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Vc foi uma coisa Boa na minha Vida

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⁠A Razão e a Alma: Uma Dança de Contradições

Na busca pelo caminho certo,
A razão assume seu posto de guia,
Buscando clareza, lógica e certeza,
Em um mundo cheio de agonias.

Mas, ah, quanta ilusão em tal empreitada,
Pois a alma pulsa em cada respiração,
Ergue-se em sentimentos e emoções,
Indomável e cheia de contradição.

É impossível agir sempre com a razão,
Pois somos seres repletos de humanidade,
A fragilidade da alma é nossa companhia,
Ela sangra e anseia por liberdade.

Suportamos agressões físicas,
Empurrões, socos, pancadas na cara,
Até mesmo a outra face podemos oferecer,
Mas a alma não pode ser ferida sem mácula.

Pedras que nos lançam podem doer,
E os tapinhas dos hipócritas machucam,
Mas na alma, no âmago do peito,
É onde as feridas mais profundas se acumulam.

A razão busca explicar, entender,
Colocar tudo em uma lógica racional,
Mas a alma clama por abraços sinceros,
Por afetos que transcendem o racional.

Não aceitamos que a alma seja ferida,
Pois ela é a essência que nos define,
No mago do peito, em nosso coração,
Reside a chama que nos faz sentir vivos.

É na harmonia entre razão e alma,
Nesse dançar de contradições,
Que encontramos a verdadeira essência,
No equilíbrio de nossas emoções.

Assim, abraçamos a imperfeição humana,
Aceitando nossas limitações e fraquezas,
Pois é nessa fragilidade que nos conectamos,
Com a profundidade da vida em suas grandezas.

Que a razão e a alma se encontrem,
Em um eterno diálogo de entendimento,
Pois é na união desses opostos,
Que encontramos a plenitude do nosso ser no tempo.

Inserida por EvandoCarmo

⁠A angústia de uma grande perda,
O desespero irrompe em todo ser,
Mas ainda encontra consolo na certeza,
De que a esperança há de renascer.

O medo te rodeia como um segredo, Guardado o sagrado em teu peito,
A confiança abalada, num degredo,
A ilusão desfeita, num grito sem jeito.

Poeta dos tormentos da alma,
Com maestria sabes os sentimentos, Transbordando em meio à calma.

Mas em cada palavra, uma luz se acende,
E o coração vê, em meio às sombras
Que a esperança persiste, e não se rende

Inserida por EvandoCarmo

⁠Nas sombras dos morros, histórias cruas,
De uma cidade que dança entre luzes e breus,
Violência oculta nas vielas, ruas,
Rio de Janeiro, onde o sonho perdeu.

No alto, palácios de zinco e saudade,
Onde a vida resiste, à margem do olhar,
Em becos estreitos, o grito da cidade,
Ecoa silencioso, difícil de calar.

As crianças brincam, sem medo do perigo,
Num mundo que esconde, um caos desmedido,
Entre balas perdidas e o amor bendito,
Semeiam esperança, num terreno erguido.

Nos olhos dos jovens, a revolta brota,
Uma guerra invisível, sem fim, sem derrota,
Onde cada esquina, guarda uma história rota,
De um futuro incerto, que a fé não adota.

O caos social, um monstro adormecido,
Desperta a cada aurora, faminto, destemido,
Na luta diária, um povo esquecido,
Busca na poesia, um refúgio perdido.

O Rio de Janeiro, ferido, encantado,
Contrastes que brilham, num cenário desenhado,
Onde o belo e o feio, num quadro mesclado,
Retratam a cidade, num verso apagado.

Os morros que cercam, são guardiões da verdade,
Espelhos de um Rio, que clama liberdade,
Entre becos e tiros, mora a realidade,
De uma cidade partida, em eterna dualidade.

