Va em Busca da Felicidade sem Medo
Que o tempo se mostre claro e óbvio e que o BUSCAR seja complementado pela certeza do ENCONTRAR.
De nada adianta correr exaustivamente em busca de algo que deixa incertezas... O que tem de ser, será!
Eu sou uma busca
É diário é frequente
As vezes desnecessário
Sempre constante
Busco sempre
Na mente
Na rua
Na vida
Nos livros em mim
Em ti
Eu sou busca
Isso nunca atrapalhou nunca
Nunca incomodou
A busca sempre foi
Sempre será, é
Eu sou busca
Não é uma opção
É um vício incessante
Eu sou busca
Deixa-me ser
Ser é uma questão de decidir
Eu não sei se busco ser
Até porque ser é muito
Mas a busca eu consigo
Eu sou busca
E não me canso
Abstenção
Ato de agir por inibição, desconforto, segredo.
Porem tudo é segredo em meio ao caos.
Ao caos da alma, da falta de calma.
Da interposição.
Estranho seria dividir e multiplicar,
O que aqui há.
Mas afinal o que há?
A procura, o desejo, o coração.
Armas de persuasão,
Inócua no vácuo dos pensamentos.
Atentos.
Sim, naquilo que é seu.
Perdeu.
Correu.
Não, não mais fugir.
Encontrar-se.
Deixar ir.
E vir.
Sem medo, sem preocupação.
Liberdade ou opressão.
SENTIR.
Enquanto minha alma necessita de liberdade o meu um coração anseia por dominação.
Sou um ser que encontra na dualidade a sua melhor versão.
Sempre me projetei em busca, do autoconhecimento e do conhecimento, de novos saberes, sempre. E isso é o que mais me importa, buscar sempre.
João Luís dos Santos
SONHAR
Existe algo belo e sedutor em sonhar
Sonhamos com desejos novos e antigos, muitos dos quais não esperamos realizar
O sonho adoça nossa boca, encanta nossos olhos e deixa um gosto amargo no final
Porque não importa o quão belo ele seja nada daquilo é real
Lutar por um sonho é trabalho de mestre, deus e senhor
Tomar o destino em cabresto e, com os dentes trincados, lançar-se naquele furor
É duro desesperador e por vezes nada daquilo parece importar
Mas há a chance que os sonhos se pintem em realidade ainda mais bela do que podemos imaginar
Certos desejos, que não chegam a sonhos, também rodam o fundo da nossa mente
Inconfessos por sua própria natureza, oscilam no lusco fusco daquela estranha lente
Esses são perigosos porque não nos movem como um sonhar
Mas mantém por anos cativa nossa atenção enquanto oscilam entre ser e estar
Naquele lugar pseudo-esquecido mas que ressoa com uma melodia familiar
Não desbravamos a selva alagada das possibilidades esquecidas que fulguram no além mar
Mas existem ocasiões em que as Parcas gostam de jogar
E tecem uma trama profana nos colocando bem onde poderíamos, talvez, querer estar
O que você faz quando uma vontade que jamais verbalizou estende a mão?
A resposta é óbvia, não seria concebível para nós dizer um não
Com surpresa e prazer dançamos aquela valsa desconhecida em um solo escuro e movediço
E esperamos que aquele sopro de boa sorte nos leve para mais longe e nos dê cada vez mais disso
Nesse momento cometemos o maior erro e ousamos sonhar
Uma realidade que não nos pertence brilha ao longe e desejamos ardentemente tocar
Mas tal como as Parcas começaram, elas terminam, com um puxar preguiçoso do seu cordão
E aquilo se esfacela ao som agudo e triturante da decepção
O que nunca iria acontecer mas que bailou a nossa frente em um fátuo de saudade
Deixa nossos olhos momentaneamente cegos mas ainda desejos daquela onírica verdade
É possível sentir saudade de uma verdade que nunca esteve presente?
Pois sim, é possível, e essa é uma falta que jamais irá deixar os recônditos mais obscuros da nossa mente.
Devo agradecer a todos os que vieram até mim para préstimos do meu trabalho.
