Use o Silencio quando Ouvir
Quando o vento adormece e surge a lua...
Um canto triste e longínquo ecoa nas ruas...
E as estrelas caladas e do meu pranto testemunhas...
Elevam minha alma a tão doce e puro encanto...
Fazendo-me lembrar dos amores esquecidos...
Por mim, tão vividos...
A saudade então me abraça...
Que a delirar então me obriga...
Enquanto a mim murmura...
A sonhar na vida...
Minhas partidas...
Minhas chegadas...
Noites vividas...
Alvoradas...
Ah doce amor...
Que agora beijas minh'alma...
É noite...
E é tão escura...
Nem o brilho das estrelas...
Nem o brilho da lua...
Esconde essa minha angústia...
De não ter minhas mãos junto às suas...
Tudo dorme...
Só eu velo...
Desejando você...
Que é feito de tudo?
Por que tudo assim?
Dormir, sonhar e sorrir...
Ronda rotineira...
Toda noite é assim...
A lhe buscar pra mim...
Sandro Paschoal Nogueira
Por vezes quando o tempo passa...
Em horas dentro de mim...
Passa um nada meio acontecido...
Uma saudade que não tem mais fim...
Na penumbra de minha casa...
Escondido sob o luar...
Na artéria estendida do silêncio...
No vão do patamar do tempo...
A procurar...
Pressupondo um olhar para trás...
Por tudo o que eu vi e sei...
No curso veloz da vida...
Corri, subi e voei...
Agora grito...
Para rasgar os risos que me cercam...
Insensatos...
Não me servem de consolo...
Tolos...
Inúteis...
Pueris...
Fartam-me até as coisas que não tive...
Fartam-me com tudo o que sonhei...
Fartam-me o tanto que desejei...
Outrora escalar os céus, imaginei...
Tudo era igual...
E tudo me ruiu...
E entrei abandonado na esperança...
Entreguei -me a ela e ela me possuiu ...
Em combustão secreta...
Ao silêncio me abri...
Hoje entre as pedras procuro...
Aquilo que perdi...
Não paro...
E se necessário volto atrás...
Quantas vezes necessárias forem...
Até reencontrar...
O que nunca esqueci...
Dizem todos que é loucura...
Bem isso eu sei...
E muito ouço e muito já ouvi...
Tenho um caminho marcado...
E se agora não encontro...
Vou procurar no passado...
Revolvendo as cinzas...
Até descobrir...
Sandro Paschoal Nogueira
Nada passa mais depressa que os anos...
Quando mais jovem dizia...
Que ao chegar aos vintes livre seria...
Dali pulei para os trinta...
Já aos quarenta e nada sentia...
Cheguei aos cinquenta...
Sem fazer muito esforço...
Quem diria...
Deus me permita chegar aos noventa...
E ainda ter um coração de moço...
Pensava antes que os velhos eram bobos...
E disso eu ria...
Agora bem sei e compreendo...
Os mais jovens é que o são e não se dão conta...
Assim sigo aprendendo...
Poucas coisas me surpreendem...
E outras tantas ainda me amedrontam...
O tempo risca meu rosto...
Isso é fato...
Diante o espelho...
Ocasionalmente me embaraço...
E ainda que o destino seja cruel...
Já não me engana tanto a ilusão desse véu...
Meus cabelos ficarão brancos...
Minha pele perderá o viço...
O corpo, o vigor...
Estranho esse feitiço...
De tamanho rigor...
A sabedoria, quem diria...
Torna-se minha companhia...
Lentamente...
A cada dia...
E a cada noite que se anuncia...
Nem sempre escuto o que as pessoas dizem...
Geralmente não me interessam...
Às vezes me magoam...
Agora prefiro prestar atenção no que fazem...
E não no que apregoam...
O amor nos faz envelhecer antes da hora...
Mas também nos torna jovens quando a juventude passa...
Mas a paz...
Ah a paz...
É tão acolhedora...
Qualquer um pode ser jovem...
Envelhecer é um mérito...
Tudo é questão de espírito...
E de tudo que nos envolvem...
Embora tenha Deus como companheiro...
Que amanhã não seja ainda o dia de estar ao seu lado...
Mas na derradeira hora...
Farei parte desse céu estrelado...
E desde já ao Criador agradeço ...
Envelhecer é aprender a tudo ser muito grato...
Sandro Paschoal Nogueira
Era de noite quando eu bati à tua porta...
