Va em Busca da Felicidade sem Medo
Ooooh, querida
não olhe pra trás.
Somos tolos em busca de uma solução,
somos a dança, somos a canção.
Você pode não ouvir nenhuma palavra —
é na falha que entendemos
que não somos nada,
nem ninguém naquele lugar.
Todos podem me ouvir,
mas será que alguém me escuta?
Todos podem me ver,
mas alguém vem me visitar?
Somos estrelas caminhando sozinhas.
Nascemos com ajuda,
mas seguimos entre labutas.
Vemos a dor do outro,
mas quem caminha conosco
durante a dor de um parto,
durante o peso de um fardo?
Somos fortes,
mas às vezes não entendemos.
Guardamos tudo,
e nem sempre compreendemos.
A válvula está na fé —
uma fé que nem nós entendemos.
Intercedemos, pedimos uma saída,
mas me vejo contra a parede:
não é porta, é muro,
devolvendo tudo como contrapartida.
Era uma via única.
Pena que eu poderia ter acreditado.
Sua verdade é surda e muda pra você,
enquanto o mundo aprende
que nem sempre a repreensão é o ser —
é só o parecer.
Você perdeu tudo sem perceber.
Não lutou.
Deitou
e esperou acontecer.
Foi a voz que fez o mundo chorar,
a dor de um submundo.
Foi a púrpura que te calou naquele segundo —
pena que ela não te levou,
apenas te fez desaparecer
de uma luta profunda,
de anos e anos a fundo.
Não busca ouro, que é vaidade,
nem se alimenta de vãs coroas.
A mente livre é claridade,
semeia dúvidas silenciosas.
William Contraponto
O desejo muitas vezes habita na fronteira da impossibilidade, onde a busca pelo inatingível revela mais sobre nossas aspirações do que sobre o que realmente podemos alcançar.
Cordel das incertezas
O estranho sempre assusta
Pode dar frio e ansiedade
A mente busca controle
Planeja em intensidade
Mas há surpresa no viver
Remetendo-se ao crescer
Com o novo em liberdade.
A incerteza traz dois lados
Ruim e outro encantador
Mas são caminho abertos
Variando face e cor
Pode ser pedra no passo
Para diminuir o compasso
No meio do nada, uma flor.
Há quem só veja o negativo
Esquecendo a beleza da vida
Mas cada dor que aparece
Não resume a nossa lida
É pedaço de uma história
Com derrota e com glória
Não é estrada perdida.
Não se controla o vento
Nem o que vai acontecer
Acidentes, brigas, conquistas
Acontecem sem prever
E se a vida fosse tão certa
Como uma porta sempre aberta
Que graça teria viver?
Planejar é muito bom
Mas não é rédea do mundo
O incerto é possibilidade
Um caminho tão fecundo
Na moeda de dois lados
De decepções e agrados
Mas com tesouro lá no fundo.
Por isso, não fuja do incerto
Abrace-o com confiança
Há surpresas que nos elevam
Há futuro em esperança
No mistério do amanhã
A alegria pode ser irmã
Vindo com a força da mudança.
“O ser humano destrói a natureza e toda a beleza da terra, e depois busca nos céus a paz que ele mesmo expulsou.”
Promover firmemente a cultura da ciência, do estudo, da investigação, da leitura e da busca incessante pelo conhecimento, é um dever civilizacional e moral.
Entre o Prumo e o Vento — Libra
És balança que busca harmonia,
O olhar que encontra beleza no caos.
Tens a diplomacia como segunda pele,
E a gentileza como primeira palavra.
Teu charme é ponte entre mundos,
Tuas palavras, fios de seda que unem.
Sabes ouvir, sabes acolher,
E fazer do convívio uma dança leve.
Mas… oh, Libra, o peso das escolhas te prende.
Entre um sim e um não, constróis castelos de dúvida.
Teu desejo de agradar a todos
Às vezes apaga a tua própria voz.
És mestre em ver os dois lados,
Mas o excesso de espelhos te confunde.
E, na ânsia de evitar conflito,
Podes deixar verdades adormecidas demais.
És vento suave e ar rarefeito,
Equilíbrio e oscilação no mesmo passo.
Virtude e defeito, tão próximos,
Na eterna dança de ser Libra.
Na busca pelo autoconhecimento, não se trata de encontrar quem somos, mas de lembrar quem sempre fomos antes de nos perdermos dentro de nós mesmos.
Seja um garimpeiro na busca da sabedoria, garimpeiros investem pesado em materiais caros para alcançar o filão de ouro, assim como se sacrificam várias horas sem achar nada e por fim alcançam a pepita valiosa com muita paciência, por isso sejamos prudentes e diligentes na procura do mais valioso ensino de Cristo Jesus, a sabedoria suprema de vida, a pepita de Deus.
Caos das Maresias
Esse consumo caótico
Aventura onde busca sentidos
Demasias de Amores
Momentos intensos
Esses atos voraz
Envolve meu navegar
Ventos e maresias das sensações.
Vivemos na busca de ser alguém maior,
mas ao vestir o que não somos, perdemos o valor.
Esquecemos do chamado, do plano do Criador,
e trocamos a essência por um falso esplendor.
Saul quis parecer rei aos olhos da multidão,
Davi foi escolhido no silêncio do coração.
José foi humilhado antes de governar,
o sonho não mentiu, só teve que esperar.
Jonas fugiu do propósito, tentou se esconder,
mas ninguém foge do plano que nasceu pra viver.
Pedro negou com medo, chorou na escuridão,
e foi restaurado pra ser pedra e fundação.
Deus não erra na forma que nos faz caminhar,
quem tenta ser outro acaba por se afastar.
Ser quem Ele sonhou é o verdadeiro saber:
não fomos criados pra parecer,
fomos chamados pra ser.
A verdadeira compaixão não busca plateia, nem transforma a dor alheia em espetáculo; ajuda em silêncio, porque sabe que a dignidade vale mais do que a exibição de um ato.
Enquanto você busca agradar e conquistar a todos, acaba se perdendo de si e paralisando seus próprios passos. A necessidade de aprovação rouba a autenticidade e trava a ação. Quando o foco muda — de convencer o mundo para conquistar a si mesmo — nasce a liberdade. É nesse encontro interno que a coragem aparece, as escolhas se alinham e a vida começa a fluir com verdade. Quem se conquista por dentro, não precisa provar nada para fora.
Como um urubu que caça comida pela putrefação no sol da terra, assim são os transgressores que buscam as riquezas do próximo.
Como um girassol em busca da fonte solar assim é o casamento que firma sua existência, olhando para Deus.
