Vazio

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Quando a gente encontra uma pessoa que preenche aquele vazio, mundo fica colorido, tudo que era sonhado passar a se tornar realidade,foi assim que aconteceu quando te conheci minha boneca.


Eu Vivia no mundo sem motivos pra sorrir
Sem motivos pra sonhar
Sem motivos pra caminhar


Você chegou de repente e tudo floreceu


Hoje tenho mais de mil motivos pra agradecer de ter você em minha vida.



Te Amo minha , boneca,cristal


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Do Reconhecimento Vazio


Não me tragas teus louros nem tuas coroas tecidas de olhares alheios.
Não me ofereças o espelho onde me devolvem a face que esculpi para ser amada.
Pois o que busco habita nas entranhas do ser, onde nenhum aplauso ecoa,
e o reconhecimento é uma moeda que compra apenas o eco da própria imagem.


Dizem que sou digno quando minha sombra se alonga no crepúsculo dos elogios.
Mas eu, que me alimento do silêncio primordial que habita meu peito,
sinto-me estrangeiro no banquete dos aprovados.
Minha fome é mais antiga que a palavra “glória”;
ela vem do tempo em que eu era apenas um pulsar anônimo no ventre do cosmos.


Ah, não me entendas mal:
não desprezo a mão que me estende um ramo.
Mas como posso aceitar um nome que me dão,
se ainda não desvendei o nome que sou quando ninguém me chama?


O reconhecimento é um abrigo construído com janelas para fora.
Ele me mostra o mundo que me observa,
mas me cega para o mundo que sou.
E eu desejo é a escuridão fecunda onde germina a semente que não sabe de si,
onde posso ser inteiro, e sem testemunhas,
assim como a rocha é rocha, mesmo quando a noite a envolve.


Há um grito em mim que não busca ouvidos.
Há uma verdade em mim que não carece de testemunhas.
Ela arde em seu próprio isolamento,
como uma estrela que brilha por sua natureza ígnea,
não pelo navegante que se guia por ela.


Trouxeram-me espelhos e me disseram: “Vê! És grande!”
E eu olhei, e vi um fantasma gestual, uma marionete de expectativas.
Quebrei o espelho e no caco cortante avistei, enfim,
o reflexo de um deus ferido ou de um animal intacto—
já não sei—mas era real, era meu...


Não me satisfazes, ó reconhecimento,
porque me vendes a embriaguez de ser alguém
e me roubas a vertigem de ser todo.


André Vicente Carvalho de Toledo.

Nem sempre o silêncio é vazio. Às vezes ele carrega mais respostas do que mil vozes tentando explicar o que não tem explicação. Aprende a ouvir o que não é dito — é lá que mora a verdade.

A felicidade é a ausência do vazio.

O sol se escondeu na curva do mar
Meu peito vazio ficou a chorar
Sem você aqui
O tempo parou
Meu bem
Onde está o calor que restou?
Meu bem
Onde você está?
Quando você volta pra cá?
O vento leva meu pensar…

Estou morta,
Afundando cada vez mais nesse mar que se chama vida.
Hábito um corpo vazio,


Que um dia foi meu.

Meu país

Não o vistam de altar,
pois o sagrado não precisa de muros.
O vazio é vasto —
cabe a fé de cada um,
sem que se torne prisão de muitos.

Não o vistam de quartel,
pois a ordem não precisa de correntes.
O vazio é vasto —
cabe a voz de cada um,
sem que se torne grito de comando.

Não o vistam de cerca,
pois a terra não precisa de invasores.
O vazio é vasto —
cabe o chão de cada um,
sem que se torne espólio de guerra.

Ecos do deserto

No silêncio que engole a madrugada,
Sento-me ante o vazio das palavras,
Cada letra, um eco de minha nada,
Cada verso, uma sombra que não se lavra.

O vento atravessa minha mente seca,
Rasga lembranças, assombra memórias,
E cada rima que em vão se mece,
É um espectro a percorrer meus labirintos sombrios.

A pena treme, temendo a reprovação,
Do poeta que habita meu próprio peito;
Seus olhos de carvão queimam a criação,
Transformam sonho em pó, e esperança em leito.

Oh, tormento de moldar o intangível,
De buscar a luz no deserto da mente!
A inspiração foge, cruel e incrível,
E a dor do não-criado é eternamente presente.

Assim navego, entre dor e vazio,
Escravo do eco de minhas próprias exigências;
Cada linha que nasce é um desafio frio,
Cada verso, um lamento de minhas inconsistências.

E se um dia a poesia me libertar,
Que seja na aridez que aprendi a sofrer;
Pois só quem se perde no próprio olhar
Sabe a dor de escrever e jamais se ver.