E na escuridão da rua tu abriste as portas...
Por que assim me deixas
Com alegrias e até tristezas
Rodeando-me de incertezas?
Que a tua boca me diga...
Segredos em pé de ouvido...
Quando tua mão me toca...
Despertando em mim os mais loucos desejos...
Ah como agora os dias são curtos...
E a noite chega sem demora...
Não existe mais tempo para o meu torpor desta hora…
Sensações sem nexo...
Entre o corpo e a alma é a personalidade que tenho…
Se guardo algum tesouro não o prendo...
Quem é que abraça o meu corpo na penumbra do leito?
Quem é que me tira o fôlego e me deixa assim sem jeito?
És tu ...
Senhor de meus olhos...
Só pertencemos...
A quem nós amamos...
Sandro Paschoal Nogueira
No cetim negro das noites...
Os anjos só vem quando chamamos...
Breve é o coração acalentado pela inocência...
Que sonha e anseia...
Por viver e muito amar...
Ninguém sabe o que vai
por este mundo...
Com destino certo e sem destino aos tombos...
Cai o pó em dias assolados...
Enquanto o vento faz um rumor frio e alto...
E nada tem sentido...
Em nada que se queira ter...
Tudo são apenas momentos...
Não há nada a compreender...
Deixo que em minhas mãos cresçam os sonhos...
É o que posso fazer...
Haverá coisa que se lhe compare...
No mistério da inocência a perder?
Em vão já procurei me restituir...
O que duramente perdi...
Não sou mais que uma brisa...
Se vejo coisas que nunca antes tinha visto...
Coisas que sempre soube mas que nunca quis olhar...
Mas como se fosse o milagre pedido...
Nos destinos que não desvendo...
Os anjos me tem atendido...
Ensinando-me a sonhar...
Sandro Paschoal Nogueira
#Quando #eu #vôo...
Distante e só...
Minha alma passeia por onde quero...
Escolhendo bem onde procurar o amor...
No tempo que se escoa...
Tal qual areia...
Veracidade clama...
Para a vida que é chama...
Ser feliz...
Do jeito que eu sempre quis...
É na verdade ilusão...
Um mito que acredito...
Me devora assim o dragão...
Será que estou pedindo muito?...
Não sei...
Sei que sempre é bom sonhar...
Sem falsidade...
Sem nenhuma vaidade...
Seja minha realidade...
E me dê sua mão...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.
#Vida #triste #é #a #minha...
Que hoje vou contar...
Desde quando aurora anuncia...
O dia a começar...
Passam os minutos...
Seguem as horas...
Sob céu azul anil...
Olho as nuvens e me ponho a sonhar...
Em tardes douradas...
A primeira estrela que vejo...
Sonho mais alto ainda...
E faço um desejo...
A rotina tão maçante...
Das flores do jardim cuidar...
Alimentar as aves...
Que gorjeiam em toda minha casa...
Em todo lugar...
O perfume de manjericão me inebria...
Disputa com o alecrim...
As orquídeas se abrindo...
Também se comportam assim...
O girassol despeitado...
Meu brilho quer roubar...
Sempre é ele o primeiro...
O sol a cumprimentar...
As rosas soberbas...
Acreditam serem rainhas...
Coitadas delas...
Vaidosas aos extremos...
Acho que vou cortar...
Só escolher um vaso...
E minha mesa enfeitar...
Se deito na rede e me ponho a balançar...
Logo aparece um sabiá...
Fazendo-se de louco...
Começa a cantar...
Quer atrapalhar meu sono...
Até meu meditar...
Beia-flores me importunan o tempo inteiro...
De lá para cá...
Não se cansam eles de tanto voar?
Quero ler um pouco...
Bem sossegado na sombra...
Sento debaixo da jabuticabeira...
E dezenas de pássaros põe-se a reclamar...
Gorjeios, trinados irritantes...
Ah se pego só uma fruta do meu quintal...
Revolução se instaura...
Até o jacú feio...
De mim vem reclamar...
Não sei mais o que fazer ...
Como devo proceder...
Vou comer um pouquinho...
E disso tudo me esconder...
Trancar portão...
Campainha desligar...
Tirar fone do gancho...
Celular "não pertubar".
Sandro Paschoal Nogueira
— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.
O dragão
Até quando terei que esperar pelo príncipe em seu cavalo?
Até quando?
Se muito demorar...
Posso pelo #dragão meu coração se deixar domar...