Inserida por EvandoCarmo

FRAGMENTOS DO CAOS


⁠O caos é um fio entre os dedos,
uma dança sem coreografia,
onde o silêncio e a tempestade
se encontram no mesmo passo.
Eu, que procurei a ordem,
agora deixo os dias caírem
como folhas ao vento.
Os sonhos, feitos de estrelas quebradas,
se constroem nas fissuras do instante.
Cada erro é uma vitória secreta,
cada dúvida, um caminho escondido
na curva do tempo que escorre lento
como água por entre os dedos.
E, quando o mundo grita seu peso
em vozes de aço e de dor,
me perco no sereno vazio,
onde as pedras sabem o segredo
de como ser eternas sem esforço.
Assim, encontro a paz não em um canto,
mas na ousadia de me espalhar
pelos espaços entre o tudo e o nada.
Deixo que o caos me pinte
de cores que nunca imaginei,
e, sem pressa, aprendo
que não há fim onde tudo começa.

Inserida por EvandoCarmo

⁠SEM TER VOCÊ

Quando o vento da saudade
balançar meu coração,
vou cantar uma canção pra você.
Vem me tirar desse sofrimento,
não aguento este momento
que passa o tempo sem ter você.
O rio no peito está secando,
porque o sol da solidão está queimando.
E o frio da saudade afugenta o meu ser,
não há cobertor que esquente
a vontade de viver.
E o frio da saudade afugenta o meu ser,
não há cobertor que esquente
a vontade de viver.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Estou Prenhe

O pôr-do-sol, uma luz flamejante,
Desce sobre o meu horizonte.
Dentro de mim, há um inalcançável deserto,
Perdi, em algum lugar,
O que os homens chamam de paz.

Meu eterno buscar
Veio com mais força que antes,
Como um vulcão que dormira por milênios.

É assim que ruge,
No fundo d’alma,
Meu espírito inconstante.
Às vezes penso:
Algo muito grande
Vai sair de dentro de mim.

Não pode ser outro poema,
Nem um livro.
O que esperneia no meu ventre
É algo assustador,
Mesmo para quem está acostumado
A dar à luz filhos estranhos.

Mesmo para um espírito criador,
Esta sensação
É deveras incomum.
Um longo período de gravidez
Produziu em mim,
Ou alimentou dentro de mim,
Um ser bizarro.

Inserida por EvandoCarmo

⁠O Limiar

No limiar, os medíocres dançam
uma coreografia alheia,
empunham espadas que não forjaram,
combatem guerras que não são suas.
Vivem na superfície do existir,
repetem falas de um teatro antigo,
cobrem-se com mantos de verdades herdadas,
sem nunca despir-se de si mesmos.
Não ousam olhar o abismo,
pois o reflexo que ele devolve
é o vazio que tanto temem.
E assim, travam lutas emprestadas,
com mãos gastas e corações imóveis.
Enquanto isso, no limiar,
o chamado do eterno sussurra,
mas é abafado pelas vozes do comum.
A coragem necessária para o salto
é uma língua estrangeira
que nunca aprenderam a falar.
São os mediocres que carregam
o peso da história dos outros,
que moldam a vida na forma da inércia
e chamam de prudência sua covardia.
Mas o limiar permanece,
um portal para o eterno que não se fecha.
E aqueles que não ousam cruzá-lo
não deixam de existir,
mas deixam de viver.

Inserida por EvandoCarmo

⁠"Quando quiseres me levar"

Ele acordou com um gosto metálico na boca e uma lucidez que parecia milenar.

Sabia. Não era intuição. Era certeza.
Hoje, a Morte viria. E ele, cansado, não a temia.

Ajeitou os papéis sobre a mesa, acendeu um cigarro que não fumava havia dez anos, e pôs uma música quase inaudível no velho toca-fitas. Era Chopin, talvez. Ou só o vento.

Deixou as janelas abertas. Queria que ela entrasse à vontade.
Morte. Senhora. Fera. Fêmea.
Ela que viesse — sem cerimônias.