O conhecimento é um vazio, cheio de ideias.

Abrigo no Vazio

A vida desfaz ilusões.
Cada saber
é uma pétala que cai.

O mundo não piora,
apenas o olhar
já não se deixa enganar.

A consciência pesa.
O fraco se esconde no cinismo,
o forte encontra repouso no silêncio.

Tudo passa.
Nada permanece.
O apego é veneno.

Quando tudo é máscara,
o silêncio é abrigo.
No vazio,
há paz.



Roberval Pedro Culpi

27/08/2025

Saber sem partilha é riqueza guardada num cofre vazio.

Educar é ensinar a caminhar sem medo do vazio.

⁠O banco do jardim vazio, me lembrou o seu carinho, num namoro agarradinho no tempo de frio.

Porque no fim, é só você com você. É na solidão que a verdade aparece, e só quem encara o vazio sem fugir é que descobre de onde vem a luz.




Por: Drykka Oficial

“A seca tornava o rio vazio como vazios ficavam os dias.”

Dos labirintos da mente,

sombrio, o vazio se sente.

Longos os passos da noite,

distante, o caminho ao longe.

Nisso, em campo do desconhecido,

minh'alma não desvia do esquecido.

Lá, onde o silêncio ecoa,

a voz do tempo que voa.

Não há pressa, nem saudade,

nem há prisões da vaidade.

De um eco em terra de ninguém,

a sombra do hoje que se tem.

Mero Pensador...

“Nunca confie em quem tem a boca cheia de nomes alheios e o coração vazio de verdade”

Entre o Coração e o Vazio


Há um abismo entre a boca e o coração,
um espaço onde os sons nascem e morrem
antes de alcançar o ar.
A língua repousa como um animal adormecido,
com medo de morder a própria carne.


Ele caminha entre rostos como quem atravessa um campo minado,
sabendo que cada gesto pode ser a explosão
que revelará a dor que carrega.
Prefere a distância à confissão,
prefere o eco vazio ao risco de ser visto.


As noites tornam-se longas
quando se guarda demais.
Os pensamentos crescem como raízes cegas,
procurando saída por frestas
que nunca se abrem.


O corpo aprende a calar antes da mente decidir,
uma disciplina antiga, quase cruel,
como um monge que jejua até esquecer o sabor.
O coração se torna um cofre de ferro,
sem chave e sem promessa de resgate.


Há uma ciência amarga em fingir normalidade,
em sorrir como se nada fosse urgente.
A arte de sobreviver está em parecer intocado,
mesmo quando por dentro
a própria alma se despedaça em silêncio.


Afastar-se é mais fácil do que explicar.
A ausência não exige justificativa,
apenas se instala como neblina,
apaga contornos
e esconde o que nunca foi dito.


Mas o que se evita pesa.
É um fardo que se acumula nos ombros,
uma sombra que cresce e acompanha os passos,
lembrando que todo silêncio é também
um grito sufocado.


O funeral acontece sob um céu pesado,
o cheiro de flores murchas e terra úmida
envolve os que choram com um peso invisível.
Ele observa de longe, sem se aproximar,
como se a morte fosse apenas mais um lugar
de onde é melhor se manter distante.


O caixão desce lentamente,
e todos ao redor murmuram despedidas
que ele jamais conseguiria dizer.
Os sinos soam como o eco de tudo que ficou preso,
e naquele instante,
ele percebe que enterra junto o que nunca teve coragem de oferecer.


Ele caminha sozinho pela rua deserta,
o corpo frio como pedra,
e pela primeira vez entende que não é o mundo que o abandona,
é ele que se abandona ao vazio
até que o próprio coração pare de chamar por socorro.

É no vazio que o Todo se manifesta em plenitude.

Entre o abismo e o sopro


Perdi-me em mim, num silêncio que ninguém ouve, num vazio que devora por dentro, numa dor inexplicável que não encontra tradução. Era como se o mundo me chamasse para fora dele, como se uma voz sussurrasse: “deixa ir, solta, termina…”. E eu, sem forças, só queria calar aquela angústia, só queria pular da ponte para escapar da ponte que havia em mim. Mas não era escolha, não era vontade, era um medo escondido, um segredo escuro, uma batalha sem testemunhas. Até hoje carrego essa luta constante: não cair nas armadilhas da vida, não ceder ao convite da desistência, não desejar apagar a própria luz. E quando sorrio, ninguém vê que por trás do riso há uma alma cansada, travando guerras invisíveis. A cada amanhecer, sou sobrevivente de um combate silencioso, uma rosa vermelha perfumada, com espinhos que perfuraram a alma. E ainda que doa, escrevo, choro, respiro… porque a vida insiste em mim, mesmo quando eu não consigo insistir para viver.