O dragão nos conhece pela profundidade de um olhar...
Ele silencia nossa voz...
Apaga o gesto da procura...
Pode nos fazer arder em insana loucura...
Parar o tempo...
Na brisa de um sopro...
Prometer um ao outro...
Vem e me chama...
Diga que me ama...
O mundo gira sem parar...
Na batida de seu peito...
Quero me encontrar...
Por confiança eu te conto...
Não espere nem mais um pouco...
Gosto de sua companhia...
Vem...
Me chama...
Ainda tenho asas de sonhos brandos...
Ainda tenho o ardume que acende a alma...
Tens um encantamento que a mim me chama...
Teimo em renascer te procurando por todas as ruas...
Caminhando em pedras azuis...
Brilhantes tais quais estrelas...
Sob o clarão da lua...
Vem...
Me chama...
Diga que me ama...
Me dê sua mão...
Me apresente a aurora...
Me ame com loucura...
Inebrie meus pensamentos...
Me faça esquecer os tormentos...
Vividos por mim um dia...
Em que eu não te conhecia...
Vem me chama...
Diga que me ama...
Sandro Paschoal Nogueira
#Não #há #um #último #adeus...
Senão aquele que se não diz...
Ou aquele que se quiz...
Quando sopra o vento...
E a quem amamos é levada ao horizonte...
Só nos resta da saudade um alento...
Diante de tal desmonte...
Não levará nada consigo...
A não ser alegrias sentidas...
Lágrimas partidas...
De quem muito lhe amou...
E junto ao Criador...
Dirá que foi feliz na vida...
Aprendi a não dizer adeus...
Para as pessoas que conheci...
Despedida é sempre triste...
Meu coração é assim...
Na distância entre a terra e o céu...
Nesse momento não digo um adeus...
Sobram-me as recordações...
Descanse em paz...
Fique com Deus...
In memorian para #Nelice a quem aprendi a gostar e com ela rimos muito juntos...
Sandro Paschoal Nogueira
Ninguém mais se parece a um verdadeiro tolo
Que o mais sutil dos sábios quando ama.
É fácil arrumar a vida quando a gente não tem nada a perder.
Da arte de escrever
O mais difícil da arte de escrever é quando temos que redigir as dedicatórias.
O dia seguinte ao do amor
Quando a luz estender a roupa nos telhados
E for todo o horizonte um frêmito de palmas
E junto ao leito fundo de nossas duas almas
Chamarem nossos corpos nus, entrelaçados,
Seremos, na manhã, duas máscaras calmas
E felizes, de grandes olhos claros e rasgados...
Depois, volvendo ao sol as nossas quatro palmas,
Encheremos o céu de voos encantados!...
E as rosas da Cidade inda serão mais rosas,
Serão todos felizes, sem saber por quê...
Até os cegos, os entrevadinhos... E
Vestidos, contra o azul, de tons vibrantes e violentos,
Nós improvisaremos danças espantosas
Sobre os telhados altos, entre o fumo e os cataventos!
A gente já espera ficar triste no outono. Uma parte da gente morre a cada ano, quando as folhas caem das árvores e seus galhos ficam nus, batidos pelo vento e pela luz fria, invernal. Mas sabíamos que haveria sempre outra primavera, assim como sabíamos que o rio fluiria de novo depois de ter estado congelado.
Irmão quando eu crescer quero ser um profissional indefinido de cargo, área, formação e diploma.
Exemplo e apoio para qualquer questão de como viver dentro da sociedade com o que tem, transformando tudo e qualquer coisa em chave, únicas e singulares por serem feitas dos ingredientes: Momentos, acessos, itens e valores.
Ingredientes sem padrão = Chave sem padrão = Pessoa sem padrão.
Sendo o inverso do imposto social;
Sociedade = Padrão = Obrigação de toda pessoa = Pessoa com padrão
Então irmão Bruno, eu Levson, posso afirmar o seguinte:
Vejo que QUALQUER PADRÃO, um dia foi SEM PADRÃO!
Vejo que QUALQUER PADRÃO, um dia será SEM PADRÃO!
Vejo que, SEM PADRÃO a sociedade é feita, e COM PADRÃO asociedadevive!
Não se assuste
Quando eu abrir
As minhas asas
Sobre ti,
É só meu jeito
De te proteger.
Não temas!
Não há espinhos,
Só pluma,
Em forma
De braços humanos.
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