Vai Ficar na Memoria

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Começar...
Hoje vou reordenar minha memória. Estou começando um dia novo, num novo tempo, num ano novo. Meu ano começa hoje e serei obrigada a sonhar tudo de novo. Meus sonhos se tornam realidade quando eu quero!

Em memória a Tiradentes: Está na hora do povo passar a forca para o outro lado.

Existem apenas duas formas para se tornar imortal, uma delas é na memoria das pessoas, a outra é nas paginas de um livro.

O que fica em nossa memória é o que encanta nossos olhos e o que toca nosso coração.

Cada estrada, uma memória, sua história.

Sua memória era algo tangível e pesado, e eu a levaria comigo.

Saudades são lembranças boas
que ficaram guardadas na
memória da gente

Grandes lideres somam vitórias na memória mas pecam diante da história quando minimos detalhes lhes retiram a glória.

A alma e o espírito dos meus ancestrais permanecerão vivos para sempre em minha memória!

O encontro

Uma memória, uma xícara de café, uma boa música e um perfume marcante.
Estaria ela esperando alguém?
Certamente sim. Mas ela não espera um homem de barba feita, terno e um buquê na mão. Ela espera o seu antigo eu, ansiosa, atenta a janela.
Entre uma golada e outra de café, sentada na mesa vê o seu eu chegando... toda preocupada se a roupa se adequa, se o corpo se esculpe com aquele vestido vermelho de alta costura, se o status do aplicativo foi atualizado. O antigo eu senta na mesa, mas se recusa ao café. Quer um vinho em uma boa taça, que é para garantir a próxima atualização do status. Não olha para a atual, não tem tempo para isso. Liga a câmera frontal e confere se o cabelo e a maquiagem estão intactos. Para quem? Por quem?
Para o mundo virtual.
Ela, o eu atual, olha fixamente para a estante, onde as fotografias não mostravam o amor e a cumplicidade de alguém e sim os momentos luxuosos vividos e os países visitados: sozinha.
Mergulha em pensamentos e revive a morte dos pais, naquele acidente de carro em que somente ela sobreviveu. Entretanto lembrou -se das mensagens de consolo que recebeu pelo celular, percebendo mais uma vez o quanto as pessoas deixaram que o celular as substituíssem. Mensagens de fé, amor, consolo e carinho, mas o calor de um abraço e o toque das mãos naquele momento não existia mais.
O eu atual começou a elucidar as coisas e resolveu entregar ao antigo eu todas as memórias que para ela se tornaram fúteis. Sem expressão nenhuma entregou também o celular.
O tempo passou e...
As pessoas que sentiram sua falta no meio virtual a viam caminhando todos os dias (coisa que ela não fazia antes) no parque. Ela estava abrindo horizontes e fazendo coisas que acabara de descobrir que gostava. Começou a trabalhar numa creche e descobriu uma paixão por criança. Abraços não faltavam mais na rotina da nova "tia".
Cada dia mais trazia para si o contato corpo a corpo, olho a olho.
A casa que já não tinha mais cor começou a colorir-se novamente. A mesma recebia muitas visitas e passava horas lembrando vagamente das paisagens que conheceu mundo afora e transformando em arte com seus pincéis multicores. Pintava quadros lindos que tiravam o fôlego e mexiam com o intelectual.
Após esse encontro, ela afirma que não retomou a vida e sim que aprendeu a viver. Pois antes ela existia em um mundo oco, de curtidas e meias palavras e não sentia o prazer, o real prazer de existir.
Quem sabe em uma caminhada matinal ou em um momento inesperado ela tromba com o amor da sua vida. Afinal, agora ela é real e desperta olhares reais.

Na passarela do tempo o nosso amor passou,
no pendrive da memória retenho as lembranças felizes.

RE-CONSTRUÇÃO

Não tenho medo que o tempo
apague minha memória, afinal,
ele constrói, reconstrói e destrói.
Talvez destruir, também,
seja um forma de reconstrução.

A memória é uma armadilha, pura e simples, que altera, e subtilmente reorganiza o passado, de forma a se encaixar no presente.

O FIO GUARDA A MEMÓRIA
O fio criando conversas
a gente sem pressa se põe a lembrar
Alinhava um afeto noutro
e nem sente o tempo passar.
As linhas que bordam o tecido
se encontram e se espalham,
criando aquela disposição genuína
para amar.
Almas se entregam ao tecer,
universos inteiros de saudade e saber.
Bordado é encontro,
onde alinhavo meus dias entre nós…
Uma bordadura de avesso, passados e presente.
Mãos que produzem efeitos,
decifram enigmas
Feitos de um fio encantado
para gente acreditar:
Bordado é oração.

Os ventos

Os ventos do passado,
Não sopram mais,
São apenas brisas, que refrescam a memória, quando a saudade dessa história,
Levam o meu barco pra esse cais.

Saudade boa,de um tempo que não volta, apenas a mente povoa,fazendo-me viajar, nas asas de uma lembrança morta.

Lembranças e sonhos,
Esperanças e ilusões,
Fizeram-me um velho tristonho,
Hospedeiro de aflições.

Aflições e sofrimentos,
O tempo e o vento,
Louca busca por sentimentos,
Perdida em algum lugar do pensamento.

Pensamento de uma busca,
De uma cor incusa,
Do cheiro da sua blusa,
Do nosso suor e de nossa bagunça.

Deixada em nosso melhor momento,
Onde houve explosão de sentimentos,
Prazer, êxtase e encantamentos,
Viajando pelo tempo nas asas do vento.

Queria mas não tenho,
Tenho e não quero,
O que não preciso eu retenho,
O necessário eu espero.

A vida é um mistério,
Os inteligentes conseguem entender,
Às vezes se reclusa em um monastério,
Tempo necessário para aprender.

Aprender e ensinar,
Sina de mestre e discípulo,
Reter e disciplinar,
Escrever a cada dia,um novo capítulo.

Às vezes, não é bom ter uma boa memória, principalmente se for a memória do coração...

Seu jeito me deixou encantado
Seu sorriso, maravilhado
Na memória ficou marcado
Pra nunca deixar de ser lembrado

As mais belas fotografias mantenho comigo impressas no album da memória

A história trabalha a nossa intuição, imaginação, memória e razão, lapidando nosso coração, mostrando que o que passou, passou. O tempo é a contagem progressiva do início, meio e fim.

Sim, não morrerás! Na terra viverás pelo teu gênio, na memória da tua gente e, porque foste justo e meigo, honesto e piedoso, viverás no céu, no coração de Deus”.

(de um discurso de Coelho Neto homenageando Olavo Bilac, na comemoração do 3º ano de sua morte)