Somente assim FOI POSSÍVEL sobreviver e dar um caminho com mais flores e menos pedras para os meus filhos seguirem as suas jornadas em busca de suas vitórias
OBRIGADA.
Quando vai caminhar, você está em busca da solidão, e se a solidão não vier até você, você deve ir até ela.
O abominável homem das trevas
Sombrio e obscuro,
ele navegava pelo asfalto da avenida
como quem veleja pelo concreto frio, cinza e duro da cidade.
Caminhava altivo e inexorável
os caminhos possíveis de seu pensar,
em ruinas, via o seu mundo inexplorável ruir a cada esquina.
Sentia suas dores mais intangíveis explodirem na escuridão à sua frente
e como um mensageiro da escuridão ele explorava o mundo de forma inabalável.
Em meio às trevas de sua existência embebidas de silêncios enormes
que lhe afagavam a face
penetrava o seu abismo mais profundo.
Feito mãos que penetram insensíveis as teclas de um piano e afagam sombrias as cordas de uma guitarra,
seus pensamentos mais sordidos ressoavam temerosos e solitários pelos acordes mais crueis e malignos daquela noite.
Ao caminhar por seus medos mais horrendos, se aprazia da amizade sincera que lhe ofertava a solidão, oprimido pelas sombras da noite retorcendo-se pelo caminho e beliscando o seu calcanhar, via, sentia,
a brisa da noite lhe afagar serena a face segundos antes do breu intenso da madrugada explodir em sua retina,
já turva e meio estorvada.
Enquanto percorria sozinho e intrépido os caminhos sombrios de sua escuridão revia os rumos prescritos em seu destino.
Ao passar pela avenida vazia,
via as luzes dos postes de iluminação se apagarem feito presságios.
O abominável homem das trevas caminhava sonoro, todos os dias,
pelas vias mais improváveis de sua quase morte
e bem em meio a percepção de sua inexistência
era acometido de uma euforia absorta e imponderável,
acometido de um prazer inexplicável.
A adrenalina lhe aprazia.
As trevas lhe aprazia.
A solidão lhe aprazia.
Nem mesmo a morte lhe metia medo.
Na escuridão, os seus olhos brilhavam feito estrelas raivosas
deslizando pelo céu infindo,
refletindo o brilho sagaz de sua impenetrável coragem.
Seu hábitat era a escuridão.
O ecossistema ao qual pertencia subsistia no caos à beira do quase fim.
"Às vezes você pensa que tá buscando um sonho, mas é só um sonho porque você não tem aptidão pra aquilo, então não dá certo. Não se busca o que não existe."
Anti-verso
Olho para trás e vejo
Dias que se foram, amanhãs que já passaram
O agoras que já são passado
O ontem que já não muda
Um amanhã para desbravar
Procuro dentro de mim, eus que ainda estão por vir
Me encontro gota d’água em meio a tempestade
Acúmulo nas horas, dias, olheiras e rugas
Concluo, caminhos que antes pareciam não terminar
Desejo você, companhia nas caminhadas
Dias que ainda não nasceram, haverão de raiar
Agendados na agenda para não deixar nada passar
Somos molécula anfipática, agarradas em meio a água
Somos pilha que dura, somos lítio puro
Somos duros na queda, somos diamante bruto
Somos queda sem parada, somos via láctea
Somos parada sem rua, somos as cordas do universo
Refletidas do anteverso, somos também matéria escura
Somos rua sem esquina, não existe esquina sem rua
Somos esquina da Lua, somos corpos celestes reorganizados
Somos lua, eu sou minha, tu és teu, somos dupla
Desejo que entenda minhas pistas
Que as pistas sejam suas
Que suas sejam as mãos
Que minhas mãos sejam as tuas
Que soem suas palavras todo dia
Quero dia sem angustia e angústia sem dia
Que saiba em fim
Que a maior conquista da minha vida foi
Te conhecer e a mim
Quando um inseto fica batendo insistentemente na lâmpada, ele não quer quebrá-la... Ele quer a luz que só vem dela...
