Vai Passar Felicidade Tristeza
Não há felicidade e alegria que nos ensine a passar pela dor e tristeza, mais ao contrário aprendemos a dar valor.
“... Que se afaste a tristeza e deixe passar a "Felicidade" que ela tem pressa em preencher espaços vazios que melancolia deixou.”
—By Coelhinha
Ahh... Dona Tristeza
dá licença que eu quero
passar !
Viu a Dona Felicidade
por aí ?
Diz a ela que ando cansada
de tanto ter que recomeçar !
Diz também que vim aqui
a esse mundo para
sorrir
viver e
amar !
Ahh...
E por favor
Vê se não aparece
mais aqui para me
incomodar !
E quer saber ?
Ando muito a fim mesmo ...
De nessa vida poder
dançar !
A tristeza e felicidade na constante evolução faz parte da vida, impossível não passar as alternâncias de altos e baixo na existência, aceite e valorize as, com à sabedoria de que tudo é passageiro, encarem as ilusões diárias que brota desses ápices de falsas alegrias, sem as atitudes de garotos mimados, ter fraquezas e frustrações é normal para o crescimento espiritual, cada momento nas peculiaridades que seguem, temos que aprender à aceitarmos equilíbrio na verdadeira felicidade, pois momentos de dores e melancolias sempre vão existir, como um quebra cabeça que precisamos de paciência ao montar, aplicando se com os sentimentos de fé, trazendo à paz e serenidade a sua evolução.
Nós temos que passar por dificuldades para evoluirmos, a tristeza não é eterna, e nem a felicidade também, mas nessa vida do meio termo eu tento me acostumar com ela. Tive tristezas, sim tive. Mas depois delas vieram muitas felicidades e também muitos aprendizados.
A felicidade não fica parado esperando a tempestade passar, a felicidade está onde a tristeza expulsou a alegria confortando e secando as lágrimas a felicidade está onde você está.
Um dia vou morrer, afinal todos irão morrer, vão me enterrar, um fazendeiro muito louco vai me adubar e me transformar em um lindo pé de maconha. Só assim poderei saber que, mesmo depois de morta, continuarei fazendo sua cabeça!
"Quando quiser algo lute pois antes a tristeza de não ter vencido do que a vergonha de não ter lutado!"
Anda em mim, soturnamente,
uma tristeza ociosa,
sem objetivo, latente,
vaga, indecisa, medrosa.
Como ave torva e sem rumo,
ondula, vagueia, oscila
e sobe em nuvens de fumo
e na minh’alma se asila.
Uma tristeza que eu, mudo,
fico nela meditando
e meditando, por tudo
e em toda a parte sonhando.
Tristeza de não sei donde,
de não sei quando nem como…
flor mortal, que dentro esconde
sementes de um mago pomo.
Dessas tristezas incertas,
esparsas, indefinidas…
como almas vagas, desertas
no rumo eterno das vidas.
Tristeza sem causa forte,
diversa de outras tristezas,
nem da vida nem da morte
gerada nas correntezas…
Tristeza de outros espaços,
de outros céus, de outras esferas,
de outros límpidos abraços,
de outras castas primaveras.
Dessas tristezas que vagam
com volúpias tão sombrias
que as nossas almas alagam
de estranhas melancolias.
Dessas tristezas sem fundo,
sem origens prolongadas,
sem saudades deste mundo,
sem noites, sem alvoradas.
Que principiam no sonho
e acabam na Realidade,
através do mar tristonho
desta absurda Imensidade.
Certa tristeza indizível,
abstrata, como se fosse
a grande alma do Sensível
magoada, mística, doce.
Ah! tristeza imponderável,
abismo, mistério, aflito,
torturante, formidável…
ah! tristeza do Infinito!
Apague com o sorriso a tristeza que existe no teu rosto.
Assim não darás a quem te ama a tristeza de te ver chorar.
E assim darás a quem te ama a alegria de te ver sorrir.
A Morte
Oh! que doce tristeza e que ternura
No olhar ansioso, aflito dos que morrem…
De que âncoras profundas se socorrem
Os que penetram nessa noite escura!
Da vida aos frios véus da sepultura
Vagos momentos trêmulos decorrem…
E dos olhos as lágrimas escorrem
Como faróis da humana Desventura.
Descem então aos golfos congelados
Os que na terra vagam suspirando,
Com os velhos corações tantalizados.
Tudo negro e sinistro vai rolando
Báratro abaixo, aos ecos soluçados
Do vendaval da Morte ondeando, uivando…
Uma donzela estava um dia sentada à beira de um riacho deixando a água do riacho passar por entre os seus dedos muito brancos, quando sentiu seu anel de diamante ser levado pelas águas. Temendo o castigo do pai, a donzela contou em casa que fora assaltada por um homem no bosque e que ele arrancara o anel de diamante do seu dedo e a deixara desfalecida sobre um canteiro de margarida. O pai e os irmãos da donzela foram atrás do assaltante e encontraram um homem dormindo no bosque, e o mataram, mas não encontraram o anel de diamante. E a donzela disse:
- Agora me lembro, não era um homem, erram dois.
- E o pai e os irmãos da donzela saíram atrás do segundo homem e o encontraram, e o mataram, mas ele também não tinha o anel. E a donzela disse:
- Então está com o terceiro!
Pois se lembrara que havia um terceiro assaltante. E o pai e os irmãos da donzela saíram no encalço do terceiro assaltante, e o encontraram no bosque. Mas não o mataram, pois estavam fartos de sangue. E trouxeram o homem para a aldeia, e o revistaram e encontraram no seu bolso o anel de diamante da donzela, para espanto dela.
- Foi ele que assaltou a donzela, e arrrancou o anel de seu dedo e a deixou desfalecida - gritaram os aldeões. - Matem-no!
- Esperem! - gritou o homem, no momento em que passavam a corda da forca pelo seu pescoço. - Eu não roubei o anel. Foi ela que me deu!
E apontou para a donzela, diante do escândalo de todos.
O homem contou que estava sentado à beira do riacho, pescando, quando a donzela se aproximou dele e pediu um beijo. Ele deu o beijo. Depois a donzela tirara a roupa e pedira e pedira que ele a possuísse, pois queria saber o que era o amor. Mas como era um homem honrado, ele resistira, e dissera que a donzela devia ter paciência, pois conheceria o amor do marido no seu leito de núpcias. Então a donzela lhe oferecera o anel, dizendo "Já que meus encantos não o seduzem, este anel comprará o seu amor". E ele sucumbira, pois era pobre, e a necessidade é o algoz da honra.
Todos se viraram contra a donzela e gritaram: "Rameira! Impura! Diaba!" e exigiram seu sacrifício. E o próprio pai da donzela passou a forca para o seu pescoço.
Antes de morrer, a donzela disse para o pescado:
- A sua mentira era maior que a minha. E Eles mataram pela minha mentira e vão matar pela sua. Onde está, afinal, a verdade?
O pescador deu de ombros e disse:
- A verdade é que eu achei o anel na barriga de um peixe. Mas quem a acreditaria nisso? O pessoal quer violência e sexo, não histórias de pescador.
Eu não me afastei de você. Eu quis passar o resto da minha vida com você. Eu sentia tanto a sua falta. Todos os dias. Mas passamos semanas sem ter uma conversa amiga. Você nunca me deixou entrar pela sua porta de verdade. Eu nunca vi voce sentir a minha falta. Eu tomei outro caminho. Um caminho que não cura a minha dor incurável. Mas me ajuda a conviver com ela.
