Vai Passar Felicidade Tristeza
Eu sempre dei conta das minhas tristezas; eu sempre consegui filtrar o que ouvia; eu sempre consegui rir mesmo chorando por dentro.
Acontece que me apatece de às vezes sucumbir ou de me recair à tristeza.
Nem sempre tudo é festa.
Nunca fui de abraços e carícias.
Às vezes nem sei porque me sinto tão mal.
Dores surgem, sono diminui, concentração fica escassa, músicas não consolam mais.
Uma palavra ouvida pode acabar com o meu dia, bem como um abraço pode ensolarar o meu dia nublado.
Embora lá fora esteja um dia lindo, em mim se faz frio e chuvoso.
É complicado descrever a quantidade e o volume das coisas que me atormentam, principalmente as que não consigo resolver, penso em desistir de resolve-Los porque me desanimo em tentar novamente ou mesmo de inicia-Los.
Assim, deste modo, sinto-me uma incapaz, uma fracassada, uma total desprezível pessoa.
São recaídas à uma tristeza avassaladora que corrói e que irrita, e que machuca, não somente a mim, mas também a quem me rodeia.
Saudades que a soma é infinita, a reconstrução diária de uma vida que não continuou, mas que perpetua na mente sendo vivida.
Saudades do que era pra ser e não foi. Saudades de um "eu" que não existiu e talvez nem venha a existir, ou nem exista.
Talvez sofro da patologia da "saudade" ( talvez exista essa doença, se não, crio-a agora.).
Talvez seja moda ou uma TPM fortíssima.
Adoro o silêncio que existe na Multidão que às vezes me rodeia, assim como amo o silêncio da madrugada, quando apenas o único barulho ouvinte seja da minha mente perturbada.
Nada tem me conseguido animar.
Qualquer coisa me entristece.
Já não finjo sofrer. Apenas que, às vezes disfarço, mas até isso se tornou cansativo.
Tudo me cansa. A TV, os assuntos, os livros, o dia, a noite, a vida...
Queria, por vezes ficar inerte, inerte de tudo. Sozinha de tudo, quase um coma , não inconsciente, mas parada, comigo mesma.
Não pretendo que alguém entenda, porque seria demais que alguém entendesse o que nem eu sei explicar.
A dor sentida muitas vezes não explica, mas fácil dizer: -sofro de dor nas costas. Ou - dor de cabeça. É mais compreensível.
Nem eu sei que nome sa dá ao que sinto, talvez nem Freud.
Mas a doença da vez é a depressão, tudo é depressão. O mau do século 21!
Eu não sei.
...
gostaria de ser como os astrônomos olhar para as estrelas só para observar-las e não para esquecer meus problemas
Choramos por diversos motivos, porém, as vezes não queremos demonstrar a ninguém, por mais que esse choro nos sufoque por dentro.
“Hoje, ao acordar, senti em meu peito o meu coração se encolher. Subitamente percebi que acordei na mesma realidade, angustiante e sufocante, com que havia dormido. Descobri que dormir é bom, sonhar é melhor ainda, mesmo que os sonhos não sejam tão bons. Porque, hoje, meu pior pesadelo, além de ter sido o de acordar, foi o de me manter acordado e vivo”.
Sou um mero dissidente da vida comum; Sou um forasteiro do convencional e previsível.
Muito prazer, eu sou menos um na multidão!
Olhos fundos e rosto inchado são mais que translúcidos tuas lágrimas e seus sentimentos do fato de ter errado, sendo agravado ainda mais por ter sido responsável pelas muitas feridas abertas e dilaceradas em seu próprio ego...
4 - Reflexo
Indago à parede
O sentido da vida
A parede reflete
Alguma ferida
Remendos e ligas
Sob a luz negra
Ou colorida
Tolice,tolice
A tristeza da vida
Vida passada
Às pressas,corrida
E aquela alegria
Que pena,esquecida
Lá na memória
Ó nostalgia
Confusa e fosca
Na alma perdida
Perdida por quê?
A parede sorria.
