Use o Silencio quando Ouvir
... quando
convicto de todas as
benesses da Verdade... Persista!
A fim de que novos elementos
e motivos ora acrescidos,
ainda mais aquietem tuas
incertezas!
... para
qual finalidade nos
servirão os inumeráveis
títulos e honrarias do mundo;
quando das simples ações provém
o que nos evidencia,
enobrece!
... a sorte
nos alcança quando
todo determinismo e preparo
que nos predispomos
esbarra na oportunidade
que os reconhece,
apadrinha!
... quando
cientes de nossa
real missão nesse mundo,
abdicamos de toda fúria e
pequenez como símbolos de
resistência, e nos transformamos
em gigantes cosmodelos
de superação!
Quando
os 'Deuses da Razão' querem
nos punir, eles prontamente
atenderão nossas preces...
Porém, não com uma infinidade
de penduricalhos e facilidades que satisfaçam nossos desejos; mas
com aquilo que de fato
precisamos!
"... quando um
homem perde um perna ou
um olho, ele sabe que perdeu uma
perna ou um olho - mas, quando esse
homem perde a si mesmo - seu valioso
rastro de interioridade - ele, tragicamente
nadasaberá,pois ele já não
estará láparasaber!"
_ Oliver Sacks _
... convencido
eu mesmo - de modo algum,
atrevo-me em convencer seja quem
for - quando muito, desejo-lhes a
acessibilidade do tempo e a
experiênciaque, pacientes,
cautelosas, a mimmesmo,
dispuseram-se em
convencer!
... damos conta
dos sugestivos e aplicáveis
benefícios da sabedoria quando,
sem esforço, desistimos da frívola
ingerência dascontestações e
nos rendemos ao vigor e
sustentabilidade do
argumento!
... quando
afirmou Jesus, o Cristo que:
prejudicial a si mesmo todo homem
que sujeita-se a outro homem - não aludia o
'Enviado da Luz' sobre ilícitos e deformidades
ocupando esse mundo -mas sobre talentos e
subsequente autonomia dormentesem cada
espírito - que brandamentedespertos e
vividos,asseguram e direcionam cada
Ser ao real sentido de sua vida:
o autoconhecimento!
_ José Mauro de Toledo.
... como
é fácil a vida, quando
mostra-se fácil - e quão difícil é,
quando nos dificulta, delimita...
Embora, a grande questão, consista
em diferenciar o que cada situação
possa oferecer como justa
melhoria aos nossos
espíritos!
... por certo,
a inepta apatia de
muitos, tende a diluir-se,
quando questões sensíveis
a sua subsistência lhes forem
usurpadas - sejam seus bens,
bolsos - ou pior: a sua
liberdade!
... quando
cientes de nossa
verdadeira missão nesse
mundo, abdicamos da condição
de símbolosde resistência
e nos transformamos
em modelos de
superação!
Quando o sol sobe, o dia brilha
Quando a lua aparece, sua luz ilumina.
A imensidão do mar reage e o céu azul como passarinho, beija flor de um coraçãozinho.
Sua paixão arde e o fogo queima, soluções são necessárias para se evitar problema.
Mas o amor supera e a felicidade fala mais alto, quando o carinho se abre e as flores em só um formato.
E a sensação vai na batida do coração, tentando esquecer só da sua solidão!
Quando sentimos o limite máximo de
beleza que as palavras podem nos
proporcionar, silenciamos em ternura.
CONTO DO MEIO
Quando pequeno, eu estava no aniversário de um amiguinho
e pus meu dedo no bolo.
Não coloquei e tirei. Não passei o dedo.
Apenas enfiei a ponta do indicador naquela parte branca.
O dedo permaneceu lá, parado, enfiado, intacto.
Todas as mamães me deram um sorriso falso.
Os papais estavam bêbados no quintal.
O único homem ali perto era o tio Carlos.
Tio Carlos se escondia atrás dos óculos e da câmera fotográfica.
Era bobo, agitado e gorducho.
Quase sempre sorrindo.
Tinha poucas, raras, nenhuma namorada.
Tio Carlos atrás dos óculos, da câmera e de namorada.
Meu braço esticado era a Golden Gate.
Uma conexão entre minha consciência
e aquele montante de açúcar.
A ponta do dedo imóvel, conectada, penetrada no creme branco.
Uma das mamães resolveu liderar a alcateia
e me pediu para tirar o dedo.
Pra que tanta coragem, perguntou meu coração.
Porém meu dedo,
afundou um pouco mais.
Olhei-a nos olhos sem docilidade.
Meu corpo imóvel.
O dela recuou.
Minha mamãe, sem graça,
falou que isso passa.
Eu atravancava, ria e dizia:
- Vocês passarão, eu... - estendia a aporia.
Eu era a Criação de Adão na Sistina.
Era mais que Michelângelo,
Era Adão no Bolo,
Era Bolo em Deus.
Mamães desconcertadas. Olhando umas para as outras.
O silêncio reinava,
o reino era meu.
Mamães desorientadas. Olhando para mim.
Tio Carlos com a câmera fotográfica
olhava para as mamães.
Acho que ele era apaixonado por umas três mamães,
ou mais,
ou todas.
Esperei um não.
Esperei um pare.
Ninguém era páreo
para um rei.
Tirei.
Prólogo do Livro MICROCUSPEs
PRÉ-CUSPE
Não sou poeta, não me chame assim.
Quando criança, na escola, uma professora de redação,
dessas que vivem de dar nota, me disse:
Vai, Kiko, ser gauche na escrita.
Quem me dera que meus cuspes fossem leminskiados.
Sinto inveja desse cachorro louco. Como é que ele consegue?
Nem se eu caetanasse o que eu escrevo...sairia um inutensílio.
Ponho R em Buarquer, Francisco Buarquer, pois assim me sinto mais
confiante. Posso ponhar à vontade, pois sempre acerto as crases
e dou rodopios nas mesóclises.
"Caro leitor, escrever-lo-ía com clareza, mas..."
mas (adoro conjunções adversativas),
mas... descubro
que
mais
importante
do
que
o
que
quer
ser
dito,
é
o
que
quer
ser
impresso.
Então, se tá feio, takai-me na ternura. Pra mim tá bão.
Não páro pra pensar mesmo.
(não páre o "pra" nem o "bão", muito menos "páre" este acento,
pois agudo já estou).
Apenas seleciono alguns versos, rimas tolas e pronto.
Por fora, um status quo de bestos textos.
Impressão preto & branco.
centímetros de largura.
pixels de altura. CMYK.
Sorriso de selfie e uma voz arnaldoantuniada dizendo
que o livro existe porque foi feito.
Por dentro, ah...interjeições....
Trago na Pessoa a suavidade em nada se dizer.
Grandes espaços em branco, Duncan to a canto.
Ainda acho que um louco vai pesquisar "neologismo" no Google.
Um desocupado, com certeza.
Um ocioso severo, caso de morte ou vida.
Me cubro de humanidade
irrespiro o brio do transparente
ignoro a qualidade,
mas sou gente. (já falei que adoro conjunções adversativas?)
Meus amigos de verdade são uns gênios, pois eles percebem quando a pergunta não pede resposta. Eles apenas concordam, complementam e rimos.
- Viu, por que as árvores crescem para cima?
- Pois é, e as pessoas deitam.
Quando caetanei praquele menino
que a realidade é o avesso do avesso
do avesso do avesso.
- Qual realidade?- foi adverso,
e fez-se travesso
num meu novo inverso.
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