No papel, começou a escrever, como quem fura o véu do mundo com uma agulha de fogo:

“Quando quiseres me levar, irei sorrindo.
Quando me achares digno daquele banquete onde serei o prato suculento dos vermes, fique à vontade.
Sei que poeta não deve demorar muito por aqui.
Quanto a essa ilusão que puseste no coração do homem, de ser eterno, fica no vácuo, como hiato cósmico.
Como palavra muda, impronunciável.
Que nós, por confusão mental, criamos em delírio: eternidade.”

Fez uma pausa. O silêncio da casa parecia escutar. A xícara de café esfriava devagar. Lá fora, o mundo seguia: os cães latiam, os pneus assobiavam no asfalto, alguém batia panela no apartamento ao lado.

Mas ele já não pertencia a isso.

Levantou-se. Pegou o espelho da infância — aquele que pertencia à mãe — e olhou-se como quem vê um estrangeiro.

“É você mesmo?”, pensou. “Ou o que restou do que chamaram de você?”

Não chorou. Apenas fechou os olhos.
Lembrou de um amor antigo.
De um poema que nunca publicou.
De uma criança que lhe sorriu na rua, semanas atrás.

Cada coisa lhe parecia uma despedida disfarçada.

Às onze e quarenta e cinco da noite, ela veio.

Não como figura. Não como caveira.
Apenas entrou no ar. Como frio.
Como verdade.

Ele sentiu.

Sorriu.

E sem mais palavras, morreu de olhos abertos, como quem enfim compreende — ou perdoa.

Na folha, sua letra deslizava até o rodapé da página.

E ali, como se deixasse ao mundo uma última gargalhada filosófica, escreveu:

"Criamos o infinito com medo do fim.
Chamamos de eternidade o que não suportamos perder."

Inserida por EvandoCarmo

⁠Epifania no Rosto de Uma Mulher

Não sorri.
Respira.
Como se o tempo nela descansasse
e a luz, vencida, ajoelhasse.

Há alvorada em sua pele,
brancura que arde sem queimar,
sombra de flor que não murcha,
sede de quem sabe amar.

Olhos — dois portos antigos
onde o mundo ancorou seus espantos,
e as marés recuam em silêncio
para que ela permaneça intocada.

Sua boca é um poema contido,
um verso que ainda não se escreveu,
mas já vive nos lábios dos anjos
e no suspiro de quem a leu.

Ela não posa: revela.
Ela não chama: acende.
É beleza que não se explica,
é paz que surpreende.

E o poeta, órfão de palavras,
deixa cair sua pena no chão,
porque diante desse rosto
a única resposta é a contemplação.

Inserida por EvandoCarmo

⁠O Encantamento

A princípio, ele pensou que ela fosse Ariadne — uma ninfa perdida entre os mitos e as constelações. Pensou que sua mente fosse um milagre oculto dos deuses, uma peça rara entre os destroços do caos. Via nela o brilho do improvável, como se cada gesto carregasse um segredo antigo.

Mas com o passar dos dias, ela foi se revelando... comum.
Pessoa binária — presa na contemplação medíocre entre o sim e o não, entre o bem e o mal. Uma alma regida por manuais. Uma mulher como tantas.

E ainda assim, ele a desejava.

Não por aquilo que ela era, mas por aquilo que ele imaginava que poderia ser, se ela aceitasse se lançar com ele ao vazio. Ele queria a vertigem. Queria sair do chão com ela, voar — não sobre nuvens, mas sobre abismos. Queria perder-se e, no fundo da queda, encontrá-la.

Ele era um homem subterrâneo.
Habitava no silêncio, na contramão do tempo. Carregava na alma uma solidão antiga, quase mineral. Tinha feito do abismo seu ateliê, seu altar e sua casa. E nela enxergava a possibilidade de dança, de salvação, de ruína bela.

Queria levá-la para esse mundo, onde a arte não tem preço e os gestos não pedem permissão. Queria que ela ouvisse o som da vertigem, o canto obscuro que move os artistas quando amam.