Amigos passam a ser colegas, colegas passam a ser estranhos, estranhos passam a ser amigos, e a vida continua.
Em tempos de valores esquecidos, guerras, intrigas e trapaças; Em tempos de gente roubando e tirando de quem precisa; Em tempos de amizades desfeitas, amores traídos, distanciamento da família; Em tempos onde pessoas viram as costas; Em tempos onde a maldade está na moda; Em tempos onde não se importar está em voga; Em tempos que parecem o fim dos tempos, no limiar da esperança, hoje, na maior tragédia do esporte mundial, uma luz no fim do túnel brilhou. Gestos belos, atitudes maravilhosas, aconteceram durante o dia todo, vindos de todos os lugares, das mais diferentes maneiras. Hoje, no dia mais escuro do futebol mundial, não houve cores, não houve hino, não houve gols, hoje não houve futebol; hoje houve solidariedade e compaixão. De coração, hoje eu senti uma gigante tristeza pela perda de tantas vidas e tantos sonhos, e também senti uma enorme emoção a cada belo gesto fraternal para aqueles que se foram e àqueles que deixaram. Peço a todos que reflitam, que perdoem, que mudem, que digam "eu te amo" para quem vocês amam; que ajudem ao próximo; que apoiem quem precisa de apoio; que não abandonem aqueles que te amam; que vivam e amem como se não houvesse amanhã, porque você nunca sabe quando realmente será.
21 de setembro
Foi um momento de abstração, apenas.
Ele, tão indiferente, cumpriu seu papel de pura simpatia como sempre, cortês, misterioso, apático a qualquer sentimento de culpa ou desconforto pelo seu comportamento das últimas semanas.
Literalmente eu me senti em outro cosmo, vesti minha capa de supermulher e entrei no jogo, sim eu estava sorrindo, mas não me sentia feliz.
Introvertida de sentimentos, me fechei dentro de mim como ninguém jamais faria, entorpecida de autocontrole, como um ex-alcoólatra, convicta de que aquele não passava de mais um dia, ou melhor de alguma horas, a sensação era que ninguém além de mim mesma se importava com aquela situação, ou melhor, com os meus sentimentos.
Pergunto pra mim mesma o porquê você agiu assim? Tão amigo, tão gélido, tão ninguém? Confesso que, após sua saída, o evento ficou muito melhor, porém menos interessante, não tive minhas respostas e mais uma vez tiro as minhas próprias conclusões de um tema que provavelmente só eu estive interessada.
Estive pensando em me afastar, aliás me afastar de quem? Impossível se distanciar de quem sempre esteve longe. Brincando de contatos no Facebook, de próximos no WhatsApp, quando na verdade não passamos de dois estranhos, basta um virgula mal interpretada e já não se sabe mais quem é quem. Triste.
Paz e bem.
Meu coração, cortado como um pedaço de carne, faz sangrar, encher meus olhos de água salgada, que rola pela face queimando a pele, destruindo a alma.
Falar de amor, para algumas pessoas é
falar de vida e esperança, para mim,
é falar de magoas e solidão.
Doía-me toda vez que ela
Me perguntava se eu
Estava bem, e eu tinha
Que mentir dizendo que sim
Para não deixa - lá preocupada
E poupar explicações.
Espero que um dia você volte para
Meus braços e eu possa ver o mundo
colorido como você deixava o meu.
Olho-me no espelho e vejo o medo.
O que eu fiz para merecer isso,
O que eu me tornei, vejo que eu virei
O que eu mais temia.
(Sozinho)
Depois que tu partiste...
Eu vivo triste,
Sozinho e cabisbaixo,
A vida só me reservou o vai e vem dessas ondas.
Ondas neste grande mar de incertezas,
Incertezas que muitas vezes só me trazem o lixo,
Sim, o lixo das lembranças,
Lembranças de ti e da vida que vivemos juntos!...
Hoje aqui, sentado neste banco, oro e imploro, que, um dia eu possa ser libertado desta tristeza e vir a morrer em paz!
***
