Use o Silencio quando Ouvir
Quando algumas pessoas não todas, perguntam como você está, elas nunca querem realmente saber a verdade... Apenas querem receber um sim. Ou perguntam por educação, a verdade é que a maioria das pessoas não se importam com as outras, apenas com elas mesmo!
Imagine uma nova história para sua vida e acredite nela.
Você nunca sabe quando é a última vez, talvez eu tenha feito algo cruel. Ou talvez só tenho observado acontecer
Quando você diz algo de mal gosto para alguém na brincadeira.
Não significa que mesmo que ela leve na brincadeira não machucou...
Se tem uma coisa que eu faço é dar conselhos, o problema é que eu não os sigo, na real, quando te escrevo e digo todas essas coisas bonitas, eu só falo por falar, eu não sou forte, e eu talvez não seja capaz. Eu só escrevo, eu não faço...
Quando eu era criança, todos me perguntavam a mesma coisa...: "O que você quer ser quando crescer?" E se você me perguntasse isso eu diria: "Uma princesa ,ou uma veterinária, ou uma professora." E eu passaria horas no porão falando com a parede.
Mas se você me perguntasse isso agora, eu só diria "feliz".
Eu quero acordar de manhã, não com o único propósito de respirar, mas algo pelo qual viver.
Eu tenho medo de perder mais tempo, eu quero conhecer pessoas, e ficar bem se elas não gostarem de mim.
E ter relacionamentos, e não desmoronar quando eles não derem certo...
Eu quero ver céus de cidades diferentes, e sentar nos cafés em família, que não tem melhor café, mas você se sente em casa mesmo assim.
Eu não quero ter medo do amanhã...
e nem me arrepender do passado.
Apenas feliz...
Acho que minha primeira indignação feminista foi quando a professora do 4° ano explicou que poderia ter 99 mulheres, mas se tivesse 1 homem, o pronome seria "eles".
Quando se tratava de escolher, ela nunca me disse o que fazer.
Em vez disso, me olhava com aqueles olhos que sabiam mais do que diziam,
e me pedia, com doçura e firmeza:
“Seja grata. Por cada escolha que você fizer.
Porque eu nem sempre tive esse privilégio.”
E eu entendi.
Entendi que sua vida foi costurada entre deveres e silêncios,
que muitas das portas que hoje eu atravesso
foram abertas pelas mãos calejadas que ela não usou para si.
Ela fez caminhos para mim — e ficou.
Ficou atrás, para garantir que eu fosse adiante.
Minha mãe não teve todas as escolhas.
Mas me deu todas as minhas.
E, por isso, cada decisão minha carrega também o nome dela.
Acho que só não estou oca porque estou cheia de saudades.
É ela que me preenche quando você falta.
Uma presença dolorosa, mas viva.
"E quando naquela noite acabaram as tintas, só me restou o sangue para expressar a dor que consumia minha sanidade."
[...] quando é toda hora, todo momento, por anos [...] - dizia Domingos à calar Bárbara naquela tarde de verão, o inédito elogio da traição.
É quando a noite cai, desordenada, em reflexão deslavada, que muitas palavras são ditadas, sem dizer nada.
Espero a morte nos soluços da vida, e quando engasgo com os desabafos, busco socorro no amargor das lembranças doloridas.
O que resta ao homem quando o coração acaba dilacerado, o corpo adoece e a esperança morre, não necessariamente nessa ordem?
Quando abraço alguém, fecho os olhos e demoro pelo menos uns trinta segundos antes de soltar. Neste tempo, consigo ouvir exatamente cada pulsar do coração. Acredito que cada coração tem um ritmo, como se fosse um timbre vocal. Convido-te a ouvir! Para isso, é preciso que eu saia da superficialidade dos sentidos. No último abraço que dei, pude escutar as palavras mudas de um coração: "Obrigado por estar aqui."
Um passarinho na janela
Era uma manhã como tantas outras, quando minha atenção foi capturada por um pequeno pássaro que, com graça e leveza, pousou na janela de minha casa. O passarinho, em sua serena vivacidade, parecia trazer consigo um mundo de reflexões.
Suas asas delicadas tocavam o vidro com a leveza de quem afaga o próprio destino, e seus olhos, dois pontos brilhantes, refletiam a quietude de um espírito livre, como quem tem um céu inteiro dentro de si. A presença daquele pássaro revelou-se como um oráculo silencioso, sugerindo-me que a vida, em sua essência, é uma eterna contemplação do invisível.
Enquanto o passarinho perscrutava o horizonte, pensei nas vezes em que nós, humanos, presos em nossas angústias, deixamos de perceber as belezas simples que nos cercam. Ignorância é acharmos que pássaros, só porque têm asas, não caem ou que nunca descansam nos tapetes de Deus durante o seu percurso. Essa liberdade não tem nada a ver com invencibilidade.
O pássaro, em sua graciosa indiferença, ensinava-me a arte da quietude, a contemplação do instante presente, a sabedoria de viver sem pressa.
E assim, naquele encontro fortuito, compreendi que a janela não era apenas uma barreira física, mas uma metáfora da alma, uma passagem para a introspecção e para o entendimento do nosso lugar no mundo. O passarinho, ao pousar na janela, não apenas a tocava, mas convidava-me a abrir as portas do meu próprio coração para as sutilezas da vida.
Voei
Foi assim:
Coração acelerado, isso ocorreu perto das dez.
Quando o avião decolou,
eu subi junto.
A alma foi atrás.
Quanto mais alto ele ia,
menos medo eu sentia.
Foi a primeira vez que não me senti ameaçado pelo medo.
Abriu a porta,
12.000 pés.
Engraçado como tudo fica pequeno daqui.
Tudo fica...
Na aparente loucura causada pela adrenalina, fiz as pazes com a lucidez.
Saltei
e, mesmo no ar,
relutei.
Quando percebi que não tinha mais chão,
voei.
Logo, nós três éramos apenas um:
eu, a alma e o ar.
Engraçado,
tudo fica tão pequeno daqui.
De repente, um grito!
Mudo.
Apesar do maxilar travado, dava para sentir o eco reverberando em minha cavidade torácica.
Qualquer som silencia diante dos céus.
Engraçado como tudo fica pequeno dali.
Foi lá que percebi algumas coisas:
Que o amor não é gaiola e céu,
que é para o alto que nascemos
e que o colo de Deus é infinito.
Não foi salto,
foi entrega,
foi retorno.
Soube que era saudade
Soube que era saudade
quando houve perdão sem ter ocorrido pecado.
Quando notei que a lua desrespeitou o dia.
Quando as asas antecederam o pássaro.
Quando o beijo chegou antes dos lábios.
Quando preparei duas porções para jantar só.
Soube que era saudade
quando o tempo se desfez em instantes,
e as palavras, antes certas, calaram-se.
Quando a distância virou ponte invisível
e o silêncio, companheiro do meu sentir.
Quando esperei por cartas que jamais foram escritas,
e o vento, em sua dança, trouxe teu perfume ausente.
Quando me vi falando contigo em pensamentos,
enquanto o mundo ao redor continuava em sua pressa.
Quando houve dicotomia, e minha alma se viu sem corpo.
Quando meu corpo sentiu o que meus olhos não enxergaram.
Quando fechei os olhos para enganar a mente.
Quando vi tua foto, e a memória quis se encarnar.
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