Mas ela tinha sonhos —
Sonhos com raízes, não com asas.
Queria se casar, ter filhos, construir uma casa com varanda e cortinas. Queria um homem estável, domingos tranquilos e filhos com nomes decididos muito antes de nascerem.

— E se não houver futuro? — ele perguntou, numa madrugada em que ela falava de imóveis e certidões.
— Então a gente inventa um — ela disse, sorrindo como quem jamais compreendeu a pergunta.

Ela não o entendia.
Achava bonito o que ele dizia, como quem acha bonita a chuva ou a música triste — mas não desejava se molhar, nem chorar.

Ele queria que ela rasgasse o destino e ardessse com ele num fogo sem nome. Mas ela dizia:
— Você precisa crescer.
E ele sentia que era exatamente o oposto: precisava desaprender.

No fim, ela partiu.
E ele ficou — com a ausência dela, com a vertigem não vivida, e com a verdade que o tempo traz como um veneno lento:
não era ela quem havia sido pequena —
era ele quem havia sonhado grande demais.

Inserida por EvandoCarmo

⁠A Visão de Sofia

Era ela.

Sofia…

Surgiu como uma aparição entre os sinos e os cascos.

A carruagem era dourada, mas ela… ela flutuava.

Seus olhos não pousaram sobre mim —

estavam além do mundo.

Ela voava, sim. Eu juro.

Saltou da carruagem como quem desfaz a matéria.
Não tocava o chão.

Era um anjo?
Era uma ave?
Era a Espanha inteira me chamando ao trono?

…Ou apenas o amor que nunca tive, me despindo de toda razão?

Eu gritei seu nome. Mas minha voz era vento.

Os cavalos corriam.
Os criados riam.

E ela — Sofia! — atravessava o ar como uma promessa que nunca se cumpre.

Ela me viu?
Ela sabia?

Ou fui apenas mais um vulto aos seus pés de nuvem?

…Meus pés, sim, ainda estavam na lama.
Mas a alma… a alma já era pássaro.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Viajar é mais que visitar lugares bonitos,
para mim é compor uma história colorida,
que reconhece as culturas, olhares, povos...
O mundo é do tamanho do nosso conhecimento!
E as chaves dele só podem ser encontradas
dentro de nós mesmos, através do autoconhecimento.
A partir de nós abrimos as portas para reconhecer a
grandeza da vida ao nosso redor.
Viaje e se leve por aí.

Inserida por JhenevieveCruvinel

⁠"Tão bom quanto amar uma pessoa, é amar o jeito que você fica quando está ao lado desta pessoa"

Inserida por daniel_flosino_lopes

⁠Tempo voa , temos que aproveitar todo tempo do mundo, isto é só uma fase , tudo é passageiro, e o verdadeiro sentido da vida é agradecer a Deus aquilo que temos, e buscar sempre evoluir , não só como profissional mas também como pessoa pois a escola da vida nos ensina e lá na frente quando tudo for passado , vou me lembrar o quanto eu poderia ter sido mais .

Inserida por Alexsandrolucas

⁠Um colaborador tóxico pode minar toda a confiança e engajamento do restante da equipe. É como uma sequência de dominós em pé, basta uma cair para levar todo o resto consigo.
Cuidado com certos convites, após o trabalho ;
bora tomar uma ?

Inserida por Alexsandrolucas

⁠Deixe sua alma pousar delicadamente sobre uma flor
Pois saiba que durante esse ato gracioso
Ela está na verdade
experimentando o sabor das flores com os pés!

Inserida por EltonNabis

⁠⁠Estou na sala sentado no chão
E do meu quarto vem um choro
Me da uma sensação penosa ao mesmo tempo uma excitação
Meu coração vem terminações nervosas e sensíveis até o choro sumir

Inserida por EltonNabis

⁠Nos sonhos
A realidade é uma teoria

Inserida por EltonNabis

⁠Arriscar o sentimento de amor com uma pessoa que você não quer assumir

Inserida por EltonNabis

⁠Esse seu olhar doce de menina tímida
Esconde uma linda mulher

Inserida por EltonNabis