu fugir do que tinha solução e eu tinha pedido perdão
Eu adoro você
Por que te fiz feliz por um momento curto, não prolonguei, cada sorriso seu era combustível para minha melhora
Meu pequeno príncipe
Eu acordei com febre, lembrei dos momentos curtos que tivemos
Meu pequeno príncipe
Eu engasguei com um grito do eu te amo, que não falei
Meu pequeno príncipe
Eu tô cansada de lutar e entreguei meu coração pra você cuidar, a esperança era te tornar meu ciclo final
Meu pequeno príncipe
Eu dancei sozinha na chuva e sem poder sentir minhas pernas, eu rir sem ter som de voz, dormir sem ter olhos e quando acordei e não te vi suas mensagens percebi que era deficiente visual me dei conta que também era surda por não escutava mais sua voz, os sentidos do meu corpo são seus sentidos e se você não está aqui eu não sei sentir .
Amanhecer.
Quando eu acordo e olho para um céu sem sol, percebo a necessidade que tenho da irradiação da tua energia sobre a minha vida.
A ausência dela me desfalece, me entristece e me limita.
Preciso de você, preciso da tua luz para iluminar, alimentar minha alma dessa doçura, desse espírito de paz que você me traz.
Eu trabalhei minha autoestima.
Isso significa que passei a confiar em mim e a olhar minhas decisões com mais cuidado e carinho.
Aprendi a separar o que os outros esperam de mim do que eu mesma espero de mim.
Quando a “conta” das escolhas chegar, serei a única responsável pelo pagamento.
Ninguém tem direito de me apressar ou dar palpite.
