Vazio
Tenho medo de me olhar no espelho.
Medo de olhar para o meu rosto e encontrar apenas um vácuo escuro.
Onde antes um criança sonhadora vivera em um passado distante, medo de ver o que ela se tornou e medo de pensar sobre o que ela acharia do ser que nós nos tornamos
Parte da criança que restou dentro desta casca luta para subir a superfície, a outra parte, maior e mais forte, deixa-se afundar na escuridão da mente.
Ela está acostumada com o vazio.
É reconfortante, acolhedor e indolor; Depois de nadar contra a correnteza muitas vezes, permitindo enfim deixando-se levar, aceitando o que realmente é.
Somos a metade que não se conclui. A fala muda. O discurso silencioso. O dito não dito. Somos então um enredo que pensa acabar o inacabado.
Se palavras descrevessem o estado da minha alma, talvez não passaria os dias em exílio,
nem afundaria na maré...
No entanto, é impossível descrever o quanto dói:
A dor de se viver aquilo que se é.
Quando eu tô chapado sinto que descobri o sentido da vida, mas quando sóbrio percebo uma vida sem sentido, irônico, não?
Perder alguém
Perder alguém é um sentimento obscuro.
Perder alguém é um pedaço do coração trincado ou perdido.
Perder alguém é um sentimento de vazio e vago.
Perder alguém é caminhar em meio das lembranças boas e perceber que a vida tirou algo importante de você.
Você perde pra dor
Você perde para as lágrimas
Você perde para as recordações
Aí vem o tempo
Tempo ao tempo
Tempo ao vento
Tempo ao tempo
Tempo triste
Você continua sua vida com um sentimento de algo ficou para trás e que vai receber uma mensagem, uma ligação, uma visita, um grito no portão e que tudo não passou de um pesadelo.
Perder alguém.
Casais infelizes é o que mais se vê,
Com medo das perdas, nada mais se crê.
Sustentam dores e decepções,
Com medo de ferirem seus corações.
Preferem a infelicidade do que o amor,
Com medo de perderem, escolhem a dor.
Corações vazios,
Almas decepadas,
Mentes brilhantes,
Pessoas desperdiçadas.
Para Melisso o ser deveria ser infinito - Parmênides dizia que o ser devia ser finito. Melisso defende o ser infinito porque ele não pode ter limites nem no tempo nem no espaço. Se o ser fosse finito ele teria que fazer limite com o vazio, o vazio é um não ser e é impossível que o ser seja limitado pelo não ser. O ser além de ser infinito é uno porque se fossem dois um deveria fazer limite com o outro e fazer limite significa limitar e o ser não pode ser limitado por outra coisa, mesmo outro ser. O ser não pode ter sido gerado pois se tivesse sido gerado ou se pudesse ter fim o ser seria finito no tempo, o ser seria limitado pelo tempo. O ser não pode ter vindo do nada nem pode acabar no nada, não pode ter início nem fim, ele vai além do tempo, nele o presente o passado e o futuro coincidem. O ser sempre foi é e sempre será.
O ser é também incorpóreo, mas esse incorpóreo não quer dizer que ele seja imaterial, ele tem que ser incorpóreo porque não pode ter uma forma e os corpos têm forma. Se o ser tivesse uma forma ele teria que ser limitado pois a forma tem limites e o ser não pode ter limites. Aqui Melisso novamente modifica a teoria de Parmênides, pois este acreditava que o ser era como uma esfera. O ser de Melisso não pode ter a aparência corpórea de uma esfera porque mesmo a esfera põe limite no ser e o ser é ilimitado. O ser é pleno e qualquer forma de vazio e nada não existem.
Melisso além de defender a unidade do ser defende também a imobilidade do ser contra a ilusão do mundo sensível que se apresenta como múltiplo e em constante movimento. O conhecimento sensível é falso e a prova disso é que ele demonstra ao mesmo tempo a coisa e a sua modificação mas se as coisas fossem verdadeiras elas não modificariam.
(de A Filosofia de Melisso de Samos)
A alma é uma cigarra. Há na vida um momento em que uma voz nos diz que chegou a hora de uma grande metamorfose; é preciso abandonar o que sempre fomos para nos tornarmos outra coisa: “Cigarra! Morre e transforma-te! Saia da escuridão da terra. Voa pelo espaço vazio!”
Queria poder lhe prometer o mundo, mas o mundo não é meu. O que posso prometer é o meu mundo, pois ele estaria vazio sem você.
Os humanos buscam distrações com coisas fúteis e irracionais, para tentar esquecer o quão vazia e insignificante é sua existência.
Aquela cadeira de balanço
Pra frente e para trás
Esse é seu destino
Sua finalidade
E sempre fará seu papel
Dar conforto aqueles que já se cansaram
Cansaram talvez do que nada fazem
Cansados de nada serem
Buscando o que não existe
Vivendo o inevitável
Uma vida de balanço
Balanço este que não enjoa
E nem para
E nem deve
Pois é sua função
Dar movimento aqueles que mesmo parados
Querem se mover
Movem-se no vazio
Na ilusão do simples ser
Contentam-se nisso
Numa vida de balanço
Divertir-se é uma forma de distrair-se com ocupações que nos distanciam das misérias que vivemos. Quando não tivermos nada para fazer, sentiremos as nossas misérias, o divertimento é o fazer algo que vai distanciar nossa alma do vazio e do tédio. A diversão é uma fuga de nós mesmos.
Uma lágrima ingênua escorre pelo seu rosto. Para um momento no queixo, indecisa. Então, empurrada pela dor, dá um pulo no vazio.
A vida humana, pois, passa-se toda em querer e em adquirir. O desejo, por sua natureza, é dor: sua realização traz rapidamente a saciedade: o objetivo não era mais que uma miragem; a posse mata todo encanto; o desejo ou a necessidade de novo se apresentam, sob nova forma: se não, é o nada, é o vazio, é o tédio que chega.
Acredito que é direito legítimo de cada um falar ou não com qualquer outra pessoa. O fato de ela querer muito nossa atenção não nos obriga a aceitar sua aproximação. E isso independe das intenções de quem deseja o convívio.
Posso, se quiser, recusar a aproximação de uma pessoa, mesmo que ela venha me oferecer o melhor negócio do mundo. E o fato de uma pessoa me amar também não a autoriza a nada! Não pode, apenas por me amar, desejar que eu a queira por perto.
Ao forçar a aproximação com alguém que não esteja interessado nisso, a pessoa estará agindo de modo agressivo, autoritário e prepotente. (...)
Quando as pessoas falam e fazem o que querem, sem se preocupar com a repercussão sobre o outro, é porque nelas predomina o egoísmo ou o desejo de magoar.
"Flávio Gikovate"
Amor não é um sentimento somente de alegria constante, mas de tristeza, angústia e sofrimento também.
Veja o que diz em 1 Coríntios 13: 7,8
"tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba..."
As pessoas estão alimentando suas mentes e corações com tanta coisa vazia, que se não usarem máscaras, não tem mais identidade. Aonde foi parar a verdade, os sentimentos, o bom senso, a confiança, a luz e o amor?
