Vc pode Correr eu te Pego
Graças a Deus
Um exílio poético
Eu fiz para mim,
Rompo com a guerra diariamente,
Rindo de tudo e de todos,
A rotina não vai roubar os sonhos.
Cruzando por São Paulo
levada pelos meus
Versos Intimistas,
eu vi um lindo Ipê
como muito tempo
ninguém se dá o luxo de ver,
Eu assumo que quero te ter
porque nasci se dúvida para ser.
Eu te desejo
sob o Sol amável
do Espírito Santo
e meus mais belos
Versos Intimistas,
Florescendo o Ipê
e o amor bonito
ambos para você,
O teu sorriso
há de me pertencer.
Num mundo viciado
em conflitos,
Eu busco músicas
antigas da Bahia,
escrever meus
Versos Intimistas
sobre o mistério
do Ipê-preto
que inspira manter
firme o meu desejo.
Balainha
Lutam comigo
e eu nem sei porquê,
Não me meto
na vida de ninguém,
Já que com você
não posso dançar
a Balainha,
Resolvi escrever
poesia porque arcos
de flores não posso fazer.
Cada um faz o quê quer,
eu prefiro deixar os frutos
da Erva-Moura para a passarada,
E estar agradecida por
estar cercada de tudo aquilo
que mantém firme a caminhada,
O quê alimenta a vista sem
dúvida alimenta a alma,
O importante é sempre buscar
manter a atenção encantada.
Poeta sem vergonha
Disseram-me que eu deveria
ter vergonha de escrever poesia
porque a minha escrita é comum,
Graças ao meu bom Deus
que muitos dizem me entender, diferentemente da tal
pessoa que disse não gostar
e desconfio que ela não sabe ler.
Ler não é o ato isolado de ler,
existe gente que só de escutar
ou até simplesmente tatear
sabe com maestria entender,
Na vida só se pode dizer
que sabe ler só se você
de fato consegue entender.
A tal infeliz ainda ratifica que
eu deveria ter vergonha do que
escrevo e de ser chamada de poeta,
Vergonha mesmo eu não tenho,
porque ser poeta sem vergonha
é só para quem nasceu com talento.
Fandango Quilombola
O meu sangue é
Quilombo Fandango,
é por isso que eu canto,
sigo dançando
este Fandango Quilombola
e faço questão
de esquecer até da hora.
Poço
Quando preparo o Chimarrão
com o Mate eu faço o Poço,
Quem conhece a vida
sabe que mais cedo ou mais
tarde para tudo tem troco,
Por isso não me permito
me render ao desgosto.
O Quindim até parece
contigo e a História
dele eu conheço,
Você é tão doce
que posso também
de meu dengo,
Quanto mais te vejo
mais te desejo.
Eu sou brasileira
o chá que bebo é
o chá dos povos,
o chá do pajé,
o chá do quilombola,
o chá da imigração,
o chá da rezadeira
benzido de coração.
Um Mate bem fresquinho
para fazer um
Chimarrão Escavado
faz com que eu
reflita o seguinte
que todo aquele
que se apresenta
com a cabeça no passado
não vale o tempo esforço
para se tornar o meu amado.
Tenho orgulho de ser brasileira e se eu nascesse de novo e de novo, pediria a Deus para voltar como brasileira. Nada o quê fazem contra o meu país desfaz o meu sentimento.
Sinto neste madrugada
profunda que sou eu
aquela que te ocupa
absoluta no seu silêncio,
De mim já não há mais
nenhum regresso,
Sou como as Ibirapirangas
com sementes espalhadas
pelo caminho, o seu plano
ambicioso e desejo íntimo derramando e amoroso.
Se cair geada
e eu estiver
na sua companhia
tão grata,
Por retribuição
farei um
Entrevero de Pinhão
para alegrar
ainda mais o coração.
Um Pierogi
bem preparado
para encantar
e apaixonar,
É tudo o quê
eu mais quero
com a urgência
de uma poesia
sob medida
só para você:
eis a confidência.
Para o luxo de um vero
amor sublime amor campeiro,
Com um Entrevero Gaúcho
divino eu retribuo e com tudo
aquilo que há de mais verdadeiro.
