Vai Ficar na Memoria
E como um ato de amor eu fui embora, mesmo querendo ficar, não por não sentir, mas por medo de te machucar, não por não te amar, mas por receio de estragar a beleza que há em você, te assisto de longe e mesmo sem perceber, há noites que eu ainda adormeço chorando, por lembrar-me de como era te ter...
Parte de mim quer ir, mas parte de mim quer ficar. Então farei o seguinte, deixarei parte de mim com você e amanhã voltarei para pegar.
Não imploro pra ficar, muito menos insisto em caber onde não me querem. Tenho mil defeitos, mas ser incômodo nunca foi um deles. Percebeu meu silêncio? É que eu já fui embora. Eu não causo peso eu deixo saudade. Prefiro ser lembrança do que ser ferida. Ao menor sinal de incômodo, eu me recolho com a elegância de quem já aprendeu que presença não se força. E se minha ausência doer, é porque eu fui mais leve do que deveriam ter notado.
Demorou, mas eu entendi:
a solitude não é ausência, é presença.
É quando a gente aprende a ficar com a própria companhia
e percebe que o silêncio pode ser um abraço.
Que a paz mora onde não há cobranças, só verdade.
Foi na solitude que me encontrei de novo.
Sem precisar provar nada, sem máscaras.
Ali, enxerguei as feridas que escondi por tanto tempo
e tive coragem de curá-las.
Com calma.
Com verdade.
Com amor-próprio.
Descobri que estar só é diferente de estar vazio.
E que, às vezes, a gente precisa da solidão pra lembrar de quem é.
Aprendi a me escolher, sem medo.
A cuidar de mim, sem pressa.
A não aceitar menos do que eu sei que mereço.
Hoje, se não for inteiro, eu não fico.
Se não for recíproco, eu me retiro.
Porque depois que a gente conhece a paz da solitude,
não se contenta mais com metades.
Me amar foi o início da minha cura.
E a minha paz… virou sagrada.
Se for pra ficar, que fique até nos dias nublados
Tem ausências que ensinam mais que presenças.
E partidas que, por mais que doam, são livramentos disfarçados.
Às vezes, o que a gente chama de perda… é só a vida fazendo espaço.
Não quero mais quem só fica quando tudo está bonito.
Quero que aguente o dia cinza, a lágrima contida, a bagunça que nem eu entendo.
Quero alguém que me leia sem pressa, que escute o que nem chego a dizer.
Alguém que saiba que até o mais forte desaba e que tudo bem desmoronar de vez em quando.
Cansei de quem só quer a versão editada de mim.
Meu caos também é parte da história.
Minhas dúvidas, meus silêncios, minhas recaídas.
O amor verdadeiro não arruma tudo. Mas ele escolhe ficar, mesmo quando está tudo fora do lugar.
E se for para amar…
Que seja inteiro, mesmo nas metades.
Que seja presença, mesmo no silêncio.
Que seja abrigo e não apenas mais um vento de passagem.
Engraçado… Tem gente que entra na sua vida prometendo o mundo. Diz que vai ficar, jura que é diferente, fala bonito… E você, com o coração aberto, acredita. Mas aí… Quando as coisas apertam, quando a vida cobra presença, elas somem. Desaparecem como se nunca tivessem te conhecido. E é nessa hora que tudo faz sentido. A saída delas revela o que as palavras escondiam. A ausência grita verdades que a presença abafava. E a máscara… cai. Você entende que nem toda promessa é para ser cumprida. E que o silêncio de quem vai embora fala mais do que mil declarações.
Ela aprendeu a não implorar por presença.
Quem quer ficar.
Quem sente, mostra.
Ela cansou de ser abrigo temporário para corações indecisos.
Agora, observa em silêncio.
Se encanta sozinha.
Se retira sem avisar.
E se um dia ela voltar o olhar para você, agradeça.
Nem todo mundo tem a sorte de ser lembrado por alguém que já sentiu com a alma.
Coração não é estação de passagem, e quem não tem a coragem de ficar, que não toque. Às vezes, o maior gesto de amor-próprio é escolher quem merece adentrar o nosso templo.
Se for pra amar, queime. Se for pra ficar, marque. O resto é só ego ferido brincando de afeto. Intensidade assusta… só quem nunca sentiu de verdade.
Tem gente que chama de amor… mas é só medo de ficar sozinho. Gente que se entrega não porque transborda, mas porque implora. A verdade é simples e brutal: quem não aprendeu a se bastar, ama esperando que o outro o salve. Mas o amor de verdade não é remendo, não é muleta, não é cura milagrosa. É encontro de quem já se encontrou. Amar com consciência é ter tanto dentro de si que não se pede, se oferece. É olhar no outro e dizer: “eu te escolho”, e não “me completa”. Porque quem ama com carência, sufoca. Quem ama com consciência, liberta. E só quem se basta… é capaz de amar sem se perder.
Responsabilidade afetiva não é te querer… É saber se eu tenho o direito de ficar. Antes de querer alguém, aprende a não bagunçar o que já tá em paz. Solitude não é solidão… É paz sem interferência. Descobri que o melhor som do mundo… É o silêncio de onde ninguém bagunça minha paz. Amor-próprio também é aprender a ir embora… Em silêncio. Cuidado: tem gente que chama egoísmo… Mas é só o peso de nunca ter respeitado o outro. Não grito, não imploro, não explico. Quem não percebe meu silêncio… Não merecia meu barulho.
Amor de verdadenão é sobre estar só nos dias bonitos.É sobre ficar quando tudo em volta desmorona.É segurar a mão no meio do caos,é sentar do lado no silêncio pesado,é olhar nos olhos e dizer:“eu tô aqui. Não vou embora.”Porque amar não é fugir quando a dor aparece.É ser abrigo.É ser colo.É ser presença.quem ama de verdadenão se assusta com as suas sombras,não desiste dos seus dias ruins,não corre quando você desaba.amar é ficar.mesmo quando seria mais fácil ir.é ser porto seguro,quando o mundo inteiro vira tempestade.ser abrigo.ficar quando tudo desmorona.isso sim…é amor.
A mente de um adulto pode ficar presa por uma corrente de anéis de cebola; para tanto, basta condicioná-lo, quando criança, constantemente a um estado operante, onde o rompimento da célula da cebola lhe provoca um intenso ardor e lacrimação nos olhos.
Enquanto muitos crentes já não querem ficar de pé para a leitura da Bíblia, os muçulmanos, para nossa vergonha, se põem de joelhos diante do Deus do Alcorão nas ruas, nas vias, nos trânsitos e até mesmo nos aviões.
